Uma roleta russa chamada vírus
Friday, July 10, 2020.

Levei bastante tempo para saber se iria escrever ou não esta crónica. O meu pensamento é demasiado assustador para não assustar quem me vá ler.

Pensei que tinha sempre três hipóteses para a minha decisão.

Saídas semanais para Portugal

a) Nao escrever de todo. Foi a que mais tempo me ocupou o pensamento.

b) Escrever mas amaciar o que penso. Não durou muito a desistir desta linha de pensamento.

c) Escrever o que penso mesmo que isso me possa assustar mais a mim do que a qualquer leitor. Espero que desta vez haja uma maioria de pessoas ou até mesmo a totalidade que discorde de mim. Ou que alguma razão maior me possa tranquilizar dizendo-me que o que penso está errado.

Jornalista e cidadão

Desde que começou esta crise chamada SARS (Corona vírus ou o nome que lhe queiram dar, popular ou científico), tenho seguido atentamente a sua evolução desde a China até ao momento em que escrevo esta crónica em 7 de Abril. Procuro fazer esse acompanhamento com olhar crítico da profissão publicando como jornalista a informação que consigo reunir pelas fontes oficiais. Do outro lado da barricada, quando “dispo a farda” de jornalista, tendo pensar no assunto com os meus olhos pessoais.

Na deontologia do jornalismo, é impedido ao jornalista que imprima as suas opiniões. Esta regra contudo deixa de ser válida quando o jornalista escreve uma crónica. É o que estou a fazer agora.

Os políticos e a política

Habituei-me ao longo dos anos a perceber o discurso dos políticos. Ou pelo menos a fazer esse esforço. Quando um político, numa entrevista ou conferência de imprensa diz algo que me “arrebita as orelhas” ou me acorda o “faro”, publico a informação que me é dada mas ao mesmo tempo procuro ir “espreitar” por detrás da notícia.

Se um político português visita a Comunidade Portuguesa em Londres para falar dos portugueses residentes no Reino Unido mas não visita a Comunidade, eu suspeito que por detrás da visita está outra qualquer razão. Um desses episódios revelou um político que veio visitar a Comunidade em Londres, não visitou a Comunidade mas assistiu a um jogo de futebol da sua equipa de eleição.

Publiquei a informação recolhida para o gravador, guardei o segredo do jogo de futebol. Nomes? Não é este o momento. Quero apenas que entendam o que acontece na profissão de um jornalista quando muitas vezes verte a informação oficial e embora saiba dos “bastidores” não o publica. Os bastidores não são de interesse público excepto quando integradas numa investigação.

Nos primeiros dias da pandemia, os discursos políticos foram brandos tendentes a desvalorizar o risco. Enquanto este Corona não mostrou as “garras”, os jornalistas também não acordaram a curiosidade mas agora que já se percebeu a dimensão do problema, a curiosidade do jornalista também se espande.

Uma das coisas que aprendi ao longo da minha carreira é que os políticos mentem tendencialmente.

Especialistas em dívidas e finanças

Se a notícia é boa, o político tem tendência a empolar a informação. Se a notícia é má, tem tendência a relativizar. Num caso ou no outro, sempre a mentir conforme o interesse e dependendo se está no Governo ou na Oposição.

Os políticos e o Corona

Contrariamente a muitos outros assuntos que são objecto de conferências de imprensa e entrevistas, este assunto tem a particularidade de chegar a todos. Reis e príncipes, políticos e povo, clero e ateus. Toda uma classe de intocáveis, percebeu agora que em alguma coisa todas as pessoas são iguais. Ficam os exemplos dos príncipes Alberto do Mónaco e Carlos de Inglaterra e o Primeiro-ministro do Reino Unido e mais três membros do seu Governo. Também a União Europeia em Bruxelas já sentiu os efeitos deste vírus a que podemos chamar tudo menos racista.

No início, olhando para a economia e os negócios, a classe política, na sua maioria, tendeu a desvalorizar a questão como aconteceu com Donald Trump, Boris Johnson e no pico desta atitude o Presidente do Brasil Bolsonaro.

Pouco tempo depois, Boris e Trump parecem ter mudado de ideias e Bolsonaro lá chegará. Espero bem que não e que ele tenha razão quando fala da imunidade do cidadão brasileiro. Espero também que Bolsonaro possa pensar que o vírus não usa faca e não dá facadas.

Como jornalista, tenho o palpite que os políticos que desvalorizaram o vírus mentiram mesmo contra as recomendações da comunidade científica. Para eles, era fundamental manter os negócios. A economia foi o mais importante. Mentiram.

Os políticos e a mentira

É de pensar que continuem a mentir. Quando os governantes aparecem a fornecer números, estatísticas e valores e previsões, continuam a mentir.

Ninguém neste momento conhece os valores de pessoas infectadas já que se um milhão de pessoas for infectada hoje, poderá vir a sabe-lo quase no imediato ou dentro de 14 dias ou nunca continuando assim a infectar outros. Infectados confirmados são os que fizeram o teste que resultou positivo mas a questão é que a maioria da população, a esmagadora maioria, não fez ainda o teste. Logo, a diferença entre infectados e infectados confirmados é uma absoluta incógnita.

Perante um valor que se desconhece, pergunto como é possível recorrer à ciência matemática para prever datas, número de infectados curados ou mortos sendo que muitos dos que morrem falecem em casa?

Presumo assim que quando os técnicos políticos falam de previsões sobre quando podem achatar a curva, continuam a mentir por obrigação de funções. O que se pretende é manter a população o mais calma possível sem convulsões sociais nem que isso tenha que ser conseguido à custa de uma mentira. Esforço apreciável mas que não corresponde à necessidade de preparar a população para o que pode estar para vir. Mais uma vez, ao camuflar a verdade, a classe política está a tentar que hoje seja calmo e amanhã logo se vê.

A minha parte incerta diz-me que deveria-mos estar a dar Formação para maquilhar cadáveres e não informação maquilhada. Seria importante, na minha opinião, ensinar a cultivar a terra e começar a faze-lo já porque o fruto de uma sementeira pede mais tempo que o vírus.

Ninguém ainda fala da capacidade para sepultar mortos e se as funerárias e cemitérios estão capacitados para o pior que possa acontecer.

Alguma informação vinda para a imprensa diz que se esperam sete milhões e meio de mortos quando apenas passamos do milhão. A avaliar pelo passado da classe política eu diria que devemos multiplicar esta valor algumas vezes. Quantas? É a resposta que ninguém sabe. Por essa razão, qualquer informação que é fornecida sendo falsa não prepara a população para o que se possa esperar na pior das hipóteses. Seria preferível esperar 75 milhões de mortes e acontecerem apenas 7 milhões e 500 mil (10%), do que o contrário mas não é isso que a classe governante está a fazer. Ao contrário, estão a amaciar os valores para não alarmar a população e se os valores se extrapolarem haverá ainda maiores consequências. Exactamente o que aconteceu quando desvalorizaram as primeiras informações.

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A China

Trata-se de um dossier que nunca trabalhei. Nunca visitei a China e nunca escrevi sobre o que lá se passa. Apesar disso, sempre procurei ser membro das instituições que albergam os direitos dos jornalistas e recebo regularmente informação de outras instituições comunitárias como a Organização dos Direitos Humanos e a Amnistia Internacional.

A informação que me chega por essas instituições e as notícias que vou sabendo e as dúvidas que partilho com milhões de pessoas, são o suficiente para eu não confiar na informação que é debitada pela China para o resto do Mundo. Não importa qual a informação que venha da China, na minha opinião carece sempre de confirmação. O mesmo acontece com qualquer informação que venha de forma oficial por qualquer país que tenha um regime totalitário e onde a liberdade de imprensa esteja castrada como é o caso da China.

Algumas das informações que chegam por meios fiáveis sobre as ofertas e vendas com origem na China, despertam em mim a mesma desconfiança que a informação com a mesma origem. Logo, na minha opinião, a China não me merece credibilidade seja qual for a informação que enviem para o mundo e isso abre-me espaço para suspeitar que a epidemia não estará tão controlada naquele país quanto nos querem fazer crer. A ser verdade, a informação viria das universidades e não dos ministérios e estaria encontrada solução para o resto do mundo. Não é isso que está a acontecer.

O vírus e a economia

Já deu para perceber o impacto que esta pandemia teve na economia mas como ainda se desconhece quando o problema estará debelado, ninguém pode prever ainda quais os efeitos que vai ter no futuro.

São muitas as empresas que já encerraram as portas, muitas outras que estão a pensar faze-lo, outras que o farão sem tempo para pensar e muitas outras, muitas de grande dimensão que dispensam trabalhadores. As companhias de aviação são um dos exemplos e os quadros de pessoal antes estabilizados percebem agora a instabilidade do desemprego. No Reino Unido, em finais de Março, um milhão de pessoas tinha requerido Assistência Social através do Universal Credit.

Embora não goste do que penso, acredito que para este vírus a “festa” pode ainda não ter começado

No caso particular do Reino Unido, todos estes episódios acontecem em paralelo com as negociações do Brexit que ocupa agora um segundo plano constituindo isto uma verdadeira oportunidade para os negociadores já que o espaço político está com a atenção vocacionada para algo maior.

No início da pandemia, a principal preocupação da classe política foi a economia no sentido de robustecer os negócios. Perceberam tarde demais que o mais importante são as pessoas. O negócio que mais terá crescido, além dos desinfectantes, terão eventualmente sido o das luvas e máscaras e material clínico.

Acredito que neste momento a principal preocupação política seja a contenção da epidemia a pensar no regresso aos negócios. O problema consiste porém que ninguém sabe quando esses negócios vão poder acontecer e esta questão é transversal a todas as áreas de negócio. O mundo aprendeu a parar e as pessoas que nunca tinham tempo para nada, percebem agora que tempo é o que as pessoas mais têm.

O melhor, ou melhor, o pior estará para vir.

Alguns discursos apontam para um endividamento da União Europeia na ordem dos 150% do seu PIB enquanto outros discursos temem pelo desmembramento da própria União Europeia. O facto do Governo da Holanda se opor à solidariedade entre os países da União Europeia reforça o discurso do Brexit que se já tinha raízes na Itália e alastra agora a outros pensamentos europeus.

Um verdadeiro susto para as populações que estando habituadas à estabilidade europeia entendem agora estar a sentir crescer a dúvida dessa estabilidade. Recorde-se que a generalidade dos cidadãos europeus já nasceu ou cresceu dentro da União Europeia e desconhece a Europa sem ser uma Europa unida.

Não se sabendo quando pode terminar esta pandemia e desconhecendo-se se pode ser reincidente, as previsões a prazo não passam de pura especulação. Quaisquer projectos de investimento que estivessem previstos estão adiados cine die e muitos deles simplesmente cancelados.

Embora não goste do que penso, acredito que para este vírus a “festa” pode ainda não ter começado.

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Sistema de saúde

Nos diversos sistemas de saúde espalhados pelo Mundo assiste-se a uma sobrelotação de camas e a um quadro de pessoal exausto e contaminado.

Pavilhões desportivos e ginásios passam a ter agora uma decoração hospitalar e o mesmo acontece com os recintos de feiras industriais. Pistas de gelo ficam reservadas para armazenamento de cadáveres e é através de pistas como estas que tento perceber o pensamento político.

Pessoas contaminadas vêm ser recusadas consultas médicas perante um serviço de saúde absolutamente caótico que deixa nas famílias a responsabilidade clínica de monitoramento dos pacientes levando assim a um maior contágio familiar.

Quem morre em casa não faz parte da estatística

O volume de técnicos de saúde infectados e já em quarentena não para de crescer e nada indica que esse valor tenha tendência a descer. Por cada médico ou enfermeiro que passa ao estado de quarentena sobrecarrega os colegas que ficam também eles mais expostos.

Tarefa ingrata também para os trabalhadores do sistema de saúde que não sendo médicos ou enfermeiros são fundamentais ao funcionamento das instituições. Porteiros, seguranças, empregados de limpeza, telefonistas entre muitos outros, estão também eles no ponto de exaustão. O melhor, ou melhor, o pior estará para vir.

Informação política fala de 7.5 milhões de mortos no mundo. Se bem conheço este discurso, a multiplicação é assustadora. Nas estatísticas, apenas os que morrem nos hospitais e outras instituições como lares de terceira idade. Quem morre em casa não faz parte da estatística.

No Reino Unido, o tal país do primeiro mundo, os afectados descobrem uma classe de profissionais de excelência e um Governo com pés de barro. Muitos dos infectados que recorrem aos serviços de saúde passam horas ao telefone para serem atendidos quando sabemos que muitas vezes os sintomas se desenvolvem em escassos minutos.

Pelo que vou sabendo, Portugal e os portugueses têm sido exemplares já que a população tem vindo a perceber o que está a acontecer e o Governo tem desenvolvido as ferramentas possíveis para combater o flagelo.

Já no Reino Unido, a atitude segue a inicial que se comprometia com a imunidade de grupo e que agora aguarda valores incalculáveis mas mesmo assim desesperantes. Muitos dos leitores que vão ler esta crónica vão pensar que estarei a ser alarmista e a esses, vou passando a informação que não há máscaras no mercado, os hospitais estão com carências de oxigénio, uniformes de protecção para os técnicos de saúde e pessoal suficiente para a mudança de turno. Se ser realista for um alarme, assumo; sou alarmista e até penso que é preciso fazer soar os alarmes para evitar males maiores.

Tudo indica que o Sistema de Saúde (NHS), a menina dos olhos do povo britânico e que estava a ser negociado no contexto do Brexit, possa mesmo colapsar. De outra forma não haveria necessidade de converter espaços desportivos e de exibição em hospitais de campanha ou pistas de gelo em arquivo frigorífico.

Funerárias

As funerárias estão como se diz em Portugal como “baratas tontas” dada a demanda. As sepulturas serão definitivamente substituídas pela cremação que até agora era uma opção mas que deixará de o ser. A opção passará a ser a sepultura para quem tiver tempo e dinheiro para o pagar já que o volume de mortos já é mais elevado que o previsto nos discursos políticos. Nada me tira a ideia de que os discursos políticos pretendem sossegar a população omitindo a verdade ou grande parte dela.

Uma coisa é certa, vivemos um tempo que nada é certo

Os potes de barro serão outro dos negócios em crescimento para depósito de cinzas crematórias a fazer lembrar os serviços mortuários com corpos identificados com uma etiqueta no dedo grande do pé.

Realidades

Aquilo que está seguro no início de Abril, é que no Reino Unido, para lá da exaustão do NHS (Sistema Nacional de Saúde), da escassez de equipamento e ambulatório temos a considerar a falta de testes pese embora a promessa de Downing Street de haver 100 mil testes diários disponíveis a partir do final de Abril. Ao ritmo da taxa de mortalidade a que se assiste e ás taxas de crescimento a cada dia, estes testes vão chegar tarde demais para muitas pessoas.

Outra das carências é o oxigénio hospitalar que entrou já em ruptura de stocks e sem este fornecimento de pouco irá adiantar haver ou não ventiladores.

Um dos maiores perigos pode mesmo vir por parte de pessoas que podendo ou não estar infectadas não sentem sintomas, os chamados assintomáticos que pensam poder escapar e que estando já infectados continuam a espalhar a infecção. Deveriam ser estes os primeiros a usar máscara mas ninguém sabe quem são antes dos testes que…, não há.

O tardio encerramento das escolas, principalmente no Reino Unido, pode ter sido catastrófico já que sabemos que é através da população escolar que os transportes públicos têm a sua mais forte afluência.

Uma coisa é certa, vivemos um tempo que nada é certo.

Uma nova ordem mundial

Este é um dos assuntos sobre o qual não me irei alongar por demasiado extenso ser o assunto e por demasiada extensa estar esta crónica.

Parece-me no entanto que o confinamento a que se podem seguir o recolher obrigatório e as limitações de reunião e deslocação, podem muito bem ser uma porta de entrada para um assunto que tem vindo a ser discutido por grandes líderes mundiais ao longo de vários anos e que prevê uma nova forma de estruturar a sociedade sob a estratégia de sociedades secretas transversais a raças, fronteiras, partidos políticos e até mesmo religiões.

Na verdade, a ideia que fica é a de um tempo de guerra porque de guerra se trata em que as populações são convidadas pela ordem ou pela força a assumir comportamentos que pretende salvar o máximo de vidas possíveis e as populações vão aprender uma nova forma de ser sociedade.

Assunto para gerações futuras porque na idade revolucionária em que me encontro, nada vai destruir o que sou capaz de produzir quando penso. Não estou muito seguro em relação a essa relação que temos connosco no exercício de pensar e sem ser adivinho, prevejo que a castração do pensamento venha a ser uma constante sob a ameaça que agora conhecemos.

Lição

A natureza começa a mostrar os efeitos positivos desta pandemia. Os mares estarão mais descansados do plástico deixado em todas as praias de todos os verões. Sem os aviões e com a diminuição do tráfego motorizado, os ares esbranquiçam e os animais recuperam espaço. E agora que o mundo parece mais amigo dos humanos, os humanos são obrigados a afastarem-se de natureza que desprezaram, que não respeitaram e nem sequer olharam ou ouviram.

Restaurante Português Tooting

A grande lição que me fica, é que a única forma de estarmos juntos é estarmos separados. Pode até parecer doentio ou irónico mas nada me parece mais irónico que a própria vida de que a natureza faz parte.

Alarmista? Quem? Eu?

Procuro ser apenas realista. Mesmo que a minha opinião não me agrade (e não me agrada de todo), (como eu gostaria de estar enganado), penso que o que está para vir é apenas uma amostra do que virá a seguir. A festa ainda não começou. Quem quer que seja que plantou esta situação, quaisquer que sejam as suas ambições, terá milhões de mortos e todos sem condições para reclamações.

Fiquemos prontos para uma taxa de mortalidade sem idade nem cidade.

Na escassez de comida que ainda não chegou, vamos assistir a um aumento de violência que vai sair do doméstico para o citadino. Polícias, militares e cidadãos serão insuficientes para acolher a todas as solicitações. Os casos de violência doméstica registam já valores incompreenssíveis quando as famílias deveriam estar mais unidas que nunca.

A lição, para já volta a ser a mesma a contrariar toda a nossa natureza Humana. Como viver sem beijar ou abraçar? Como contrariar essa função animal de reprodução de olhar alguém que os olhos gostam sem pensar em sexo? E como fazer sexo sem deixar a função animal funcionar? Como tocar sem tocar ou como beijar sem beijar? Como abraçar sem abraçar?

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Outra epidemia que está para chegar e parece que ninguem quer falar, á a epidemia da saúde mental. Não tarda, o confinamento vai começar a produzir os seus resultados e desta não haverá opção de análise química porque a única estatística estará na queixa policial e também esta vai produzir alguns mortos que serão contabilizados noutra rúbrica a que chamamos efeitos colaterais. Tudo somado é muito gente.

A próxima pandemia

Na minha opinião

Como abraçar com os braços algemados atrás das costas? Estamos Juntos?

Claro que estamos se estivermos separados.

Nos restos de uma crónica nunca pensada e nunca peneirada, deixo duas palavras feias (bad words).

Puta merda. Sem pretender ser profético, sempre vou pensando que esta merda ainda não libertou o cheiro; aposto que não.

Manuel Gomes – Jornalista

PN/Londres

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