Tudo acontece naturalmente no momento certo…
Friday, September 21, 2018.

Quando se faz uma regressão a vidas passadas, as pessoas vão buscar os momentos mais significativos das vidas que passaram (anteriores). Nem sempre estas memórias são relatadas de acordo com um fio cronológico. Normalmente estão associadas aos momentos da vida mais marcantes para cada pessoa. Como tal podemos ter saltos no tempo que parecem não fazer sentido numa história linear.
Nesta crónica vou contar a experiencia de Margarida que está numa fase de transição e quer fazer mudanças na sua vida pessoal.
Margarida regride para uma vida passada em que se vê como uma mulher na América do Sul. Na sua adolescência vê-se a viajar sozinha para os EUA onde está feliz a explorar o mundo porque adora viajar. A sua próxima memória, é aos 55 anos, onde se sente melancólica e entediada. 
Para perceber o porquê, exploramos mais esta vida: descobrimos que se casou e teve dois filhos, mas o marido morreu na guerra quando ainda era nova. Sentiu-se sozinha, perdida e dedicou a sua vida aos filhos pequenos. Os filhos crescem e seguem a sua vida. Esta mulher envelhece sozinha estando a sua felicidade dependente das notícias que tem dos filhos. Acaba por morrer num hospital, sendo os seus últimos meses de vida carregados de dor e sofrimento.
Quando morre, encontra-se com o seu guia espiritual. Um guia é uma entidade que ajuda a pessoa entre vidas a processar as emoções e acontecimentos da vida anterior e a reflectir para escolher a próxima vida. Na reflexão feita com o guia ela percebeu que poderia ter aproveitado mais a vida e não ter desistido de viver e investir em si.
Apesar do seu guia espiritual não recomendar, ela sente-se ansiosa por começar uma nova vida, para esquecer toda a dor associada à sua experiência anterior. Isto leva-a a tomar uma decisão impulsiva dominada pela ansiedade sem reflexão e controlo da sua escolha o que tem consequências.
Na vida seguinte vê-se inicialmente como um bebé que perde os pais num fogo. Apesar de ter sido adoptado por uma família que a ama, é uma criança que cresce para uma adolescência com problemas de drogas e prostituição. Com 20 anos vê-se à beira da morte por abuso e overdose – decide mudar a sua vida e tornar-se professora. 
Na memória seguinte vê-se já mais velha com um filho pequeno de um relacionamento fracassado e uma filha adoptiva. Esta mulher ama os filhos, vive com dificuldades financeiras mas é feliz. Ao envelhecer sente-se feliz apesar de cansada porque conseguiu fazer tanto nesta vida.
Quando morre e se volta a encontrar com o seu guia espiritual percebe que teve que aprender a lição da paciência: tudo acontece no momento certo, não adianta fazer as coisas antes da hora. Se há ansiedade e precipitação acabamos por tomar decisões apressadas e irreflectidas, não há um fluir natural da vida, e não se faz uma transição normal.
Margarida reconhece que fez uma transição apressada e ansiosa de uma vida para a outra para fugir ao sofrimento. Todos os desafios da sua segunda vida foram uma consequência de uma escolha rápida e precipitada para entrar numa nova fase sem processar completamente a anterior. Esta é a lição que Margarida traz para a esta vida actual e sente que naturalmente fará as melhores escolhas para si sem precipitação nem ansiedade.
 
Se tem algum assunto que pretende ver abordado nas minhas crónicas ou se tem alguma questão que gostaria de colocar , envie o seu e-mail para  marta_pires@yahoo.com .
Por: Marta Pires – Psicóloga Clínica

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