Rui Rio visitou Comunidade Portuguesa em Londres
Sunday, October 20, 2019.

O Presidente do PSD e candidato a Primeiro-Ministro visitou a Comunidade Portuguesa em Londres tendo cumprido uma agenda que incluiu diversos contactos.

Em entrevista ao Palop News, Rui Rio falou sobre os temas que o trouxeram a Londres depois de ter participado num conselho em Bruxelas.

Restaurante Barking IG11 9RS

Em Londres, Rui Rio visitou a Embaixada e o Consulado de Portugal e participou num jantar com a Comunidade Portuguesa depois de vários encontros com estruturas associativas. A meio da agenda, deu uma entrevista exclusiva ao Palop news.

– Esteve no Consulado de Portugal em Londres. Se fosse numa cadeira de rodas, acha que entrava?

– Não. Não entrava e muito menos me movia lá dentro. Uma das coisas que reparei e tive oportunidade de dizer à Srª Cônsul, é que as instalações são exíguas e uma vez que é preciso aumentar o número de funcionários no Consulado já que a capacidade de resposta é fraquissíma devido ao Brexit e não só, a verdade é que a mobilidade lá dentro é complicada mesmo para quem não anda de cadeira de rodas.

-Qual a proposta que apresentaria para o Consulado de Portugal em Londres?

Advogados internacionais

-Acho que deve haver duas propostas. Uma para a situação especifíca actual em que existe uma procura sobredimensionada pelo facto de termos o Brexit e outra para a resposta a uma situação normal. A forma como eu vejo de fazer isto é ter um quadro de pessoal adequado e depois ter um quadro de pessoal pontual para fazer uma “task force” no sentido de resolver esta avalanche neste momento. Por outro lado não se pode dimensionar o Consulado para a procura que existe agora sabendo que mais à frente a procura será mais baixa. São as regras de gestão elementares.

-Em relação ao Brexit, Portugal preparou um mecanismo de apoio para as empresas mas não existe uma linha relativa ás pessoas no caso de haver uma saída em massa. Como vê esta questão?

Recolha de todo o tipo de lixos

-Eu acho que a questão relativa ás pessoas individualmente, dificilmente será um problema. Pode acontecer em situações marginais mas no todo, a quantidade de portugueses no Reino Unido é de tal ordem que o próprio Reino Unido não tem condições de dispensar os portugueses ou europeus aqui residentes. Em relação ás empresas é mais complicado porque há fenomenos cruzados. O primeiro é o fenómeno das taxas aduaneiras. Ainda agora vim de uma empresa em que a matéria prima para o produto final é importado e caso não haja acordos ou no caso de estes serem pontuais ou passageiros haverá lugar ao pagamento de taxas aduaneiras que irá encarecer o produto final e este vai competir no mercado inglês com preços mais baixos na produção do Reino Unido que não paga essa taxa aduaneira. Por outro lado, naquilo que é a componente da exportação, tem a desvalorização da libra que ajuda depois na exportação. Por estas razões, o problema para as empresas é maior do que para cada cidadão.

-Os cinquanta mlhões de euros para apoiar as empresas são suficientes?

Saídas semanais para Portugal

-Os cinquanta milhões podem não ser suficientes mas isto é uma decisão política que origina um movimento de mercado e o Governo não pode contraria isso. O Governo pode apoiar aquilo que sejam investimentos muito concretos e muito pontuais para fazer face à situiação. Numa situação transversal como esta de encarecimento das matérias primas, o empresário não pode fazer nada e não vale a pena o Governo subsidiar. Para situações pontuais que haja a resolver, sim, acho que faz sentido o dinheiro público, para contraria a decisão política que é o referendo aqui, não se pode fazer nada.

-Se o Brexit fosse uma música, seria rock ou fado?

-Para Inglaterra seria seguramente fado como seria fado para a Europa. Para o Reino Unido um fado mais triste e para a Europa seguramente não tão triste.

-Foi acusado por Mota Amaral por ter cedido a pressões. A que género de pressões se refere Mota Amaral?

Caixa Geral Depósitos

-Não sei a que pressões ele se está a referir mas eu não cedi a pressão nenhuma. A única pressão é a da lógica das coisas quando fazemos uma lista que deve ter o máximo de representatividade da geografia de Portugal. Eu não podia deixar de ter um deputado que represente o Norte do país, o Centro o Sul e as Regiões Autónomas bem como as áreas metropolitanas de Porto e Lisboa e tudo isso tem que ser equilibrado. Agora no topo da lista como aconteceu na maior parte dos anos em que se teve um candidato da Madeira e outro dos Açores é que se torna mais complicado. Houve mesmo um ano em que os Açores foram incluídos no nono lugar no tempo em que o PSD chegou a ter 10 ou 12 deputados europeus. Da última vez, com o resultado mais fraco de sempre só teve seis e garantir em seis não é o mesmo que garantir em doze. Gamos garantias, o que não damos é a garantia de incluir os dois arquipélagos nos primeiros seis lugares. A

West Norwood – Londres

lógica é que isso seja feito alternadamente e caso tenhamos um resultado francamente bom, o oitavo também entra. De resto nós não propusemos o oitavo lugar ao dr. mota Amaral. Bem pelo contrário. O que dissemos foi que não conseguiamos acomodar na lista o nome do dr. Mota Amaral face ao prestígio pessoal dele e face ao seu currículo pelo que solicitamos que fosse nomeada outra pessoa porque o lugar disponível era o oitavo. Seria muito desagradável termos feito uma coisa dessas. Fizemos exactamente o contrário. O prestígio do dr. Mota Amaral taria que estar situado nos três primeiros lugares pelo que solicitamos que fosse nomeada outra pessoa.

Vídeo da entrevista aqui.

PN/Londres

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