“Riot” político
Thursday, September 20, 2018.

Senhoras e senhores ingleses, está na hora de acordar. está no momento de sair da letargia experimental em que decidiram mergulhar um país inteiro hipotecando o futuro de milhões de crianças cujo principal defeito é não saberem ouvir a palavra NÃO.
Nas escolas, os professores perderam a autoridade por força de Decreto Lei e por força da mesma via legislativa, também os pais andam de pescadinha de rabo na boca. Se educam os filhos são condenados na justiça e quando os mesmos filhos são condenados na mesma justiça, também os pais sofrem a pena que neste caso é pena dobrada. A pena da vergonha e a pena judicial de um país que não prevê na sua Carta Magna que um grupo de fedelhos possa incendiar uma cidade, partir as estruturas da civilização onde nasceram e estão a crescer e destruir na passagem vidas inteiras de trabalho árduo.
Aquilo que qualquer português temia e previa, acabou por acontecer mesmo nas barbas das férias de políticos e autoridades policiais que incrédulos demoraram a decidir o que fazer e quando o fizeram, já era demasiado tarde para milhares de pessoas que viram as suas memórias transformadas em incêndios de desespero. Quem sabe, talvez agora a passivividade inglesa se decida pelos contornos da decisão de encurtar o caminho entre a liberdade e a falta de respeito. Quem sabe, talvez agora, os ingleses tenham percebido que daqui a 12 meses, ao cair a cortina dos Jogos Olímpicos, não tenhamos os Riots Games numa tortura dificil de imaginar para quem investe a imagem e o pretígio de um país que defende a mais antiga democracia do Mundo.
Também em Portugal, os professores desistiram de ir para o desemprego por exigirem decência comportamental nas salas de aula e as instituições de apoio à criança, em lugar de prevenirem o futuro dos próximos adultos, possam deixar de perseguir os pais que insistem em parir nos seus rebentos os valores da educação e da solidariedade humana.
Custa pensar que Portugal, tenha na sua malha legislativa, aquilo que Inglaterra decretou 10 anos atrás para alargar as bandas comportamentais de uma sociedade que aprende tudo menos a respeitar quem está a menos de um metro.
Se é verdade que muitos daqueles jovens são descendentes de imigrantes, também é verdade que foram maioritáriamente os imigrantes que deram a cara à estampa televisiva a salgar as imagens com lágrimas de quem tudo perdeu, até mesmo o mais importante que é a esperança na raça humana.
Senhoras e senhores ingleses, tomem lá os programas de televisão e as portadas dos jornais para deleite dos vossos olhos que agora cospem ás mágoas de edificios queimados, de acrros e autocarros destroçados e pior que isso, a retina ocular de quem viu e não acredita.
“Em Portugal, isto seria impossível” – dizemos todos em coro mas a pergunta que nos fica, é:
– Daqui a 10 anos. Como será?
Vamos tentar pensar nas crianças que hoje têm 6 anos do Minho ao Algarve passando pelo Funchal e S. Miguel. Daqui a dez anos, terão a mesma idade que estes putos crescidos que agora dobraram Inglaterra em 8 e fizeram sair da casca todo o recheio de uma educação que não é de gente que não tem.
O polimento british saiu à rua totalmente estalado a servir de memória futura áquilo que poderá um dia, ser o Portugal das réguadas escolares tranformado em lenha nas raivas miudinhas de quem não teve oportunidade de dizer NÃO.
Não. De facto não é preciso ser doutor para se saber que a segurança de uma criança depende efectivamente da palavra NÃO e quando por via da legislação os pais e professores estão impedidos de o fazer, então, o melhor será pensar muito bem na cortesia de pensamento infeliz de não poder ter filhos para não perder a sua liberdade mais elementar. A de poderem ser pais.
A avaliar pela legislação em Portugal, podemos desde já pensar que poderemos vir a ter políticos para a troika. A questão é saber se alguém os quer troikar.

NOTICIAS RELACIONADAS

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *