Quando me perguntam o que eu penso sobre o Brexit. Eu respondo.
Friday, October 19, 2018.

Nos dias imediatamente a seguir ao referendo, as comunidades de todos os cantos do mundo (Excepto Commonwealth), agitaram-se como colmeias para obter um documento que permitisse permanecer.

Eu comecei a perguntar a mim mesmo se não chegará o dia em que seja eu que não quero cá permanecer. Esta forma violenta de tratar um povo, deixa as sociedades intranquilas, os mercados agitados e as políticas de Defesa Comum na dúvida.

Advogados internacionais

Em Londres, assiste-se já hoje a grandes manchas de trabalho sem trabalhadores. O calcanhar de Aquiles chamado NHS, é testemunha desse panorama.

Por outro lado, Londres continua a ser um estaleiro de construção civil.

Acredito que para alguns dos europeus da União Europeia a viver em Londres, o aperto do regresso estará acautelado pelo orçamento da União Europeia. É possível remover cidades inteiras mas isso tem custos.

Recordo-me da chegada de Retornados e Refugiados da África Portuguesa a Portugal depois da independência. Foi mobilizada a Marinha e a Aviação Nacional na totalidade para resgatar os que pretendiam regressar ou ficar integrados.

Mercearia online
Restaurante

Eu acredito que a União Europeia tenha que negociar um movimento que pode ser previsto entre alguns milhares de pessoas ou a maioria dos imigrantes europeus aqui residentes. É por saber que a União Europeia, a partir de Bruxelas, tem capacidade para a operação. É por pensar assim que vejo o Reino Unido a sair da União Europeia com tristeza.

Tento subir para um helicóptero e olhar para o mundo a partir de cima.

Tento perceber a China, as Coreias, a Síria, a Russia, Israel e o Vaticano e claro Donald Trump. Sobre as questões de Segurança, ninguém se pronuncia em Londres. Pelo menos a Segurança está segura. A Europa perde um colosso chamado MI6.

Descendo, este ambiente chega ás populações. Chega a si que está a ler e a mim que estou a escrever.

Importador e distribuidor de produtos portugueses

Pequenos e grandes empresários ou quadros e trabalhadores, manifestam as suas dúvidas de diferentes formas. Londres não é capaz de dar um sinal claro a Bruxelas. Numa situação de litígio, poderia ser uma catástrofe para os estrangeiros a viver no Reino Unido e para os ingleses que vivem nos países da União Euopeia. Ninguém sabe muito bem que tipo de legislação vai vigorar depois de 2020 mas já se vai apontando o tipo de Legislação Europeia que será abatida na Legislação Britânica.

As fronteiras serão alteradas e os Costumes estarão mais activos. O escoamento do trafego nas fronteiras e sobretudo nos aeroportos, vai dilatar um caudal já de si bastante largo de movimento Humano. E por falar em fronteiras, ainda não se sabe como vai ficar a questão das irlandas.

Notícias recentes na imprensa britânica, dão Geremy Corbin a pedir eleições para Novembro. Internamente, Theresa May enfrenta diversos tipos de resistências. Se Theresa May recuar nas suas pretensões de poder e conseguir negociar a saída da União Europeia, será cruxificada.

Para Theresa May, não faz sentido haver uma ordem expressa pelo povo e não a cumprir. Mesmo que dela tenha discordado. Se fosse o inverso, o próximo referendo nunca mais o seria. Londres tem a mais antiga Democracia do Mundo.

É neste mundo de incertezas que procuro ouvir quem percebe do assunto mais do que eu. Tento resumir as origens das minhas fontes a especialistas que quando falam assinam o que dizem.

Como será com a questão das reformas? Como será com os 3 milhões de ingleses a viver nos países da União Europeia e que foram impedidos de votar como se não fossem “British”?

Produtos de saúde

Penso que estes 3 milhões de ingleses, se tiverem que se retirar dos paraísos europeus onde estão a viver, vão chegar ao Reino Unido chateados. Eu diria mesmo muito aborrecidos.

A informação ainda não é definitiva mas existe. Se antes o “segredo” era a alma do negócio, nos dias de hoje a alma do negócio é a “informação”.

Hoje quando me perguntam o que eu penso sobre o Brexit, eu pergunto:

– Tens tempo livre?

Londres: Alcino G. Francisco

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2 Replies to “Quando me perguntam o que eu penso sobre o Brexit. Eu respondo.”

  1. E’ muito estranho pensar em Brexit, quando tantas duvidas ainda exitem. Ainda me pergunto se nao havera uma reviravolta e o Brexit sera arquivado?
    Pois nao e muito britanico deixar para lidar com o acordo tao em cima da hora

  2. Para mim o brexit é um tiro no pé da União Europeia.
    Vamos ver a cair por terra, o que acreditamos durante tantos anos.
    Eu tenho 54 anos e em Portugal sempre sonhavamos para entar na CEE.
    Quando entramos foi do melhor para Portugal.
    Ver a Inglaterra partir, parece o principio do fim.
    A Europa tal como estâ não está bem. Teria que ser uma Federação.
    Fico com muita pena de ver partir os Britanicos. Tambem não vejo que saim e fiquem com um pe dentro.
    Ou saiem ou não.
    Era melhor para todos que ficassem.
    Nunca a Europa será a mesma sem os Británicos.
    Não consigo perceber como será a seguir.
    Pareçe um presente envenenado…..

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