Quando a vida não corre bem Segurança Social britânica ajuda
Friday, April 10, 2020.

“Foi quando sofri um acidente e tive um longo período de internamento que os serviços de Segurança Social me apoiaram com a renda de casa e um subsídio para me manter” diz Manuel Monteiro que se encontra recuperado. “Depois que recomecei a trabalhar informei os serviços sociais que me reduziram o apoio e hoje já não benefício de qualquer tipo de benefício por já não precisar” – refere.

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Antónia Santos foi diagnosticada com um câncer de mama e foi submetida de imediato a uma cirurgia o que levou a que não pudesse trabalhar. “Foi com a ajuda de uma empresa de Welfare Advise que consegui que o meu processo fosse apoiado pelos Serviços de Segurança Social” – diz ao nosso jornal. Depois que recuperou e recomeçou a trabalhar foi chamada para provar a continuidade de apoio e viu os apoios serem cancelados. “Já estava a trabalhar e não precisava mais do apoio tendo no entanto mantido o apoio à renda de casa (Housing Benefit) por estar com rendimento do emprego muito baixo” – diz.

Já Susana Martins foi diagnosticada com fibromialgia, conhecida como “doença mentirosa” por não expor detalhes externos visíveis. “Consultei um médico (GP) que me deu baixa médica. Por desconhecimento não assinalei um dos quadrados do impresso e não recebi qualquer apoio na doença” – conta para adiantar que foi depois de consultar uma empresa de consultoria que a situação foi resolvida.

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Carlos Campos sofreu um acidente que o deixou paraplégico numa cadeira de rodas. “Comecei um calvário até perceber que com a ajuda de alguém entendido tudo seria mais fácil. Hoje, além de residir numa casa adaptada com apoio na renda, recebo ainda um apoio para sobrevivência e tem alguém que o visita diariamente para assegurar que está confortável na sua condição de inapto para o trabalho (disabled).

O Brexit veio trazer incertezas que até então não existiam. Para se prevenirem, muitas pessoas decidiram pedir a nacionalidade britânica. Sónia Pinto exerce como Welfare Advise e relata que a nacionalidade atribui alguns privilégios a quem a solicita. “Ter o passaporte britânico possibilita uma maior mobilidade nas relações com a Administração Pública no Reino Unido” – afirma.

Outra das situações que abarca uma grande número de utentes, são famílias monoparentais aquém o Welfare Advise presta apoio. “Se não fosse o apoio que recebo da Segurança Social seria muito complicado gerir o meu orçamento familiar” – revela uma entrevistada que prefere não ser identificada.

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Para quem está desempregado, além do subsídio de desemprego, o serviço de Welfare Advise providencia a construção de currículos vitae e desenvolve os contactos com o Centro de Emprego (Job Centre).

Na Comunidade em geral, é também frequente falar-se das pessoas que se servem dos apoios sociais de forma abusiva. “Há todo o tipo de pessoas e independentemente da nacionalidade é sempre possível descobrir pessoas que exageram no sistema mas quando são detectadas são fortemente punidas” – revela Maria Marques ao Palop News.

O Reino Unido é conhecido por ser um dos países que mais investe nas questões da Segurança Social. “Muitas das pessoas sem abrigo não recorrem aos serviços de Welfare Advise” – revela Maria Marques para acrescentar que “existem sempre soluções desde que a pessoa em causa colabore”. Para Sónia Pinto, “existem pessoas que são avessas aos apoios sociais muitas vezes por vergonha. É preciso que se diga que é um Direito das pessoas recorrerem a estes apoios nos momentos de dificuldade e uma vez ultrapassados esses momento fica na consciência de cada um relatar a alteração e abdicar do apoio” – remata.

Em muitos casos, este apoio mantém-se de forma irregular mas o sistema tem ferramentas para detectar os casos de fraude.

PN/Londres

13 Fevereiro 2020

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