Terminou o Plano P em Londres
Wednesday, November 14, 2018.

Assinado por Lia Matos, o Plano P consistia num pacote de 100 mil euros por ano num total de 300 mil euros para serem investidos na Comunidade Portuguesa em Londres. Tratava-se da primeira internacionalização deste projecto que é da responsabilidade do Observatório das Migrações.

Por razões que não conseguimos apurar, foi escolhido João Dias para gerir o projecto na alçada do Centro Comunitário Português em Lambeth. Neste Centro Comunitário, entre demissões e investigações ainda não justificadas, aparece como dirigente Avelino Miguel, que por razões não apuradas conseguiu que este projecto fosse cancelado.

O que conseguimos apurar e já publicado em anteriores trabalhos do Palop News, foi em resultado de um desvio de verbas que a Big Lotery entregou ao Centro Comunitário para a criação de um projecto de rádio para os jovens portugueses, que alguns directores se demitiram por divergirem sobre a forma como abordar esse desvio de verbas.

Desse conjunto de demissões, surje uma nova Direcção não eleita e desta Direcção, destaca-se Avelino Miguel como dirigente da equipa. Alguns elementos desta equipa porém, procuram demitir João Dias do programa Escolhas, alegando incompetência na gestão do projecto.

Na Assembleia Geral que se segue, vários membros não admitidos pela Direcção conforme é exigido pelos estatutos, votam pela saída de dois directores cometendo duas ilegalidades.

A primeira porque os eleitores não estavam autorizados a votar. A segunda, porque a Assembleia Geral foi usada para uma decisão que sai do âmbito das suas competências.

No final de 2017, o Programa Escolhas gerido a partir de Lisboa, faz a sua 5ª visita a Londres para se inteirar dos resultados obtidos e a 31 de Dezembro, decide unilateralmente terminar o investimento na Comunidade.

Questionado o programa Escolhas e a Direcção do Centro Comunitário, não obtivemos respostas convincentes às questões levantadas. Sabemos porém que o investimento de 200 mil euros não produziu qualquer efeito na Comunidade de Londres, deixando um prejuízo incalculável para a Comunidade. A boa execução do projecto, teria como consequência a renovação do contrato para uma distância de tempo não previsível já que poderia ser renovado a cada três anos sem limite de tempo.

Através das redes sociais, foi possível saber que o gestor em Londres João Dias, protegido por Avelino Miguel e a auferir um salário de cerca de quatro mil libras por mês, passava grande parte do seu tempo de trabalho em Portugal quando as suas funções deveriam ser exercidas em Londres.

Responsável por este projecto para a Comunidade Portuguesa em Londres, Avelino Miguel não comenta as suas responsabilidades.

Sabemos porém que Avelino Miguel terá passado também a integrar a Direcção da Academia do Bacalhau em Londres juntamente com José António Costa. De assinalar que ambos integraram a organização do Dia de Portugal em Londres tendo Avelino Miguel saído em confronto com José António Costa. Na mesma Academia do Bacalhau, continua integrado Casimiro Dias, antigo Presidente da Direcção.

Ao mesmo tempo, o Palop News apurou que foram admitidas duas novas directoras no Centro Comunitário, sendo que dois dos três directores desconhecem o facto o que leva à conclusão que estas admissões foram executadas apenas com a intervenção de Avelino Miguel que terá alegadamente visitado João Dias no porto quando do final do Plano P em Londres.

No entanto, em declarações ao Palop News, Joana Gaspar, Cônsul de Portugal em Londres, afirma “O Consulado tem acompanhado a implementação do Programa Escolhas em Londres desde o primeiro momento” para continuar a afirmar que “Consideramos que o Centro Comunitário Português desempenha o seu papel junto da Comunidade Portuguesa em Lambeth de forma activa, promovendo actividades relevantes e fornecendo o apoio social necessário àqueles que o procuram e dele necessitam”.

Sobram assim suspeitas sobre a qualidade das pessoas que gerem algumas das instituições que deveriam estar ao serviço da Comunidade e cujos resultados da sua intervenção resultam apenas no prejuízo dessa mesma Comunidade. Ao mesmo tempo, sobram suspeitas sobre a capacidade que o Consulado Geral de Portugal tenha para opinar sobre a competência da Direcção do Centro Comunitário quando produz afirmações contrárias aos acontecimentos confirmados.

PN

26 Março 2018

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