Heróis dos tempos modernos
Tuesday, August 11, 2020.

Quem são afinal as pessoas que estão na linha da frente e quantas linhas há?

Profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), sem dúvida e também o seu pessoal auxiliar. As pessoas que controlam as entradas e saídas, as que atendem os telefones e as que fazem limpeza nos hospitais estão na mesma linha da frente.

Especialistas em dívidas e finanças

Mas não é só nos hospitais que a limpeza acontece. Curiosamente ou talvez não, também as cidades permanecem limpas apesar do aumento de consumo. Os polícias e jornalistas, também eles permanecem no activo para que segurança e informação cheguem ao público sem que estes tenham que sair de casa. Condutores de metro, comboio, autocarro e mesmo táxi permanecem activos para que quem está na linha da frente se possa deslocar. Postos de abastecimento de combustível e empregados de supermercado continuam a trabalhar para satisfazer as necessidades de quem está fora da linha da frente.

Professores desdobram os seus esforços para manter o contacto com alunos de forma virtual e quem trabalha na agricultura para que os produtos alimentares não colapsem. Os trabalhadores das ambulâncias garantem que os casos mais urgentes chegam aos hospitais e os camionistas asseguram o transporte de todo o consumo que se verifica.

Nas ruas, electricistas asseguram a electricidade e os colegas o abastecimento de água. Aos comandos da tecnologia, engenheiros asseguram o fornecimento da Internet que permite todo o género de contactos de voz e imagem.

Que me desculpem se me estou a esquecer de alguém depois dos trabalhadores nos centros de idosos. E os padeiros.

A linha da frente escondida e desconhecida

Os voluntários das instituições de caridade que transportam alimentos a quem deles necessita e que continuam a valer aos sem abrigo e outros que estão ao serviço dos hospitais e muitos outros que asseguram todo um sem número de soluções para quem as não tem.

Gente anónima de todas as profissões que do seu tempo de quarentena oferece o que pode e muitas vezes o que não pode para que outros tenham tudo o que precisam. Igrejas, instituições populares e mesmo privadas procuram gerir espaços e logísticas para que os voluntários possam oferecer algum do seu tempo de quarentena e outros que não estando em quarentena continuam como voluntários fora do horário de trabalho.

A primeira linha da frente

A primeira linha da frente, o primeiro lugar do pódio, vai porém para quem cumpre todas as quarentenas evitando contaminar ou ser contaminado para não contaminar. Pessoas que respeitam as instruções das autoridades e que lavam as mãos. Que saem à rua por questões de sanidade mental mas que não socializam e mesmo assim não deixam de sorrir para quem passa.

Aqueles que vão ao parque ou passear o cão mas que mantêm a distância. Os que filas de supermercado guardam a distância e aguardam o tempo necessário sem reclamar ao mesmo tempo que cedem os primeiros lugares a idosos e pessoas vulneráveis.

Saídas semanais para Portugal

A linha de trás

Na linha de trás, ficam os que desrespeitam toda esta dinâmica através da sua exposição pessoal ao contágio sem qualquer rebuço em contagiar outros. Espero um dia não os encontrar na linha térrea.

Manuel Gomes (Jornalista)

PN/Londres.

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