Brexit sob fogo cruzado
Sunday, October 20, 2019.

As constantes alterações aos discursos sobre o Brexit, seja em Downing Street, seja em Bruxelas, estão acriar insegurança nas populações e nas empresas.

Intensifica-se o relacionamento amargo entre Junker e Theresa May e aumenta a instabilidade nos expatriados de ambos os lados. Do Reino Unido e da União Europeia.

Recolha de todo o tipo de lixos

Junker, ameaça mexer nos limites da aviação e expulsar os britânicos residentes na União Europeia caso o acordo não seja cumprido. Na prática, o acordo fechado e que segundo Junker não terá nova negociação, é o mesmo que Theresa May não conseguiu fazer passar em Londres adiando a votação para Janeiro de 2019.

Bruxelas, afirma mesmo estar pronta para um cenário de não acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. As companhias aéreas britânicas deixam de ter autorização para voar entre aeroportos da União Europeia podendo apenas absorver os percursos entre o território do Reino Unido e uma cidade destino na União Europeia. Bruxelas é taxativa quando refere poder congelar os voos britânicos e expulsar os britânicos a viver nos restantes países da União Europeia. Em troca, será de prever que

Cabeleireiro NW10

Londres possa responder no mesmo tom criando um autêntico pandemónio no Reino Unido onde os migrantes significam uma importante fonte de trabalho e rendimento fiscal. Segundo o jornal britânico Daill Mail, as companhias aéreas britânicas estariam ainda impedidas de voar a partir dos aeroportos da União Europeia para os Estados Unidos da América, sendo previsível que esta penalização se possa estender a outros continentes. É este o braço de ferro que está a deixar milhões de europeus na incerteza do futuro imediato a partir de 2022.

Esta é a posição da União Europeia num cenário de não acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia.

Advogada Britânica

Entretanto, o Governo de Theresa May decisiu injectar biliões de libras nos preparativos para o cenário mais amargo até Março de 2019. Estão a ser reforçados os produtos de tratamento e purificação de água importados da União Europeia, bem como medicamentos e outros produtos de primeira necessidade e longa duração.

O plano de Bruxelas chega a 14 segmentos da actividade em que um cenário de “não acordo” seriam de grande perturbação para cidadãos e empresas incluindo serviços financeiros, transportes e alfândegas.

Mudanças e Transportes

A União Europeia refere nos detalhes que “A comissão considera essencial e urgente adoptar hoje estas medidas para assegurar que as medidas de contingência necessárias possam entrar em vigor em 30 de Março de 2019 para limitar os danos mais significativos causados por uma Cenário de “não negociação” nessas áreas”.

Bruxelas adianta ainda que “As medidas não vão mitigar o impacto global de um cenário de «não acordo» nem compensarão a falta de preparação das partes interessadas ou sequer irão reproduzir os benefícios de adesão à união Europeia ou os termos de transição previsto no acordo de retirada”.  Estes estão limitados a áreas específicas onde é necessário proteger os interesses da união Europeia e a preparação por si só não é suficiente – destaca o Daily Mail.

West Norwood – Londres

O documeto publicado por Bruxelas torna claro que o tráfego aéreo entre a UE e o Reino Unido seria “interrompido” a partir de Março, se não houver acordo Brexit.

A proposta, passa por um novo regulamento temporário para um período de 12 meses destinado a garantir a prestação de determinados serviços entre o Reino Unido e os países da União Europeia permitindo que a aviação britânica possa cruzar o céu da União Europeia sem necessidade de aterrar, que possam parar no território da União Europeia para fins não comerciais e efectuar serviços internacionais regulares e não regulares de transporte aéreo de pessoas e cargas.

Mercearia online
Restaurante

A União Europeia afirma ainda que o transporte rodoviário será severamente restringido e para garantir uma ligação básica será concedido por Bruxelas um acesso de nove meses para as transportadoras britânicas com destino ao bloco.

Quanto aos cidadãos, a Comissão avisa que os britânicos que vivem no bloco, estarão sujeitos ás regras sobre o direito de entrar, permanecer, residir e trabalhar nos Estados Membros da União.

«Para estadias curtas (até 90 dias num período de 180 dias), a Comissão adoptou uma proposta de regulamento 13 que isenta os cidadãos do Reino Unido da obrigação de visto, desde que todos os cidadãos da União estejam igualmente isentos do visto britânico», afirma o documento.

Produtos de saúde

«Os nacionais de países terceiros que pretendam residir num Estado-Membro da UE por mais de 90 dias, para qualquer finalidade, devem obter uma autorização de residência ou um visto de longa duração junto das autoridades nacionais de migração.»

No entanto, o documento diz que os expatriados que vivem em um estado da UE há cinco anos ou mais devem receber residência. Será assim previsível que o mesmo possa acontecer no Reino Unido.

«Os nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro durante um período de cinco anos devem ser concedidos, sob certas condições, o estatuto de residente de longa duração nesse Estado-Membro, em conformidade com as regras da União.»

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A questão que se mantém, é saber se o Reino Unido continuará a ser um destino interessante sob o ponto de vista da economia e se os migrantes europeus aqui residentes não terão a necessidade de procurar outras paragens nos restantes 27 países membros.

Manuel Gomes

PN/Londres

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