Progressos de Angola para melhorar ambiente empresarial são “lentos” – Economist
Sunday, September 23, 2018.

A consultora Economist Intelligence Unit considera que os progressos de Angola nas reformas estruturais para melhorar o ambiente empresarial continuam lentos, tendo revisto em baixa a perspetiva de crescimento do país de 5,9% para 4,5%.
De acordo com uma nota de análise da unidade técnica da revista britânica The Economist, a que a Lusa teve acesso, “os progressos na adoção de reformas estruturais para fortalecer o ambiente empresarial continuam lentos, e uma das medidas-chave introduzidas este ano – um aumento nas tarifas de importação destinado a aumentar a produção doméstica – arrisca-se a consolidar interesses obscuros”.
No documento que serve primordialmente para comentar a melhoria decretada a 8 de agosto pela Moody’s no ‘rating’ de Angola, de Ba3 para Ba2, e na perspetiva de avaliação, de Estável para Positiva, a EIU diz que “há vários pontos de interrogação sobre a perspetiva futura de crescimento do país e sobre o orçamento”, essencialmente devido à forte dependência da economia do setor do petróleo.
“O preço do petróleo, o principal motor da economia angolana, continua alto, mas a taxa de produção tem sido menor que a esperada desce o princípio do ano, o que tem afetado as receitas do Estado”, escrevem os analistas da EIU, lembrando que já em julho o FMI usou a descida na produção petrolífera e o abrandamento no setor agrícola para rever a previsão de crescimento de 5,3% para 3,9%, “significativamente abaixo das próprias projeções revistas do Governo, de 6%”.
Assim, a EIU reviu em baixa a previsão de crescimento da economia, de 5,9% para 4,5%, o mesmo valor que a agência de notação financeira Standard & Poor’s espera que Angola cresça em 2014.
Nos primeiros sete meses deste ano as receitas do petróleo renderam menos 3,3 mil milhões de euros do que no mesmo período do ano anterior, passando de 16,7 mil milhões de euros para 13,4 mil milhões, o que representa uma redução de cerca de 30 milhões de barris, ou seja, uma produção média diária de 1,59 milhões.
PN/Lusa

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