O futebol e o Professor
Thursday, September 20, 2018.

Começou uma nova época de futebol depois de mirabulantes negócios de compra e venda de jogadores. Absolutamente incrível que haja pessoas a auferir num único dia, o equivalente ao que outras pessoas precisam de duas décadas para ganhar.

Dar pontapés na bola, tornou-se um gesto milionário que invade os sonhos de muitos rapazes ainda na idade de aprender a ler.

Importador e distribuidor de produtos portugueses

Nos tempos medievais, existiam aldeias no meio do mato e quando a fome apertava, os homens de uma aldeia, partiam em viagem para a aldeia mais próxima. Caçavam um dos elementos dessa aldeia e traziam a peça de caça para alimentar os seus. Estavamos no tempo dos canibais.

Nessa época, para se destacarem uns dos outros, as tribos identificavam-se através de diferentes cores e diferentes cânticos. Era assim que se marcavam como diferentes de outras tribos.
O mesmo acontece hoje no futebol em que as cores e os cânticos identificam os diferentes clubes. O mesmo acontece com as frequentes cenas de violência em torno do futebol. Continuamos canibais e mudamos de “talheres”?

Notariado em Português em Londres

Terminava a época de 1992/93 quando decidi tomar uma decisão e deixar de ver futebol, exercício que até 2018 se mantém. A minha recusa em ser tribal, tomou conta dos meus destinos. Adoro futebol, gosto do desporto mas não suporto o que fizeram ao futebol.

Em Portugal, há mais de um Século atrás, em diversas cidades de Portugal, grupos de amigos criaram clubes de futebol. Aos domingos de manhã, a preparar os jogos para a parte da tarde, os directores iam para o campo marcar com cal as linhas do campo pelado. Depois do jogo, os directores levavam os equipamentos para casa para que as esposas deixassem os equipamentos lavados para o próximo jogo. Foram criando sócios; e mais sócios; e mais sócios. Foram construindo uma bancada; e mais uma; e mais uma até aos anéis em volta do agora relvado.

Ourivesaria Portugal – Londres

Os jogadores, deixaram de pagar para serem pagos. Mudar de clube, começou a ter um preço cada vez mais avultado e hoje, transferir um jogador de alto calibre, tem um custo que daria para construir centenas de escolas ou pagar milhares de salários a professores.

Até que apareceram alguns técnicos e inventaram a SAD desportiva e aquilo que antes era propriedade dos sócios, em muitos clubes, passou a ser propriedade dos acionistas. Em muitos casos, um descarado roubo empuçado.

Para substituir o meu espaço no futebol que então abandonei, decidi defender a classe dos professores. A lembrar o tempo em que eu criança, olhava para os professores com respeito e até admiração. Afinal, foi por culpa de uma Professora que me tornei jornalista.

Saídas semanais para Portugal

Por isso defendo que o salário pago aos jogadores de futebol, deveria ser distribuído pelos professores. Os grandes jogadores de futebol que conheci no passado, estão agora esquecidos no tempo. Nunca beneficiei nada deles a não ser alegrias de jogos ganhos que também nada me deram para me ficar na memória.
Ao contrário dos professores que ainda hoje recordo porque quem ensina, dá para sempre.

PN/Manuel Gomes

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