Igual ao litro
Sunday, November 18, 2018.

Dá-me igual que o conselheiro seja eleito ou nomeado. Já não me dá igual quando me dão as duas coisas. Sabe-se que os madeirenses se tentam distinguir da mesma forma que o Norte do Sul, com argumentos ás vezes válidos, ás vezes não. Depende sempre do ponto de vista. O que parece inegável, é que aquilo que é válido para as Forças Armadas, é válido para todo o território nacional, sem excepções. É onde se marca a Nação. É o nosso “ninho” onde ninguém fica de fora mesmo que queira. Por esta banda, estou descansado.
O que me preocupa é haver uma Lei em Gondomar e outra em Olhão. O que me confunde, é haver um cidadão a pagar o preço da luz diferente dos outros. O que me atordoa, é saber que a insularidade tem um custo como se nascer num lugar não fosse mais que um acidente geográfico. Incomoda-me o gasóleo agrícula, incomodam-me os benefícios, incomodam-me os esquemas. É a minha noite em Londres. Incomoda-me a abundância do “disable”.
Sinto o peso dos “imigrantes antigos” nos seus olhares esgueiros na desconfiança de quem já viu muitos a chegarem e a partirem. A fazerem sabe Deus o quê!?
Dá-me diferente que haja um conselheiro eleito e outro nomeado. Dá-me igual que ambos sejam eleitos, ou nomeados e dá-me o meio da ponte quando penso que Lisboa pode ter uma Lei e o Porto ter outra. São coisas que teimo em não entender mas Alberto João Jardim dirá que são nóias de um “cubano” a brilhar no sol de Londres. Vai para canto.
Qualquer cidadão pode questionar o Governo para saber como isto é possível. A Assembleia da Republica é obrigada a responder a e:amils e os Grupos parlamentares (Google) chamam “um figo” a este tipo de intervenção cívica.
A questão é que este trabalho, não discute os nomes ou os métodos mas discute a capacidade que um país tem  de…, ser dois. E eu a pensar que tinham sido os ingleses a inventar o “buy one, get one free” e tudo mentira. Foram os portugueses mas fazem-no à escala nacional.
Já a Inglaterra, faz a coisa de forma séria. À escala continental.
Ainda não consegui perceber, porque razão a Rainha de Inglaterra tem a sua coroa espalhada na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul e até Moçambique por essa Commonwealth afora. Não concebo a ideia de pensar em William como pretendente ao trono da Austrália. Lamento mas não consigo. Talvez agora Luis Amado e Alberto João possam ter uma resposta. São afinal os dois alfinetes de cada almofada, tal como na costura.
Da mesma forma que Porto/Benfica/Sporting/Boavista/Setubal…., o Marítimo vai ser da Madeira e os jogadores madeirenses estão em casa quando estão no Continente. Enquanto a tropa e o futebol marcharem juntos, tenho razões para pensar que somos um único país, uma só bandeira. O que me incomoda é saber que em Londres, estou sem tolerância de ponto e Portugal foi a banhos. S. Pedro, tratou de fazer chover. Agora que o FMI entrou, temos dinheiro fresco e vamos de férias. É assim que Londres está a ver Portugal enquanto a Islândia dá o veto ao apoio financeiro. Como diria um amigo, “é de categoria”.
Passar a crise de férias, é de facto de categoria. “Categoria superior”, diz o eco de quem vive em Londres com a carreira no centro das atenções.
Não tenho culpa. Custa-me olhar para Portugal e ver uma manta de retalhos velhos quando outrora a escola primária ensinava os caminhos de ferro de todas as províncias ultramarinas. Quando a instrução primária nos ensinava o caminho de uma nação como um todo de que sobra esta Língua que falamos.
Que os conselheiros sejam eleitos ou nomeados, dá-me igual. Dá-me torto é quando dentro da mesma fronteira somos diferentes e o custo de viver numa ilha é argumento mas não são todos os argumentos. Se pensar em defesa nacional. não me custa pensar em madeirenses, alentejanos, transmontanoes, ribatejanos e outros “janos” mais os algarvios e vestir a mesma farda, a embarcar no mesmo submarino. Enquanto os jogadores ilhéus forem chamados à Seleção Nacional, Portugal será um todo. Basta-me para me tranquilizar mas não me sossega o espírito.

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