Lusofonos e Hispânicos reuniram em Londres
Saturday, July 21, 2018.

O edifcício da Great London Autority recebeu diversos cidadãos falantes de português e espanhol residentes em Londres.
Este encontro que contou com cerca de uma centena de pessoas, acontece no rescaldo da notícia de que a Língua Portuguesa, passará a fazer parte do painel linguistíco dos transportes de Londres (Transport For London).
A reunião, foi organizada por Isaac Bígio, o perunao que lidera o movimento Aliança Ibero-Americana que aproveitou também para assinalar o encerramento do “Mês Amigo”, um projeto que visa celebrar a herança histórica das nações de ambas as línguas em todo o Mundo.
Marcaram presença neste encontro, diversos portugueses quer a título individual, quer em nome de instituições representativas.
Regina Duarte, Coordenadora do Ensino do Português no Reino Unido e Ilhas do Canal, disse ao Palop News estar “surpreendida pela quantidade de línguas minoritárias disponível na rede de metro de Londres sem que o Português, uma das línguas mais faladas do mundo, não faça parte e esta é uma causa pela qual vale a pena lutarmos e defendermos, não apenas pelas pessoas que vêm cá, mas pelo reconhecimento que é preciso darmos à Língua Portuguesa, até pela quantidade de turistas de Língua Portuguesa que vêm de todo o Mundo em visita a Inglaterra”.
A Língua Portuguesa passar a “figurar nos equipamentos dos transportes de Londres não envolve qualquer prejuízo para a Comunidade Portuguesa Portuguesa” – referiu.
Guilherme Rosa, vereador português no Lambeth Council, disse ao Palop News que se tratou de “um evento bem preenchido e interessante. Dignificou-se a Língua Portuguesa e é uma questão de justiça estar incluída no sistema de transportes de Londres, que justifica a longa história que temos com a Inglaterra”. Sobre a autoria deste resultado, Guilherme Rosa refere que “foi uma vitória do sistema no perceber das autoridades e da estrutura legislativa e que os portugueses só têm a louvar o esforço alheio na defesa do nosso interesse”.
No decurso da reunião, Fernanda Correia do Portuguese Community Centre e Carlos Monteiro, da Comunidade de Cabo Verde, haveriam porém de contrariar Isaac Bígio, referindo que a Comunidade de Língua Portuguesa não se revê no projeto de Isaac Bígio no que foram contestados por outros presentes de diversas nacionalidades lusófonas.
Para Paulo Costa, líder do movimento Londres Contra a Troika, “este assunto não deveria ser discutido na presença de britânicos” aludindo claramente ao desencontro de opiniões que se instalou sobre o trabalho de Isaac Bígio.
A afirmação comum que gerou o consenso, passou pelo facto de todos os intervenientes terem agradecido a Isaac Bígio a sua vitória na inclusão da Língua Portuguesa nas máquinas de metro, embora a documentação distribuída tenha sido apenas traduzida para espanhol, Língua que de resto, estava representada pela maioria dos presentes.
As questões mais polémicas, haveriam de se revelar no facto de vários luso-falantes terem já integrado o movimento liderado por Isaac Bígio e terem abandonado o projeto por falta de espaço na gestão do projeto. “Acabei por abandonar o projeto por asfixia e falta de retorno do trabalho que desenvolvi” – referiu Carlos Monteiro ao Palop News.
Para carlos Monteiro, o peruano “Isaac Bígio não pode falar em nome dos portugueses por falta de legitimidade” mas não identificou qualquer luso-falante que pudesse ter legitimidade para o fazer. “Temos que arrumar a nossa casa” – disse.
Também presente no evento, José Galaz, adido Social da Embaixada de Portugal no Reino Unido.
PN

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