Vírus abala estruturas da União Europeia
Tuesday, August 11, 2020.

A forma tardia e pouco consistente com que a União Europeia se tem apresentado perante os casos de Itália e Espanha veio reforçar os discursos que pedem a saída da Itália do bloco Europeu.

Uma ruptura na União Europeia será tudo o que a Europa não precisa.

Estes dois países representam a terceira economia (Itália) e a quarta economia (Espanha) do conjunto de países que fazem parte do bloco que em termos de economia são liderados pelo eixo franco-alemão.

Saídas semanais para Portugal

Os países do Norte da Europa recusam participar numa frente comum de recuperação da economia no espaço europeu. António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal classifica o discurso do ministro das Finanças da Holanda como “repugnante” afirmando que o conteúdo das declarações do governante holandês contraria o “espírito da União Europeia” cujos fundamentos assentam na solidariedade.

Com os Estados Unidos da América a liderar as estatísticas referentes ao número de infectados em todo o Mundo, Itália e Espanha viram os actos de solidariedade chegar a partir de outros países como a China e a Rússia.

Depois da saída do Reino Unido do Bloco Europeu caso se possa confirmar a saída da Itália e os protestos da Espanha, torna-se previsível que nos corredores de Bruxelas e Estrasburgo se libertem algumas fricções que obriguem a União Europeia a se reinventar.

Este “Itaxit” como já é conhecido levaria a União Europeia a repensar o relacionamento entre os países do Bloco e faria com toda a certeza tremer os ideólogos da União.

Num momento em que o Mundo enfrenta uma batalha comum contra um inimigo desconhecido, uma ruptura na União Europeia será tudo o que a Europa não precisa.

Os tecnocratas europeus tardam em perceber a necessidade de que ao protegerem os seus parceiros, estão também a cuidar da sua auto protecção. Nada justifica que uma estrutura que se baseia na solidariedade vire as costas aos seus membros mais afectados.

Serviços de tradução

António Costa assume na RTP que se a União Europeia não actuar da forma que se espera, estará condenada a desaparecer. “O Ministro das Finanças da Holanda excedeu-se” – referiu António Costa que defende a luta comum a 27 nações numa partilha de vantagens e dificuldades dando o exemplo da crise dos refugiados em que Portugal também participou recebendo um conjunto de migrantes no seu território.

“Não se trata de emprego ou economia. A tarefa central é agora salvar vidas” – rematou o Governante português.

Manuel Gomes

PN/Londres

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