Uma censura chamada Facebook
Tuesday, August 11, 2020.

Donald Trump sugere que o detergente da loiça, do chão ou do WC possa curar o vírus mas o Facebook não penaliza o seu discurso e este corre a internet. Um tripeiro diz “caralho” ou um brasileiro diz “foda” ou “puta vida” sem acrescentar os chamados caracteres especiais e eis quando senão o Facebook decide penalizar o cliente numa sentença de quarentena. Mesmo quando o cliente até gasta dinheiro na empresa.

Será fácil acreditar que o Facebook não sabe que o caralho é um espaço no mastro de um navio e provavelmente atrevo-me a pensar que as pessoas que lá trabalham também não nasceram de uma foda. A formatação mental do “lápis azul” do Facebook insiste em não respeitar a contribuição de conteúdo gratuito enquanto que, sabe-se lá a troco de quanto, imprimem visualizações que transformam eleições nos principais países do Mundo.

Mark Elliot Zuckerberg aparece a assumir(?) os seus erros de gestão como a pedir perdão perante o Senado Americano mas quando alguém infringe as leis que ele mesmo cria, actua como se fosse o dono do Tribunal, da empresa e da consciência Humana.

Se num comentário eu escrever a alguém “vai para o caralho”, lá vem o lápis azul do Zuckerberg a dizer que não posso publicar durante um par de horas como exemplo de punição por mau comportamento como um professor que manda o aluno ficar na esquina da sala virado para o canto. Acho que esta besta do Zuckerberg não percebe nada nem de história nem de Português logo, as suas punições carecem de legitimidade.

Olhando bem para a cara do rapaz, ele faz lembrar o colega da escola primária que se enchia de carolos e chego a pensar que ele só inventou esta rede social porque não havia ninguém que quisesse conviver com e ele e vai daí, na solidão o escape deu-lhe para uma ideia que fez dele rico. Bilionário.

Depois que lá chegou, entende que é dono da consciência dos dois mil milhões de pessoas que abriram conta na rede e vai de desatar a distribuir mordaças como se ele e o departamento jurídico da empresa fossem o ídolo do Vaticano. Passou, definitivamente a ser o dono da óptica de Penafiel*. Com todo o respeito que me merecem os artesãos penafidelenses que habilmente fabricam estas lentes em pele genuína.

Torna-se assim impossível dizer que a senhora mãe de Zuckerberg tinha negócios estranhos que segundo a fama se identificam com a história do avô de Donald Trump na época do garimpo do ouro no nascimento da América nem que isso fosse verdade. Ou não.

Pelo que parece, para Zuckerberg a palavra “caralho”, terá que ser escrita com alguns disfarces tais como “#$%&/()=? ou ?*+ª»^ ou outros que ele possa não entender como se estivemos a falar crioulo ou mirandês. Talvez seja tempo de voltar aos braços da minha mãe para aprender de novo a esquecida língua dos pês.

Já que esse filho da pu%& do Zuckerberg não me deixa dizer o que caralh=?#$ lhe pretendo dizer, aproveito o espaço onde sou livre de escrever para lhe dizer: “Zuckerberg vai para o caralho“.

Não vá ele censurar este caralho cultural e para não lhe confundir as ideias, recomendo que possa aprender mais alguma coisa porque pelo que parece, Zuckerberg, fala apenas uma Língua. A dele.

Eu falo a dele e mais três.

  • Penafiel é a cidade em Portugal que por fama fabrica as palas para os burros para que vejam numa só direcção.

Alcino Francisco

Crónica – PN Londres – Pedimos desculpa aos nossos clientes por não inserir publicidade nesta crónica.

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