Dia de Portugal again
Saturday, July 21, 2018.

São vários os cidadãos que têm recebido na sua caixa de e:mail conteudos a falar do Dia de Portugal.
Um deles, diz respeito à realização do Dia de Portugal num outro espaço de Londres que não o habitual, sem a presença das entidades portuguesas oficiais e com grandes níveis de qualidade.
Dá vontade de rir.
o autor, apela ao seu contacto priveligiado com artistas portugueses como se isso fosse argumento suficiente ou como se a intimidade com artistas fosse “laca para penteados”.
O mesmo autor, chama os jornais portugueses no Reino unido de “JORNALECOS” como se a TV que o próprio apresenta pudesse estar um furo acima de “caca” quando na realidade está dois furos abaixo.
No seu discurso ao longo dos meses, mais não tem feito do que agredir e dizer mal de tudo e todos padecendo da “doença nacional” do “só eu é que sou bom, só eu que que fiz, só eu é que…” Infelizmente, não está sózinho nesta “doença” e arrasta um país com ele. Eu, eu, eu, eu, eu e não pensa noutra coisa a não ser no eu que ele é, ou gostaria de ser. Se continuar a treinar, talvez consiga mas duvido.
Alude ao facto de ter trazido os artistas ao Dia de Portugal de 2010 a custo zero; apenas pelos custos de viagem e estadia esquecendo-se de mencionar o resto da história que a organização do Dia de Portugal de 2010 deveria contar mas teima em esconder para evitar a polémica. Se tenho sido especialmente crítico em relação ao dia de Portugal e ás sucessivas organizações, neste caso tenho que render os meus aplausos a quem não alimenta a polémica e condenar óbviamente quem a persegue. Afinal, a Organização de 2010, tem dado a este autor tudo o que merece. Desprezo e ignorância.
O meio ponto comum entre mim e o autor do Dia de Portugal 2011 (ll), reside na apresentação das contas. Para a comunidade, é importante conhecer as contas se elas forem prometidas porque, caso a organização, à anterióri, informe que se trata de uma organização privada que só tem que apresentar contas ao fisco, eu por mim, estou esclarecido. Afinal, qualquer um é livre de fazer uma festa, dar-lhe o nome que quiser e ganhar com o negócio porque afinal, fazer festas também dá trabalho e pagar a quem trabalha é da mais elementar justiça.
Vem este e:mail a fazer referência de que é a única pessoa honesta no meio de toda esta confusão que é o Dia de Portugal em Londres e venho eu dizer que quem é honesto não precisa dizê-lo. Apenas mostrá-lo e os “rabos de palha” de histórias mal contadas do Dia de Portugal de 2010, deixa dúvidas em relação a esta questão.
Fala este e:mail de milhares de libras cujas contas não são conhecidas e vem este e:mail falar-nos ao ouvido de que vai fazer a festa num esforço pelos “lindos olhos” da comunidade. Não pelas libras, absolutamente!!!
A cerca de 2 meses do evento, a organização residente em Londres apresentou já o elenco para o evento e tratou já das licenças com o reconhecimento das entidades oficiais. O tal e:mail, fala apenas de promessas que desde o primeiro e:mail já se tornaram gastas.
Ao fazer uma segunda festa, eu tenho a certeza que o objectivo não é unir a comunidade; antes, é dividi-la no seu dia de eleição. Por mim, a ideia não presta a começar por aqui.
Duas festas do Dia de Portugal em Londres, só pode ser fruto de interesse financeiro e para isso já chega o que cá temos. O autor deste e:mail, desconhece as contas do Dia de Portugal, assim como a maioria dos portugueses mas aquilo que precisamos de saber é que essas contas foram apresentadas no Consulado Geral de Portugal, na Embaixada de Portugal, aos restaurantes que estiveram presentes (onde se incluem algumas associações) e aos patrocínios, tanto quanto é possível saber. É uma pena que não haja analgésicos para as dores de cotovelo.
Queria o autor um “obrigado” da organização do Dia de Portugal de 2010 e eu pergunto: obrigado porquê? Por ter pago para ser enganada?
Talvez fosse bom que este autor pudesse fazer alguma investigação, tal como fazem os “jornalecos” cá do burgo londrino e depois “botar faladura”. Até lá, o melhor é aprender a fazer amigos porque a tratar mal o trabalho dos outros concerteza fará poucos.
A diferença, é que os “jornalecos” em português no Reino Unido, sabem de muita coisa que poderia incendiar os ânimos mas não o faz porque isso divide a comunidade e tanto quanto consigo ver, apesar de todas as divergências, os dois “jornalecos” portugueses ainda conseguem ser fios que unem essa comunidade e vão continuar juntos nesse objectivo. Coexistem na comunidade e encontram entre si pontos de união daqueles que os lêm, ao contrário de quem quer vir de Lisboa para dividir esta mesma comunidade como se as divisões que já existem não fossem suficientes.
Esquece o autor deste e:mail, que os “jornalecos” tratam diáriamente com quem paga os patrocínios da grande festa que é o Dia de Portugal em Londres e que estes saberão que festa apoiar. Certamente, não será quem os insulta sem razão aparente para o fazer.
Boa ideia, talvez fosse esses “jornalecos” em português no Reino Unido começarem a visitar as empresas de portugueses em Londres que já foram facturadas nessa televisão(?) de internet e recolher comentários gravados para poderem ser publicados. Quem sabe, haveria surpresas sobre questões de honestidade!?
Por mim, o assunto fica encerrado. Ou estarei no Kennington Park em Oval, ou em alternativa estarei em Eastbourne no Sul de Inglaterra onde os portugueses, por não serem aos largos milhares, estão a programar comer as fêveras e o frango de churrasco, numa escola alugada para o efeito.
No fim desta crónica, fico como o poeta; “Não sei por onde vou mas sei que por aí não vou”.
Quanto à vontade de denegrir quem trabalhou, estamos falados e quanto a haver uma festa do Dia de Portugal no Norte de Londres, até me parece boa ideia. Assim, os artistas convidados pelo autor, ficarão a saber a quem dar as “borlas” da próxima vez.
Com a crise que vai em Portugal, pagar a viagem e a estadia para “miar” ao microfone meia duzia de acordes já é muito bem vindo para a generalidade dos artistas, embora os artistas mereçam mais que isso.
A finalizar, palpita-me que a causa de tudo isto, se resume a uma palavra que tem um único dígito: £.
Pois claro.

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