Fátima, o Vaticano e o povo. Ministra de Portugal assume a possibilidade da celebração de Fátima
Tuesday, August 11, 2020.

Quando a legislação impõem os estados de calamidade e emergência, quando o Papa assume sozinho encher a Praça de S. Pedro, eis que Portugal decide contornar as regras que publica e aderir a autorizações especiais para alguns eventos.

Finanças empresariais

No caso das comemorações do 1º de Maio, as imagens captadas por diversos meios deram destaque ao distanciamento social de dois metros no exercício do evento enquanto nas redes sociais se publicam os autocarros onde viajaram as pessoas que participaram. Será de presumir que se a Assembleia da República pode festejar o 25 de Abril, a CGTP pode festejar o 1º de Maio e a Igreja Católica pode festejar Fátima, qualquer outra religião pode celebrar as suas cerimónias e outras associações (Porque um sindicato é uma associação) pode levar em frente os seus eventos.

Por esta ordem de ideias, se o Rock in Rio assumir as responsabilidades e exigências da DGS, será também possível ir assistir aos concertos. Fica-me sempre a questão de como é que o distanciamento social foi conseguido dentro dos autocarros.

Outra questão que me parece legítima, é saber se em caso de infecção serão também as organizações a pagar a despesa hospitalar ou se esta será afectada ao Orçamento de Estado.

Imagem dos transportes utilizados para a deslocação ao 1º de Maio em Lisboa

O que parece difícil compreender é que perante um vírus desconhecido, com uma maioria aparente de assintomáticos, com um período de incubação ainda indeterminado, com um volume de infectados, casos críticos e óbitos em permanente crescimento, aparece uma autoridade que fala em medidas sanitárias suficientes.

Quais medidas? Vai haver lavatórios em Fátima para lavar as mãos? Barracas a vender máscaras? E isso é suficiente? Resulta?

Na mesma unidade de medida, porque razão o futebol e outros desportos não podem avançar na sua actividade? Se quem vai ao 1º de Maio e a Fátima viajada de autocarro e nada os impede, porque razão os cidadão não podem sair do concelho de residência nas suas viaturas pessoais? Porque razão as famílias não se podem despedir dos seus falecidos?

Consultoria

Sem dúvida que perante tanta inconsistência e contradição, será mais dificil manter a população confinada e não será de espantar que comecem aa sair de casa, a conviver em cafés, bares, pub’s e restaurantes para termos a certeza que a segunda onda (habitual em várias pandemias) possa aparecer com “tapete vermelho”.

Manuel Gomes

PN/Londres

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