Católicos reunem-se em Fulham
Friday, September 21, 2018.

Fruto das notícias que têm vindo a público nos ultimos dias na imprensa Lusófona no Reino Unido, cerca de meia centena de católicos reuniram-se em Fulham, no Centro de Londres, para esclarecer as diversas quesílias que têm oposto alguns dos membros da MCP (Missão Católica Portuguesa) em resultado da saída, para muitos inesperada, do Padre Jacinto.
A notícia que já foi objecto de reportagem pelo PaLOP News, ressalta do facto de perante a necessidade de mais vocações ao serviço da comunidade de Língua Portuguesa no Reino Unido, ter sido destacado o citado Padre Jacinto para coadjuvar o Padre Pedro nas quatro paróquias da responsabilidade da MCP em Londres.
Daquilo que se esperava pudesse ser uma reunião, passou a concentração, tendo-se verificado uma evidente falta de organização na agenda de trabalhos.
No início das intervenções, foram tecidas críticas não habilitadas ao desempenho da imprensa nomeadamente à nossa reportagem publicada sob o tema “Quem não fia não é de fiar” em que foram entrevistadas diversos membros de ambas as facções.
Entre os presentes, foi possível registar o recurso de acusações mútuas e discussão de divergências que no final continuaram por esclarecer. Alguns membros tomaram o partido de um dos sacerdotes, enquanto outros tomavam o partido contrário em favor de outro sacerdote num comungar de acusações de ambas as partes sem que no final tivesse havido qualquer conclusão sobre estratégias ou designações a seguir.
As discusões foram por vezes acaloradas havendo mesmo momentos em que os ânimos se exaltaram a um rubro pouco usual numa convocatória.
O PaLOP News foi um dos meios não convidados oficialmente, tendo-se deslocado em serviço de reportagem o que pode indicar uma tendência de manipulação de opinião sobre um processo que tem vindo a agitar a comunidade Católica Portuguesa em Londres.
A “reunião” foi fértil em interpelações, interrupções e outras situações que deixaram nos presentes uma falta de quórum em termos de resultados finais.
Dentro e fora das instalações, as opiniões dividiam-se suportadas em factos relatados por presentes a “esgrimir” argumentos em favor de cada uma das duas causas.
Luisa Vieira, foi a primeira oradora, tendo lido um discurso préviamente escrito em que numa extensa lista de argumentos, tentou justificar as suas opiniões tendo sido interrompida e aplaudida por diversas vezes por parte da assistência. Lia Matos não teve a mesma oportunidade quando se aprestava para argumentar as provas que trazia em mãos, tendo depois o “ajuntamento” divagado em argumentos que não produziram qualquer conclusão com vista à reunificação dos católicos portugueses em Londres.
No decurso do evento, diversos episódios vividos por alguns dos presentes foram relatados de memória, sem que isso tenha sido suficiente para esclarecer uma assistência que não conseguiu diminuir a desilusão perante os acontecimentos mais recentes.
Numa comunidade que diz precisar de mais vocações ao seu serviço, a única opinião unânime reverte para a responsabilidade da hierarquia religiosa, quer portuguesa quer inglesa, que não terá oferecido a esta comunidade a deferência que ambas as facções entendem merecer.

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