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João Noronha é Noticia(s)

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São inúmeros os projectos do português JN (João de Noronha). No Reino Unido, cursou Business Management mas a sua vocação para a actividade comercial vem de mais longe.
Assumidamente monárquico nas redes sociais, JN tem uma história de imigração vasta. Ao fundar um jornal no Reino Unido, "As Notícias", repete uma experiência anterior a que somou a sua capacidade de fazer negócios. Dirige o jornal mais antigo na Comunidade de Língua Portuguesa no Reino Unido e mesmo nos períodos mais férteis em que há mais circulação de meios na comunidade lusófona, "As Notícias", sempre foi o jornal mais regular. A sua tiragem, ultrapassa já as 170 edições, um verdadeiro record nos meios Lusófonos no Reino Unido.
Em parceria com Pedro Fernandes, Londres teve oportunidade de intervir na rádio (AM) em português "genuíno" pela mão do nosso visado neste trabalho. A convite de Paulo Custódio, Paulo Aleixo e Octávio Teixeira, JN foi o primeiro convidado da primeira emissão do programa "Galo de Barcelos", até hoje a única grelha reconhecida pela OFCOM na onda FM Stereo no Reino Unido.
Com homenagens a Francisco Maciel, JN apresentou a primeira edição da Gala "As Notícias", evento que haveria de se afirmar como o de maior glamour acessível a uma grande maioria de portugueses em Londres. Em cada Gala de "As Notícias", houve sempre a distinção de várias personalidades e na generalidade das opções, o prémio foi consensualmente atribuído embora nesta reportagem se tivessem conhecido outras motivações como se verá mais à frente.
Manter a Gala "As Notícias" pelo seu período de vida útil, equivale a mais tempo do que duraram as dezenas de jornais que a Comunidade conheceu no Reino Unido, nas últimas duas décadas. Quanto aos troféus atribuídos desde a primeira edição, foram assinados pela artista plástica Maiuko.
As revistas estiveram sempre na mira de JN, embora até hoje, nenhuma tenha singrado.
Em todo o caso, não tem sido por falta de iniciativa que o irrequieto JN tem sofrido os maiores dissabores.
Uma das últimas principais iniciativas de JN, prende-se contudo com um evento que reuniu os "assistentes sociais" no Reino Unido em português, financiado pela Secretaria de Estado e sponsors comerciais. Multiplicam-se as iniciativas de mérito indiscutível assinadas por JN. Para o encontro dos Assistentes Sociais, a notícia é a ausência de duas estruturas de Londres. O PCC (Centro Comunitário) e a Abraço imiGrande: “Abraço imiGrande esteve representada embora com alguma polémica, na medida em que quem a representou não estaria em sintonia com a própria instituição e o PCC não compareceu por falta de oportunidade a que a Organização é alheia. Estava prevista a presença de Fernanda Correia em representação do PCC” – diz JN.
Já a Portuguese Offer, registou um primeiro êxito na edição deste ano havendo alguma curiosidade sobre as próximas edições que estão prometidas.
Apesar de múltiplas actividades de JN, a principal referência, porém, permanece no Título.
AS NOTÍCIAS (O Jornal)
Reza a história que o Jornal "As Notícias" só foi possível, graças à intervenção umbilical da Keystone, uma associação britânica sediada em Thetford. Contactada pelo Palop News, a Keystone confirma que fizeram um investimento no jornal "As Notícias" mas que "levaria muito tempo a confirmar valores dado o tempo que já decorreu", disse Jonathan, da associação. Também JN assume esse apoio. “Dez meses depois, a Keystone decidiu acabar com o financiamento e tive que encontrar outras soluções” – diz JN.
Apesar do aparente êxito mencionado nas páginas do próprio Título, as histórias que ficam contadas, arrastam um prestígio de contornos dúbios.
O TÍTULO
Quando decidiu fundar o "As Notícias", JN muniu-se de apoios institucionais e outros financiamentos privados. Em Londres, reuniu alguns empresários portugueses a quem convenceu ao investimento. “Eu não conhecia bem as pessoas e foi com a ajuda dos conselheiros, nomeadamente a Cristina Costa Pinto, que reuni com diversos empresários que aceitaram integrar o projecto através de uma participação financeira” – revela.
Este evento de angariação de fundos junto dos empresários decorreu em Londres, no Britannia (Wandsworth Road), e o discurso de JN parece ter sido convincente. O projecto mereceu o apoio do "mix" empresarial ali reunido. Vários empresários assumiram ali, apoiar o mesmo projecto que dura até aos dias de hoje. Segundo JN, cada investidor contribuiu com entre 500 a mil libras, com a promessa de lucros rápidos e um futuro investimento na rádio e que agora, em 2015, promete uma televisão em português no Reino Unido. Tudo, em nome dos portugueses a residir no país.
Foi o investimento neste mesmo Título que João Noronha acaba de anunciar ter vendido, confessando ser esta a segunda operação que envolve o Título. Segundo JN, os investidores eram proprietários de 8% do capital da empresa. Terá sido com a entrada de Pedro Fernandes que acontece a primeira operação e o Título, até aí em nome de uma empresa, passa a funcionar na tutela de outra empresa mas agora sem a participação dos investidores. “Transitaram dois desses investidores” – revela JN sendo que não se recorda do nome de um deles. Parte dos investidores contactados pelo Palop News, afirma não ter tido conhecimento dessa operação. “É mentira” – diz JN. “foram enviados e:mails a todos os investidores e transitaram aqueles que aceitaram. Não podemos obrigar as pessoas”.
OS "ACCIONISTAS"
Um desses investidores foi Joaquim Pinheiro que pagou mil libras a troco de nada. "Investi no título, fiz a distribuição do jornal gratuitamente e paguei todos os anúncios que publiquei" - revela ao Palop News para acrescentar - "Comprei acções que nunca me foram entregues", informação que de resto é comum a outros investidores por nós contactados.
Fernanda Gonçalves recorda que chegou a entrar em desacordo com o marido entretanto falecido, por causa deste negócio, "O Eduardo (marido), pagou as mil libras contra a minha vontade. Bastaria ouvir o discurso de JN para se perceber que ele estava a enganar toda a gente. Só choro a luz que gastei enquanto ele utilizava as minhas instalações para enganar toda a gente" - revela.
Joaquim Pinheiro por seu turno esperava uma palavra da parte de JN. Palavra que nunca recebeu. "Privei-me de muitas coisas para poder pagar mil libras que não deram qualquer resultado ou retorno. Nunca vimos as contas e mesmo sendo investidores, nunca fomos chamados a verificar o investimento. São negócios à João Noronha - disse ao Palop News. Estes investidores de resto, não sabem em nome de quem está o jornal, pese embora saibam que o título acaba de ser vendido (tudo aponta que pela segunda vez) segundo o próprio JN, a um grupo de empresas. Os "sócios" do negócio, souberam através das páginas do próprio jornal que o jornal de que são sócios foi vendido.
A ser verdade a dupla transação do título, resta saber se legalmente o segundo negócio pode ser anulado pela fratura da primeira operação.
"Gostava de saber o que é que ele pensa que nós somos" - atira Joaquim Pinheiro nitidamente desiludido com a história. "Penso que JN olhe para nós como lorpas" - deixa cair.
Outro empresário que também investiu mil libras no título prefere não ser identificado. "Tenho uma porta aberta e não me quero envolver em confusões" - revela. "Paguei as mil libras, comprei e paguei a publicidade publicada e o JN ainda tem aqui uma dívida que já não espero receber" – confessa para adiantar: -“Recebi um papel escrito à mão sem qualquer validade e a promessa de que haveriam reuniões regulares para avaliar o andamento do projecto. Tudo águas de bacalhau” – disse o empresário ao Palop News. Sobre o anúncio desta empresa que continua a ser publicado no “As Notícias”, o empresário revela que não “encomendou nada e não autorizou a sua publicação. Se continua a publicar, JN saberá porquê” – afirma o empresário.
Confrontamos JN para saber se os “sócios” iniciais do projecto tinham transitado nesta nova operação. “Não porque não é a mesma empresa. É outra empresa. Os que estavam no jornal foram informados e transitaram para esta nova empresa. Transita para a nova empresa quem quiser. Em todo o caso, todos os sócios originais vão transitar para a nova empresa” – afirma. “Muitas vezes o víamos passar na rua e eu brincava com o meu marido e dizia-lhe «Vai lá Eduardo. Vai ver se o teu investimento já rendeu algum dinheiro» - diz Fernanda Gonçalves com ironia. Um dos empresários por nós contactados, referiu que JN informou os investidores que teriam “que registar os papéis mas não disse onde. O projecto era fantástico enquanto discurso mas não passou disso mesmo” – disse o empresário.
Quem conhece vários dos “accionistas” e muita da actividade desenvolvida então, é Pedro Fernandes que trabalhou no Título durante dois anos e que acabou por se incompatibilizar com JN, ao exigir uma participação na empresa. “O Pedro pediu 50% da minha participação que era de 92%” – diz João Noronha.
Pedro Fernandes tem outra perspectiva. “Ao fim de dois anos de colaboração sem pagamento, exigi uma participação no título. Tinha a promessa de 1.200 libras por mês e não recebi um único “pi”. Estoirei com uma moto a distribuir o jornal e a vender publicidade. Era justo receber uma compensação mas não funcionou assim” – Lamenta.
“Sim, assisti a uma reunião em que Pedro Fernandes e JN discutiram 50% - revela um empresário que aceitou gravar para o Palop News e que garante terem estado presentes nessa reunião alguns dos investidores do “As Notícias”. Recordo-me que a reunião acabou mal e que ambos discutiram de forma desagradável. Sei do trabalho que o Pedro Fernandes fazia para o jornal tanto na distribuição como na venda de publicidade, até porque tudo se passava no meu escritório” – afirma. “De resto, esse trabalho é público até porque foi publicado no próprio jornal “As Notícias”.
Sobre a passagem do Título de empresa para empresa, Pedro Fernandes refere que “os papeis deixam de ter valor quando a empresa deixa de existir. Passar o Título de uma empresa para outra sem que os investidores sejam informados é fraude. Estamos a falar de milhares de libras mas se fossem milhões seria a mesma coisa” – diz para acrescentar. “Os accionistas estavam cansados de JN. São pessoas que lidam com muito dinheiro e queriam apenas que o projecto fosse em frente. O que os investidores hoje sentem, é desprezo”.
Fonte próxima de outro empresário afirma conhecer o registo de donativos nos projectos de JN na ordem das 30 mil libras. Destas receitas porém, os investidores iniciais nada sabem. “Nem tinham que saber” diz JN. “Esse assunto nunca teve nada que ver com o Título”. A mesma fonte relata na primeira pessoa, um cheque de 500 libras que JN lhe depositou na conta, sem ter assinado o espécime. "Ainda guardo esse cheque e o banco descontou a devolução da minha conta" - diz.
O ESCRITÓRIO
O escritório de Londres alugado nas instalações de um conhecido empresário na South Lambeth Road, haveria de ser mais um rastilho. “Pagou a renda por 3 ou 4 meses e depois deixou de pagar apesar de se tratar de um valor simbólico de 175 libras por mês. Depois acabei por aceitar o pagamento em anúncios no jornal” – revela o «senhorio» que cedeu o espaço. Pedro Fernandes revela mesmo que foi do seu bolso que teve que pagar parte dessas rendas porque era a única alternativa. “Dizia que não tinha dinheiro e eu avancei para ajudar o projecto. Afinal, entrei no jornal com a intenção de ajudar” – diz.
JN, também aqui, é de opinião contrária. “Foi tudo pago. Não me lembro de ter havido qualquer divida. O que acontece é que ele nos dava os serviços de contabilidade e coisas administrativas. As coisas que eram feitas nós pagávamos por permuta mas nunca foi feito com a renda, que eu me lembre. As rendas foram pagas. Não sei se ficou alguma em divida mas duvido”.
O STAFF
A velocidade a que o Título apresenta entradas e saídas de pessoal tem sido absolutamente frenética. Anunciados nas suas próprias edições, todo o tipo de colaboradores, jornalistas, directores e anúncios para vendedores. O mais resistente acabaria por ser Daniel Santos que continua a assinar o editorial (após se ter conhecido um desentendimento entre ambos), seguido de Pedro Fernandes que acabou por se incompatibilizar com JN ao fim de cerca de dois anos. Todas as outras apresentações foram absolutamente efémeras, ou com um público-alvo dirigido. Os investidores.
Ruben Pereira, outro dos jornalistas que passou pelo Título, acabaria por abandonar o projecto. Outra jornalista que prefere não ser identificada revelou ao Palop News: “respondo-lhe às questões mas de forma anónima. Eu tenho medo de JN que já me ameaçou várias vezes” – refere para acrescentar “Quando me despedi do jornal por todas as falcatruas que aconteciam, ele disse que me ía tirar tudo e que eu não iria a lado nenhum. Depois comecei a receber e:mail's e como era mau demais, acabei por o bloquear”. Numa confissão, a mesma jornalista que trabalhou com JN por 3 meses, haveria de revelar “Deve-me £600 de diferença entre o que me devia ter pago e o que foi pago. O último mês que lá estive, já não me pagou. Eu tenho muito medo dele. Ele é muito instável”.
Sobre o tipo de trabalho que desenvolveu ao serviço do “As Notícias”, a mesma jornalista revela que não fez “muitas reportagens de rua. O que me era pedido era basicamente para ir a Google buscar a informação a publicar e eu recusei, até pelo respeito que tenho pela carteira de jornalista” – disse ao Palop News.
JN defende-se dizendo que as incompatibilidades com esta jornalista se devem a uma questão de direitos de Propriedade intelectual. Foi paga na íntegra” – afirma JN.
“O jornalismo que ele faz passa por dizer mal gratuitamente” – refere a jornalista para concluir - “Cheguei a fazer toda a edição e paginação da tiragem durante os três meses que lá trabalhei. Nunca me hei-de esquecer da cara dele a dizer que iria atrás de mim e por isso não quero ser identificada. Não tenho nada de bom para dizer sobre a minha passagem pelo "As Notícias" e do meu curto convívio com o JN” – diz.
Um empresário que alugou o espaço do escritório de Londres a JN, recorda que se lembra de: “uma brasileira que trabalhou para a TV Record e cujo nome não me lembro, que trabalhou no “As Notícias” e que alegou que o jornal lhe ficou a dever dinheiro mas não me lembro do nome dela” – diz.
Pedro Fernandes confirma a história: “Uma jornalista brasileira que mais tarde veio a trabalhar para a Record, cheguei a ter que lhe dar dinheiro do meu bolso para que pudesse continuar a trabalhar. Entre pagamentos dei-lhe mais de 300 libras” – afirma - “Recordo-me da quantidade de vezes que tive que recorrer aos anunciantes para cobrar antecipadamente para fazer sair o jornal da gráfica” – revela Pedro Fernandes que confessa ter entrado ao serviço do jornal porque “fazia já três meses que a tiragem quinzenal não era publicada e os investidores eram pessoas minhas amigas”. 
“Prometeu-me £1.200 por mês e não recebi um “pi” ao longo de dois anos. Ainda tive que pagar as minhas despesas de deslocação e alimentação. Passei a ser uma mula de carga. Às 6 da manhã já andávamos por Londres a distribuir jornais e a vender publicidade. Nos primeiros 3 meses vendi 12.500 libras de publicidade para depois ele dizer que o escritório de Londres dava prejuízo” – revela.
O mesmo Pedro Fernandes recorda as vezes em que teve que meter dinheiro do seu bolso quer para pagar o aluguer do escritório, quer para a conta da gráfica. “Dei-lhe as últimas £500 para a gráfica e exigi participar na empresa. Nessa altura, já me devia muito dinheiro. ” – assume Pedro Fernandes para continuar: “ Para isso foi agendada uma reunião em que estavam presentes alguns dos investidores (accionistas). Quando confrontado, no dia da reunião, no escritório do Pedro Xavier, o JN, à frente de toda a gente, disse: «Eu não dou nada a ninguém o jornal é meu, ele aqui não tem nada e ponto final. Ficamos todos de queixo caído» ”.
Por se tratar da pessoa que mais tempo esteve envolvido no Título, confrontamos Pedro Fernandes com algumas questões.
- O jornal dava lucro?
- Claro que dava lucro.
- Os accionistas sabiam desse lucro?
- Claro que não. Numa só edição de Natal eu cheguei a vender quase 6 mil libras. Muita da publicidade que vendi era por telefone, em contacto com empresários meus amigos e que confiaram em mim.
- Algum dia foste acusado de receber dos clientes e não teres entregue o dinheiro?
- Não, isso nunca aconteceu. Ele sempre admitiu a minha honestidade.
Mais uma vez, JN não partilha a opinião. “O Pedro teve todas as condições e fez um mau trabalho. Estava falido. Eu não preciso do dinheiro do Pedro Fernandes para nada. Ele não tem dinheiro como é que pode emprestar uma coisa que não tem?” – Pergunta JN.
A TIRAGEM
Das cerca de 20 mil cópias anunciadas, Pedro Fernandes refere apenas 4 mil. 3 mil para Londres e mil que permaneciam para a distribuição na sede. “4 mil eram só para Londres” - diz João Noronha. 
Outra jornalista que trabalhou com JN revela que os jornais não são distribuídos conforme anunciado. “A distribuição era feita apenas nas empresas anunciantes. O resto era guardado na garagem” – informa.
“Nunca tive nenhuma jornalista a trabalhar comigo enquanto tive garagem e apenas passaram duas jornalistas pela empresa” diz JN, no entanto, as diversas memórias apontam para o dobro desse número.
“Ele dizia que não tinha dinheiro, muitas vezes por causa das multas das gráficas por falhar prazos. Depois da experiência que tive com o jornal Hora H, sei que as gráficas não aplicam multas. Era tudo uma mentira” afirma Pedro Fernandes para adiantar: “Fui várias vezes com ele à gráfica e a tiragem eram 4 mil cópias. Mil que ficavam com ele e três mil que vinham para Londres” - diz.
Sobre o volume de assinantes que JN diz serem centenas, Pedro Fernandes denuncia. “Enquanto eu lá estava o jornal era enviado a 12 pessoas” - revela.
A mesma jornalista que teme ser identificada afirmaria mesmo que “A distribuição era feita apenas nas empresas que anunciam. O Público, a Comunidade Portuguesa no geral, não tem acesso ao jornal. Eu cheguei a ir com ele a Londres e os jornais são distribuídos apenas pelas empresas anunciantes. Acho isso gravíssimo” – refere.
OS VIZINHOS
Um dos projectos mais ambiciosos de JN em Thetford passou por mais uma ideia brilhante que acabaria por ruir. A ideia consistia num restaurante no 1º andar de um armazém com sala de jogo. No piso inferior, um espaço para escritórios de atendimento à comunidade e um espaço de comércio de produtos alimentares. O “modus operandi” de JN acabaria por abortar o projecto numa situação que terá mesmo tido envolvimento policial.
"Não sei o que se pensa de João Noronha na comunidade em Londres mas aqui pela zona sabemos como funcionam os negócios dele" - refere Paulo Custódio. 
Lisa Ferro, uma jornalista que trabalhou com JN refere que “em Thetford muitas pessoas têm medo dele. Ele joga com os apoios sociais que são prestados pela associação ‘Challenge’. São favores que as pessoas ficam a dever e por isso é temido. Pessoas que não sabem a Língua. Não senti que as pessoas gostem muito dele ou que seja uma pessoa querida”.
Pedro Fernandes afirma mesmo ter falado “com pessoas de Thetford e constatei que o prestígio dele é muito mau”
“Não se agrada a toda a gente” refere João Noronha ao Palop News.
TIMOR
A história mais antiga de JN a circular na internet fala de um milhão de dólares e foi publicada pela Agência Lusa. Um jornal e um hotel falam de uma história deixando atrás um fumo imenso de desemprego, falência e fraude. Ainda hoje ninguém descobriu de que forma JN abandonou a Ilha de Timor Leste de onde terá vindo para o Reino Unido.
“Sobre Timor não falo. Posso apenas dizer que a verdade está em 800 páginas nos escritórios dos advogados e que o Estado de Portugal detinha 28% do projecto sendo o maior investidor” – diz JN
Pedro Fernandes refere ter recebido uma carta com a informação sobre Timor. “Foi já quase no fim do nosso relacionamento profissional que recebi essa carta que passei aos investidores, porque eram meus amigos. Recebi a carta em casa por correio e esta foi enviada para vários empresários. Estou neste país há 20 anos e nunca vi ninguém que tivesse feito tão mal à nossa Comunidade” - revela.
AS GALAS
Apuramos que a 1ª Gala do "As Notícias" foi produzida por Francisco Maciel que confessou ao Palop News ter trabalhado para JN. A relação termina com salários em atraso e após esta primeira Gala, Francisco Maciel foi residir para Londres. JN porém continuou a produzir a Gala nos anos seguintes. Em cada gala, um novo episódio a deixar um rasto de histórias mal contadas.
"Investi no jornal mas nunca fui convidado para uma gala" - revela Joaquim Pinheiro que guarda memórias de ter largado o trabalho para ir ao aeroporto recolher artistas que vieram trabalhar na própria Gala. As últimas edições da Gala "As Notícias", deixaram tranches de publicidade pouco simpáticas. O Restaurante Grelha Douro a Sul de Londres, publicou no Facebook até à exaustão, a dívida de JN pelo fornecimento do catering. Em causa, centenas de libras que alegadamente não terão sido pagas. “Não tenho pressa. Um dia encontrarei JN e poderei falar com ele já que por telefone ou por escrito, ele não responde” – diz José Manuel do Grelha Douro que tem por receber o fornecimento efectuado.
JN tem porém outra versão da história. “O valor em dívida não corresponde à verdade, não foi emitida fatura e não nos disseram onde queriam o dinheiro” – responde JN.
Na gala do ano anterior, o valor foi mais elevado.
Amândio Cardoso, fala em nome da filha quando revela ter o caso entregue na justiça. "Se a minha filha não tivesse adiantado o valor em falta para a Gala, não haveria Gala e estávamos a poucas horas do evento. Deveria ter pago após o evento e já lá vão dois anos - diz – “depois deixou de me atender o telefone" - revela o empresário.
"Na última gala fui convidado para ser testemunha de um fornecedor de JN que se comprometia a pagar o fornecimento após o evento. Valeu na altura a atitude de Susana Forte Vaz, esposa de JN que se disponibilizou para assegurar o pagamento. Contactado este fornecedor, confirmou ter esperado 2 anos pelo pagamento do fornecimento anterior e que tudo acabou pago embora sob a pressão da justiça". Também este fornecedor se revelou indisponível para voltar a trabalhar com JN.
“Estranho” – revela João Noronha. “Está combinado que seja o mesmo fornecedor da próxima Gala” – refere. As pessoas dizem coisas que eu não entendo.
Uma jornalista que trabalhou para o "As Notícias" e que prefere manter o anonimato, refere que os prémios "não eram atribuídos pelo mérito das pessoas mas pela sua capacidade financeira em participar", deixando assim perceber que o critério não seria o mérito mas a receita que poderiam gerar.
Pedro Fernandes, afirma que “JN oferece os prémios às pessoas com intuitos meramente comerciais. Não quero falar em nomes mas conheço empresários a quem o JN todos os anos oferece o prémio para os ter na Gala. Conheço muita gente zangada com a Gala do “As Notícias.” Afirma para continuar.
A mesma jornalista que trabalhou no “As Notícias” referida acima, afirma que “Em relação à Gala, sei que o JN teve que fazer muitas ginásticas. A mulher chegou a chorar comigo” - revela. “Eu apresentei a Gala um ano e além de não ter sido paga não tenho provas em como o fiz. Bloqueou-me o acesso a todas as fotografias e imagens” e recomenda ao nosso repórter que “A própria artista das estatuetas tem muito para contar”.
Amândio Cardoso revela ainda que JN terá publicado anúncios que não lhe foram encomendados e que depois viu chegar a fatura. “Paguei todos os anúncios que encomendei e ele começou a publicar sem meu conhecimento para abater, creio eu, na dívida que tem para com a minha filha. Um perfeito disparate. O novo Director do jornal já me telefonou mas eu não tenho nada a falar com ele. O que pretendo é que a minha filha seja reembolsada do dinheiro que emprestou para a Gala e que deveria ter sido pago 24 horas depois. Passaram 3 anos.” – Revela.
Uma vez mais, JN tem uma versão diferente. “Comeram e beberam e não pagaram”. Olhando para os valores em causa, fica a certeza de que JN perde nesta esgrima.
A Secretaria de Estado revela ainda que foi atribuído um apoio financeiro de 3 mil euros para a Gala, em nome da European Challenge Limited, empresa cujo rosto é Susana Forte Vaz, esposa de João Noronha. Sobre esta empresa que JN faz passar como projecto associativo vocacionado para a Comunidade, uma fonte do Palop News revelou: “Anuncia as galas como fonte de receita para uma associação em favor da Comunidade mas isso não corresponde à verdade. A beneficiária é a European Challenge da mulher que de associação nada tem. Trata-se isso sim de uma empresa que funciona como qualquer outra a troco do pagamento dos serviços” – revela a jornalista que passou pelo “As Notícias”.
Um conhecido empresário do Sul de Londres, revela que “Ouvem-se muitas coisas do Noronha e outras pessoas. O que sei é o que se passou com o Grelha Douro e a Gala que aparentemente é um facto. Em relação a JN, existem outros casos mas não posso divulgar devido ao sigilo que me foi pedido mas, houveram outras coisas chatas que efectivamente aconteceram” – afirma.
OS ARTISTAS
João de Noronha já trouxe a Londres alguns dos maiores nomes da música em Portugal. Carlos do Carmo, João Pedro Pais e Luís Represas, são apenas três exemplos. No caso de Carlos do Carmo como de muitos outros artistas, Pedro Fernandes chama a si a responsabilidade.
“O Pedro Fernandes sabe falar mas não sabe contar a verdade” - Diz JN.
O artista Fernando Pereira, que foi convidado para a primeira gala por Francisco Maciel, haveria de repetir a experiência sempre de forma gratuita. Desta vez com menos sorte.
A falta de cumprimento por parte de JN deixou o artista fora do sério. "As condições de trabalho e a Organização deixaram muito a desejar" - diz ao Palop News para acrescentar - "Acabei por fazer o melhor possível mesmo sem ter as condições combinadas".
Para a Gala de 2013, o artista decidiu não confiar as questões técnicas e exigiu trazer dois técnicos pessoais para garantir a qualidade do seu trabalho. "Combinámos que eu e a minha produtora iríamos participar de novo gratuitamente, a título de solidariedade e que os meus dois técnicos profissionais receberiam um pequeno cachet de 300 euros cada um, para pagar o seu trabalho na Gala e compensar os 3 dias de deslocação e tempo perdido ... trabalhei de borla para ele duas vezes, em ambas as situações colaborei e ajudei o melhor possível, em ambas as situações convenci outras pessoas, cantoras e bailarinas a trabalharem também de borla, nunca tive qualquer compensação financeira ou profissional por isso e ainda paguei aos técnicos 600 euros do meu próprio bolso..." - revela o artista para finalizar "Na própria noite da Gala, a uma certa hora, JN desapareceu com a mulher e nunca mais o vi. Quem nos levou no dia seguinte para o aeroporto foi um amigo comum, pois o nosso contratante e anfitrião, o Sr. João Noronha, para quem tínhamos dado tudo na noite anterior, completamente de borla, nem sequer apareceu no hotel para se despedir..." - revela.
“Trouxemos muitos artistas a Londres e se houve quem não gostou é normal” – diz JN. 
Sílvia Rizzo contratada para uma das galas, revelou ao Palop News terem “descontado do seu cartão de crédito o valor da estadia no hotel” estimada em cerca de mil euros, por ter vindo trabalhar numa das galas de JN. “Tentei fazer Sílvia Rizzo perceber do risco que corria mas não fui suficientemente frontal para evitar mal entendidos” – disse Pedro Fernandes ao nosso jornal. Numa coisa, JN e Sílvia Rizzo parecem de acordo. O hotel em causa teve uma atitude pouco digna. 
O mesmo entrevistado, afirma ainda que: “Na Gala seguinte, o JN trouxe-a para o hotel em Chelsea e não só apenas não recebeu o cachet como lhe debitaram mais de mil euros no seu cartão de crédito” – refere a confirmar as palavras da artista contactada pelo Palop News.
Já esta reportagem estava em andamento, quando soubemos que na última semana de Abril, JN esteve em tribunal, informação que o próprio confirma. “Alguma coisa foi mal feita nos papeis e eu continuo Director da empresa” revela. Apuramos que a “única coisa que disse ao Juiz é que não é director do jornal”. Por pagar, alegadamente estão as viagens dos artistas que vieram para trabalhar na Gala.
Pedro Fernandes refere que esta estratégia é frequente em JN. “Faz a dívida em nome da empresa, fecha a empresa e abre outra. Parece complicado mas é simples” – revela.
A RÁDIO
Com os serviços de Pedro Fernandes, “As Notícias” passa a ter um espaço de antena em Onda Média. Este projeto haveria de ser abortado pouco tempo depois. “Foi mais uma dívida a que tive que dar a cara” diz Pedro Fernandes para acrescentar: “O JN manda as bombas para Londres mas depois fica longe e eu é que tive que falar com a Estação e desculpar a dívida de 3 a 4 mil libras que tanto quanto sei, nunca chegou a ser paga. O programa custava £1.180 libras por mês e foi mais um negócio à JN” diz o nosso entrevistado.
“Concerteza que se deixou uma divida. Foram-lhe dadas todas as condições para trabalhar e ele não trabalhou. A Rádio foi montada para o Pedro e foram-lhe dadas todas as condições e ele não cumpriu. Nunca percebi o que ele quer da vida. Percebi que na última AG que ele esteve presente e pôs as suas dúvidas, levantou-se e foi embora. As pessoas são o que são e o Pedro foi para mim uma grande desilusão. Uma coisa é certa, percebeu-se que se eu tivesse deixado o Pedro fazer o que queria no jornal, este já não existiria, como aconteceu com o dele. A situação é esta. Todas as pessoas que tiveram jornais, já passaram 17 títulos nestes 10 anos - será por isso que não querem o “Noticias” no caminho!” – Deixa cair.
A REVISTA
Nos últimos anos, JN ameaçou várias vezes lançar uma revista. Uma dessas vezes concretizou o projecto com a colaboração de Helena Napoleão, que depois da sua experiência apareceu no mercado com a Revista “Fama” que também desapareceu quase de forma instantânea. Ambos os projectos foram nados-mortos e não passaram da simples ameaça.
Seja na rádio ou nas revistas, os projectos de JN ou a ele de alguma forma associados, ficaram pelo caminho, com excepção do Título. Para já, anuncia a criação de uma televisão a serviço da comunidade e obviamente como mais um investimento na comunicação. A jóia da coroa, permanece o Título.
A redução do número de páginas das edições, são bem uma referência ao tempo de crise que já não permite a regularidade de outros tempos. “A regularidade foi mantida enquanto permaneci ao serviço de JN” – diz Pedro Fernandes falando de um período que curiosamente, coincide com a aproximação de JN a Paulo Costa. “Fui uma vez a um clube privado em Mayfair para recolher mil libras destinadas a JN” completa Pedro Fernandes. A última edição a registar a paginação normal, acontece coincidentemente depois do evento financiado pela Secretaria de Estado das Comunidades que reuniu os assistentes sociais de Língua Portuguesa realizado em Thetford.
OS NOVOS DONOS
JN afirma ter vendido o Título a um grupo empresarial, embora não revele quem é o grupo, novo proprietário do jornal. O rosto que acompanha a notícia é Nuno Couto, também conhecido na comunidade, por ter vendido seguros e publicidade entre outras coisas. Curiosamente é o mesmo Nuno Couto que colaborou com a Eagles Insurance, que recentemente lançou o Jornal “A Gazeta” pela mão de Nuno Mendes.
Nuno Couto tornou-se ainda conhecido por editar um directório que entretanto também desapareceu do mercado, deixando o terreno comercial nas mãos das Páginas Portuguesas e da “Pinguim Magazine”, que como “A Gazeta”, são alheias a toda esta história.
Pedro Fernandes revela que “quando o JN abordou os empresários, abriu o jornal e passado algum tempo, devido às dívidas que arranjou, fechou a empresa e abriu outra. A obrigação de JN deveria ser a de entregar aos accionistas a participação nessa nova empresa. O Título transitou de propriedade. Os accionistas viram o seu bem ser transacionado sem saberem”. Afinal, o mesmo acaba de acontecer agora e assim, JN, vende por duas vezes, algo que já tinha vendido a um conjunto de investidores portugueses em Londres.
Na dúvida, perguntamos a Pedro Fernandes:
¬ - Quantas empresas se conheceram em posse do Título?
- Enquanto estive lá quase dois anos, pelo menos duas mudanças de empresa houve.
NOVOS PRODUTOS
Com a queda do número de páginas no "As Notícias", assiste-se ao lançamento de dois novos produtos assinados por JN. A Assistência Social e as feiras comerciais, ao mesmo tempo que a data habitual da Gala falha 2015. Ambos os produtos, tal como todos os primeiros eventos assinados por Noronha, tiveram nota positiva. A Comunidade aguarda as próximas edições. Na fotografia publicada no Facebook sobre o Encontro de Assistentes Sociais, são identificáveis algumas pessoas presentes. Joe Barreto, Gabriel Fernandes, Ex-Conselheiro da Comunidade e Ex-vereador do Lambeth Council, marcaram presença. Neste encontro, a assinalar ainda a presença de José Galaz, Conselheiro Social da Embaixada de Portugal em Londres bem como Paulo Custódio e Susana Forte Vaz.

INTERNACIONAL
Em Março de 2014 e com o Alto Patrocínio da Secretaria de Estado das Comunidades, João Noronha participa num Encontro Mundial dos meios portugueses no estrangeiro. Desse encontro, haveria de resultar a Plataforma dos Meios no Estrangeiro, constituída em projecto associativo. No projecto de Corpos Sociais desta Plataforma, JN ocupa o cargo de tesoureiro. Pedro Fernandes reage a esta informação com sonoras gargalhadas. A Presidência desta plataforma é em Paris e envolve outros meios da Europa, da África, Américas e Macau, que é também onde se encontra o Presidente Mundial dos conselheiros das comunidades no planeta. No Reino Unido, João Noronha acaba de anunciar a "Nossa Plataforma" para o encontro de assistentes sociais que reuniu 15 pessoas com o patrocínio da Secretaria de Estado das Comunidades. A mesma filosofia a ensaiar o mesmo financiamento.
JN tem atravessado a actividade comercial na comunidade Portuguesa no Reino Unido, como uma enguia que se escapa num discurso convincente. 
“Seria bom publicar sobre as pessoas que compram publicidade e não a pagam para explicar o esforço feito para manter o jornal” diz JN.
Mas a história não se fica por aqui. “O JN não quer ver a Comunidade bem” – diz Pedro Fernandes.
- Porquê? - Perguntamos
- Trabalhei com ele dois anos. Ele chegou ao ponto de ligar para instituições a ameaçar.
- Ameaçar como?
- O mais importante na Comunidade são as instituições comunitárias, clubes, associações. Muitas dessas instituições, não estão 100% legalizadas por falta de apoio ou informação. O JN contactou essas instituições a ameaçar de denúncia. Há algum tempo atrás, tentou-se fazer uma Federação das associações e eu não vi, porque já não tinha contactos com ele mas recebi a informação dos responsáveis dessas estruturas a relatar as ameaças. Ele queria que essa federação não fosse para a frente. Ameaçava que caso essas estruturas integrassem essa Federação seriam denunciadas” - Afirma.
- Quem recebeu essa ameaça? – Insistimos.
- Não revelo porque não estou autorizado por essas pessoas a fazê-lo. Se essas pessoas me autorizarem eu dou esses nomes todos. Que homem pega no telefone e ameaça as estruturas mais importantes da Comunidade? – Pergunta Pedro Fernandes.
Confrontado, JN responde: “- Eu? Não. De maneira nenhuma. A única coisa que aconteceu na altura - junto da Embaixada, pedi para reunir as associações e pedi que se legalizassem mas nunca falei com qualquer associação nesse sentido" (nota).
O que está em causa é um português que convence a sua comunidade a investir nas suas ideias e deixa atrás de si este rasto duplamente extraordinário e mesmo assim inexequível.
A pagar as contas, fica toda uma comunidade que tem dificuldade em manter um clima de confiança quando são os seus mais “ilustres” membros a escrever uma história com estes contornos.
 “Quando deixei de trabalhar com o JN, senti-me traído, humilhado porque perdi dois anos da minha vida mas sobretudo, traído. Eu tive uma boa relação com o Noronha que se começou a deteorar quando comecei a descobrir que tipo de pessoa ele é. Até lá, se alguém me falasse mal do Noronha, eu dificilmente acreditaria. Eu defendia-o como defendo sempre quem está comigo. Eu, se o JN me desse o Mundo, eu preferia passar fome.” – Atira para adiantar ter por receber mais de 40 mil libras no total. “- Eu tive gente a ameaçar-me fisicamente por trabalhar com o João Noronha. Passei vergonhas. Eu fui posto na rua em alguns estabelecimentos por trabalhar para o “As Notícias”. Nunca me tinha acontecido. Chegaram a dizer-me «saia da minha casa. A porta é ali e você não pode estar do lado de cá da porta, só por mencionar o JN ou o nome do jornal» ".
Assim se tem escrito a história de um português a residir no Reino Unido cujas ideias são fantásticas mas cuja execução deixa esta sombra.
PN

Nota: Na nossa versão de papel existe uma gralha. On de se lê
que se legalizassem mas nunca falei com qualquer associação nesse sentido - 
se leia
- que se legalizassem mas nunca falei com qualquer associação nesse sentido".
As nossas desculpas pelo lapso desta errata.
 

Comentários  

 
+1 #1 Plinio 20-06-2015 00:25
E O herois do Mar d Great Yarmouth? quando e que publicam a saga deste tambem...Tambem tem uma historia muito linda...
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