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Londres é um Mundo e "Quim" Santos um seu profeta

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Natural de Odivelas, Joaquim Santos Guilherme escreve um história de imigração sempre a abrir.
"Quim florista", vem-lhe dos tempos dos negócios de família que na Lisboa desse tempo eram as flores.
Nasceu em 1957 na casa onde sempre viveu e foi o prmeiro florista em Odivelas (zona de Lisboa) onde teve duas lojas. Afirma ter sido o primeiro florista a importar flores da Holanda aos 23 anos e carregava a sua própria carga em camião próprio. "Orquídeas e estrelícias" entre outras referências, eram importadas na altura que na Europa o IVA (VAT) era substitído pelo Imposto de Transações. É esta dinâmica que lhe dá a alcunha de "Quim florista".
Entre os anos de 1986 e 1987, vende as seis lojas de flores que tem em Portugal e vai para a Austrália onde terá que sair de emergência. Na origem, está uma mulher de nome Natália e também florista, mãe do nosso entrevistado e que antagoniza com a actual mulher de nome Bela.
Juntos, irão fazer uma viagem que desagua em Londres ao fim de muitas aventuras.
O negócio das flores, que vem de família, acabaria por estar presente em tudo. Seja nas lojas ou na decoração de restaurantes que entretanto aparecem no persurso.
O divórcio, e a relação com a mãe, acabariam por marcar todo o persurso. Com a oposição da família do marido ao casal, a Austrália acontece.
Chega a Austrália com um pé de meia para as primeiras impressões. O endereço que leva para se apresentar, está contudo errado. Tardiamente, haveriam de acertar a 4 kilometros de uma praia australiana. Quanto ao pé de meia, Joaquim Santos afirma que nunca foi "para parte nenhuma do Mundo sem dinheiro".
Na Austrália, come a sua primeira refeição num restaurante chnês e arranja emprego numa fábrica textil com um horário das dez da noite ás 4 da manhã. O ambiente, era hostil e Joaquim Santos decide abandonar o emprego. A padaria Olimpic Backer, é o emprego seguinte onde todos os trabalhadores eram hungaros. Três meses depois, acontece a primeira promoção do homem que ainda hoje mantém os índices de energia das 7 da manhã até tarde da noite. Remodelou o ambiente e servindo-se de sensibilidades que lhe deixaram as flores, decorou o espaço. "No Natal decorei todo o espaço e os responsáveis gostaram do meu trabalho" - diz.
Nesse período, Joaquim Santos entrava em casa ás seis da manhã, precisamente a mesma hora a que a esposa saía. "Nunca nos encontravamos e por essa razão desisti da padaria ao fim de nove meses. Em todo o caso foi um lugar onde ganhei muito dinheiro" - refere ao PaLOP News.
De resto, o dinheiro e Joaquim Santos parecem ter encontro marcado. "Eu posso falar" - diz em Willesden à porta de um estabelecimento português. "Eu pago a pronto" - remata.
Na Austrália, Mr Olimpic e o seu filho Peter, eram com os hungaros a "família" do casal. Na padaria Oplimpic, Joaquim Santos auferia cerca de 900 doláres australianos por semana.
- Ganhar dinheiro é um vício ou uma mania? - perguntamos.
- Acontece a quem é bom trabalhador mesmo que haja bons trabalhadores mal recompensados. Eu procuro não ter razão de queixa.
Apesar de ganhar bem como trabalhador por conta de outrém, Quim Santos não resiste a montar os seus próprios negócios, actividade que interpreta até aos dias de hoje.
É assim que o único português da panificadora sai para outras paragens. Não é desta porém que Quim Santos tem o seu próprio negócio na Austrália. Das 7 da manhã até ás 3 da tarde, ingressa na construção civil como armador de ferro. "Aquilo não era para mim. Chegava a casa com os ombros todos inchados e ensanguentados devido a ter que carregar o ferro". Ao fim de seis meses, nova volta na vida australiana de Quim Santos que haveria mais tarde de ter uma terrível surpresa.
É a vez de entrar numa carpintaria de tosco com 380 trabalhadores. "De todos os portugueses ali a trabalhar, o único a falar inglês era eu". Este facto, leva Quim Santos a ser o responsável pela "União", uma espécie de comissão de trabalhadores (sindicato). Antes de ter cumprido dois anos na Austrália. Sidney, era agora o seu "el dourado".
A União Sindical, é uma força política. Na empresa para onde Quim Santos foi trabalhar,  havia mais de 200 trabalhadores portugueses. Quim Santos, leva à risca as questões sindicais ao ponto de a Adminsitração considerar dispensar os seus serviços não sem antes voltar a encher os bolsos. "Com bastante dinheiro" - diz.
Com todo este percurso, Quim Santos está ilegal na Autrália onde não tem a documentação que lhe permite fixar residência. Mesmo assim, Quim Santos acaba por abrir um restaurante. Nesse restaurante, recebe Roberto Leal com o corpo de bailarinas entre muitos outros artistas.
Com quase 300 lugares sentados distribuídos por dois pisos, Quim Santos decide aplicar os seus conhecimentos como florista. "Decorei o espaço com grandes palmeiras e uma grande montra de frutas e vinhos". Uma viola e uma guitarra, acabaria por ser o espaço que Quim Santos vem a definir como sendo o "Cantinho do Fado". De resto, o fado acaba por ser outra das paixões de Quim Santos que aqui e ali, aparece ora a assistir, ora a puxar pela voz.
Depressa o restaurante ganha fama e mais uma vez Quim Santos fabrica dinheiro. "Na Austrália, nunca ninguém tinha comido ameijoa à Bolhão Pato. Comecei por comprar 5 kilos de ameijoa. O dono da peixaria, um português do Algarve, ficou na dúvida que ao fim de 3 semanas se dissipou com uma encomenda semanal de ameijoa de 300 kilos.
Apesar de "dar uns toques" de culinária, Quim Santos tinha um colaborador como chefe de cozinha. "Percebo pouco de culinária" - diz ao PaLOP News que sabe que Quim Santos, percebendo pouco de cozinha, percebe muito de "talher". É um bom garfo, diz-nos um familiar do nosso entrevistado.
A peixaria passa a importar 500 kilos por semana de ameijoa para abastecer a demanda. A Tamjemânia, era o fornecedor.
É quando está a vender 500 kilos de ameijoa por semana, que um outro português denuncia Quim Santos ás autoridades do facto de este estar ilegalmente na Austrália. Acaba por ser sobre um português de nome Paulo e outro "português do ferro" que recaiem as suspeitas sobre a denuncia. O seu próprio fornecedor de frutas. "Pessoas que comiam comigo e que me denunciaram".
"Quando peguei naquele restaurante, servia uma refeição ao almoço e outra ao jantar. Quando fiz uma limpeza rápida, comprei flores, fontanários e repuxos, acrescentei um moinho de velas para a mesa de exposição de frutas e vinhos e na primeira noite facturei 9 mil dólares. Quando uma pessoa trabalha e quer, o dinheiro vem rápido", diz o empresário.
Antes que as autoridades pudessem chegar, uma amiga avisou o casal: Estava na hora de vender tudo ao desbarato e ir embora para outras paragens. Dois carros, um restaurante e todos os bens.
"Passei na agência de viagens e depois à porta de minha casa. A polícia estava lá". Mudou as "agulhas" e foi falar com um amigo construtor de nome Francisco, de Torres Vedras e tentou vender tudo pelo valor da televisão que tinha na sala.
Acaba por ser um casal amigo que viaja com Quim Santos e a Bela para Portugal. Destino, Lisboa com escala na guerra civil em Belgrado entre os sérvios e os croatas. De Belgrado, cinco dias em Paris e a seguir chegam a Lisboa de comboio.
Quim Santos chega a Lisboa dois dias antes do aniversário do pai. No Barbas, em Costa da Caparica (margem Sul de Lisboa), organiza a festa embora tenha chegado com pouco dinheiro. Estavamos em 1991.
Em Lisboa, compra um carro e segue de férias até à Suiça onde desagua numa montanha onde se situava o hotel. "Para me divertir, ía com o Fernando (empregado) mugir as vacas da montanha". Português, francês, inglês, espanhol e alemão, são o leque de línguas que Quim Santos leva no currículum. Nestas férias suiças, recebe uma proposta de trabalho do hotel onde estavam hospedados. Regressam a Portugal e dois dias depois, chegam os contratos de trabalho para regressar à Suiça. Ambos os elementos do casal estavam contratados. Fizeram as malas e zarparam.  Em Louserne, chegam ao hotel a meio da noite. Hospedaram-se no hotel num espaço destinado aos empregados. No dia seguinte, o carro tinha sido rebocado pela polícia por estar mal estacionado. Estava feita a primeira despesa fora dos planos. "Ainda sem ganhar dinheiro, já tinha gasto o equivalente a mil libras".
O primeiro trabalho no hotel, foram quatro dias de folga que foram gozadas a dois.
Regressam a Portugal em Dezembro de 1993 com uma nova proposta de trabalho que não resulta por uma diferença de 100 francos oferecidos no salário sem recibo. "Voltei a Portugal com muitas notas de mil francos" - refere.
De Portugal, viajam até Marrocos de onde regressam com casacos de cabedal que de resto haveria de ser uma moda em Portugal naquela época. "Vendi tudo quanto trouxe e viciei-me naquele negócio onde comprava a sete e vendia a 45".
Quim Santos, impressiona pela memória. Numeros exactos de quanto gastou, quanto custou ou por quanto foi vendido, são simples recordações que mantém na flor da "palavra". Compra uma Van e torna-se "habitué" de Aljeciras. "Por vezes apanhei multas de 1 milhão de pesetas mas tinha gente a vender nas feiras que compensavam e a margem de lucro era fantástica.
A ganhar dinheiro em todos os lugares por onde passam, Londres acontece. Inglaterra porquê?
"Na Austrália, acabei por deixar todas as minhas poupanças de trabalho no valor de 19 mil dólares; casa que foi dada e não foi vendida, restaurante, carros e tudo o que tinha. Ao certo, a certeza do que Inglaterra roubou tanto a Portugal que decidi procurar a minha reforma num páis de Língua inglesa. Pensei nos Estados Unidos da América. Ainda paguei na Embaixa em Lisboa por duas vezes mas sem êxito. Em 10 de Fevereiro de 1996, a opção foi para o Norte de Londres. na companhia de uma filha de seis meses. Na chegada, um quarto por 600 libras. Foi exploração? "Eram dez da noite e eu não tinha onde dormir. Se me pedissem 800 tê-las-ia dado" - lembra.
Daí, seguem-se três meses em Queens Park. "Aí, um amigo emite-lhe uma carta para que possa beneficiar do Housing. Estava aberto mais um negócio mesmo que disso não tivesse suspeitas. Quim Santos não recorreu a ninguém para o ajudar e teve que fazer tudo pelo seu "próprio pé". Começou aqui a aprender o caminho da burocracia londrina. "É aqui que a vida começa" - diz Quim Santos que entretanto era empregado de hotel e colega da própria mulher. A experiência internacional e as línguas possíveis, depressa deram nas vistas. Dois meses depois em função da filha, Bela "larga o Marriot Hotel", uma das maiores referêncas hoteleiras do Mundo. Em junho de 1997, Quim Santos é vítima de um acidente de trabalho que lhe leva três intervenções cirurgicas à coluna vertebral. Estava traçado um destino que não estava previsto. "Incapacitado para qualquer tipo de trabalho" que em Londres equivale a dizer que se pode viver sem fazer nada. Estacionamento grátis e protegido e todas as necessidades que a Segurança Social Britânica pode oferecer. Uma espéce de rendimento mínimo levado ao máximo.
Com este documento registado, "ninguém me dava trabalho" - diz Quim Santos.
Decide optar mais uma vez pela via alimentar e surje em Londres um restaurante português. "Sem dúvida, um dos melhores restaurantes portugueses em Londres" - diz-nos fonte que prefere não ser identificada para acrescentar: "depois aconteceu um «caldo» com uma portuguesa e aquilo fechou". É toda a informação que conseguimos.
- Melhor restaurante português de Londres? Não - diz Quim Santos. "O melhor do Reino Unido, isso sim". Estavamos esclarecidos sobre a qualidade do restaurante mas faltava a história da portuguesa.
- Recebi uma compensação de mais de 100 mil libras devido ao meu acidente de trabalho, 30 mil que pedi emprestado aos meus pais e somar a uns "trocos" que tinha.
Mais de um quarto de milhão de libras investidas em 2001.
- De nossa cliente, passou a maior amiga de família.
Segundo a Lei inglesa, em função do investimento, assim será a idade do leasing para justificar o retorno e Quim Santos dá de frente com o "free holder".
Uma Lei inglesa que no resto da Europa custa a compreender mas que o Reino Unido tem implementado na sua legislação. Geralmente, os edifícios de toda a ordem pode estar construídos num terreno alugado por mil anos. Neste caso, o "lease" baseia-se no tempo futuro em que a actividade está licenciada. No caso da Embaixada de Portugal em Londres, faltam agora cerca de 800 anos para caducar o contrato.
Quim Santos continua. "Para se assinar um «lease» para 25 anos, o "contrato tem que ter como cliente um proprietário de um imóvel no Reino Unido. Sem isso não assina o «lease» do estabelecimento. Para 21 anos de «lease», não é necessário mas para 25 anos é obrigatório ser proprietário em Inglaterra" - diz Quim Santos mais uma vez a ser "driblado" pela legislação inglesa.
A amiga do casal, tinha uma propriedade e serviu para o "frete" para consolidar um espaço que vendia dois barris de cerveja por dia.
Quim Santos, acaba por vencer a assinatura do contrato do «lease» sem que antes tenha recebido da amiga a correspondente decalaração de posse. Quim Santos, suspeita que o advogado que contratou possa ter acordado com a parte contrária. "Eramos sempre atendidos fora das horas de expediente e mesmo assim em horas separadas" - diz.
"Foi um roubo de Domingo à noite para segunda-feira de mahhã" - diz como a resumir o que pensa.
O desespero, preparou o esquema de vingança. Duas horas para sete pessoas quando decidiu a solução Divinal.
Quim Santos, tem em casa um santuário e um percurso pelo oculto de onde aparece a "costela" filantrópica. É neste retiro que decide esquecer as sete vinganças e canalizar as energias noutro sentido. "Deus é Pai e sabe que castigo dar" - diz Quim Santos do escárnio e mal dizer. Quim Santos acredita que "Deus dá o dobro do que me roubam".
- "Eu sei que isto é vosso mas neste momento é tudo meu - conta Quim Santos ter ouvido da boca da portuguesa em causa. "Fui impedido de passar no passeio daquele restaurante" - revela para continuar: "Estavamos a facturar 60 mil libras/mês. Era um bom restaurante" - conclui.
- Foi o primeiro passo para a falência dessa senhora que hoje tem uma vida pouco simpática. Gastavamos na altura 30 sacos de carvão por semana.
Quim Santos, conta como tinha a gestão de mesas congestionada e a história de um Domingo em que chega para abrir o restaurante e tinha todo o stock com temperaturas demasiado altas. Tudo que era alimentação naquele restaurante, estava estragado pelo calor. "Um pé de cabra e uma chave de fendas estavam a impedir o arrefecimento de funcionar" - revela.
Dois meses depois de perder o restaurante, conta dois meses sem sair de casa para descompressão. Sem coragem, arrastado para nada já na casa onde hoje vive, Quim "vê uma luz de dinheiro".
Em casa, sem nada para fazer, passa pelos cafés a matar o tempo. Pelo caminho, ajuda um ou outro com questões relacionadas com a burocracia inglesa ou simples trabalho de intérpete para amigos e conhecidos. 
- Vou fazendo amizades por onde passo. Hoje trabalho com todos os "Council" da Great London.
Com o tempo, o numero de solicitações para lidar com a burocracia inglesa, começou a crescer ao ponto de se transformarem em prendas caras e "«amigos» ajudados que nem a gasolina pagaram".
Esta relação amor/ódio com a inércia e o trabalho não reconhecido, leva Quim Santos de volta aos negócios.
- Criei uma empresa, cobro os meus serviços e pago os meus impostos. O que antes fazia grátis muitas vezes sem reconhecimento, hojé é pago. Será grátis se e para quem eu entender" - finaliza.
- Que tipo de documentos tratam na empresa?
- Tudo - diz Quim Santos enquanto desfia uma quase interminável lista de benefícios sociais.
Da sua alçada de negócio, ficam ainda os tribunais ou o serviço de intérprete. "Bato o pé" pelos meus clientes e nunca perdi uma causa" - diz Quim Santos que afirma "não" saber o que é uma reclamação. "Nunca perdi um processo em tribunal ou um exame médico para provar que de facto as pessoas estão doentes".
A isto, Quim Santos associa a vertente imobiliária e ocupa em cheio um espaço "magro" entre o trabalho do solicitor e o da agência de propriedades e sua manutenção. O sub letting, é sempre a segunda opção do cliente que não pode pagar uma habitação exclusiva.
Aluga, remodela, mobila e põe ao gosto "florista" o espaço que depois aluga num total de mais de 300 residentes e cerca de uma centena de imóveis negociados.
- Todos os negócios são escriturados com a contabilidade oficial. Na Home Base os investimentos podem chegar ás 60 mil libras/ano - refere.
Todos os equipamentos dos imóveis, são propriedade da empresa onde trabalham seis pessoas a que se soma o próprio.
Aos 49 anos, dá-se nova volta mas desta vez sem sair do lugar e sem mudar de negócio. Numa favela do Brasil, na presença de uma Mãe de Santo em Salvador da Baía, Quim Santos vem convertido a falar com um português, madeirense a viver em Colindale (Norte de Londres) sobre as questões da espiritualidade.
É nesta "consulta" que Quim desabafa os azares que tem sentido na vida. O português Manuel, de Colindale, deixa-lhe uma "herança" sem retorno financeiro.
- Não cobro para ajudar nas questões espirituais. Chego a trazer todo o tipo de material que compro em Lisboa para oferecer em Londres.
- É religioso? - perguntamos.
- Sou crente - foi a resposta defendendo a existência da Santissíma Trindade ou de nomes que deixaram de ser físicas.
Os aneis caros, os chapéus, as gravatas coloridas e a forma exuberante como se veste, levam pessoas na rua a pedirem para serem fotografadas com Quim Santos. Perguntam se é artista!
- O Quim é vaidoso?
- Sou e gosto de vestir uma roupa com que me sinta bem. A vaidade começa pela higiene - remata Quim Santos.
Para o nosso entrevistado, ter os dentes bonitos numa roupa bonita é uma única toilete seja fato de treino ou fraque. "Um Natal fui ao Cais (café entretanto fechado a Norte de Londres) de pijama e chinelos de quarto" - conta.
- Você é esperto ou inteligente? - disparamos na despedida.
- Inteligente - foi a resposta.
- Volta a Portugal?
- Gostava de morrer em Portugal mesmo que em Portugal a Justiça não funcione. No Reino Unido a Justiça funciona.
A terminar, perguntamos à esposa:
- O Quim onde aparece dá nas vistas...?
- Porque ele gosta - diz a companheira destas aventuras que andou por Londres numa sessão fotográfica exclusiva para este trabalho do seu PaLOP News ppublicada na próxima edição de papel.

Equipa de Quim Santos
Desportista - Cristiano Ronaldo
Político - Sidónio Pais
Escritor - Fernando Pessoa
Musico - Lenita Gentil
 

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