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Advogados e Advogados & Advogados & Co Ltd ou o Advogado no supermercado.

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O protagonista desta reportagem, conhecido por Alex Maxwell ou Dr. Alex Maxwell, alegadamente exibe cinco nomes, três nacionalidades, duas datas de nascimento e uma malha de empresas que demorou oito meses a desmontar. O Direito, é porém a sua especialidade de montra.
As empresas de advogados anunciadas no Reino Unido como falantes de português, proliferam de uma forma que exige esclarecimentos. Várias dessas empresas, exageraram de tal forma no método como alegadamente enganam as pessoas que o assunto mereceu a atenção do Palop News. Enquanto jornal ao serviço da Comunidade, compete-nos ser uma forma de esclarecimento para impedir que quem fala português, seja enganado só porque alguém, que se diz advogado (podendo mesmo sê-lo), possa usar um estatuto que nem sempre corresponde à verdade. Este é o primeiro dos casos que tratamos mas outros se seguirão.
Em Abril de 2015, deu entrada no Palop News uma denúncia que haveria de despoletar toda esta reportagem. Se com apenas uma denúncia, não haveria razões para este trabalho, as duas denúncias seguintes alteraram a decisão. Na pesquisa que fizemos, encontrámos várias situações suspeitas mas nenhuma com os contornos das empresas de alguma forma relacionadas com AM.
Na frente deste grupo de empresas onde as letras “ICI” dominam, encontramos uma conhecida personalidade na Comunidade de Língua Portuguesa em Londres. Adolphe Massamba, que também é Alex-Mass Maxwell, que também é Alex Maxwell e que ao mesmo tempo é suspeito de também ser Alex Massaba, Alex Massamba, ou Adolfe Massamba.
É porém com o nome de Alex Maxwell, ou Dr. Alex Maxwell que se tornou mais conhecido na Comunidade. Além de diferentes nomes, este personagem afirma ter três nacionalidades, duas datas de nascimento, várias ocupações profissionais e uma rede de empresas que faz lembrar os buracos de um queijo suíço, tal a velocidade a que são criadas.
Sem sabermos porque nome o tratar, vamos chamar-lhe AM já que estas duas letras são comuns às iniciais de todos os nomes que alegadamente utiliza.
O primeiro projeto que o Palop News detectou desta personalidade, foi no ano de 2010 com uma empresa no Brixton Market com o nome de Brazilian Point, onde estavam alojadas algumas empresas brasileiras. Falaremos deste projecto mais à frente.
O cartão-de-visita e o papel de carta de AM, menciona ainda uma LLB, um MBA, LLM e um PHD. Nada disto foi possível confirmar.
Já a sua nacionalidade, acusa três diferentes países: portuguesa, inglesa e francesa mesmo que a generalidade dos nossos entrevistados falem de uma mistura entre França e os EUA. Mero palpite do Palop News, aponta porém para o Congo, dada a pronúncia de AM quando fala português e que lhe deixa escapar o sotaque francês, e o nome Massamba.
Já as empresas que tem registadas, são uma autêntica malha numa listagem com mais de uma dezena de registos na Companies House (Registo de Pessoas Colectivas).
Decorria o ano de 2010 quando a Sul de Londres surgiu um projecto de empresas brasileiras que no seu conjunto criaram um espaço chamado Brazilian Point. Como intervenientes desta empresa, registaram-se além de AM, Adalgisa Costa, Claudio Tofino e Luis de Souza. Este último, brasileiro, proprietário do restaurante Luiz do Feijão que regressou ao Brasil, acabaria por revelar ao Palop News: “Ele é o maior pilantra que conheci em Londres. Tem que alertar as pessoas pois ele diz ser advogado quando não é porra nenhuma, perdemos o Brazilian Point por causa dele”. Na inauguração deste espaço, a presença entre outros dos brasileiros Francine Mendonça da London Help 4 You e Rodolfo Basílio da empresa Vertice. Quanto a Francine Mendonça, foi impossível o contacto até ao fecho desta edição enquanto que Rodolfo Basílio nos informou não saber o suficiente sobre AM para aceitar ser nosso convidado para uma entrevista.
O Palop News apurou porém, que terá sido através deste empresário brasileiro que AM chega à comunidade portuguesa ao ser por este apresentado a Domingos Cabeças da agência de empregos Netos Agency que seria a porta de entrada nesta comunidade.
A partir daqui, sobram as histórias e milhares de libras perdidas por pessoas que acreditando umas nas outras, acabariam por entregar a AM valores que nunca mais foram recuperados e sem qualquer retorno.
Domingos Cabeças entregou a AM a venda do seu pub em Lambeth mas o negócio correu mal. O empresário revelou ao Palop News que AM lhe afirmou ser “lawyer” (advogado) e foi a este “advogado” que entregou um contrato no valor de 80 mil libras em 2012 para a venda de um estabelecimento a Rogério Bagulho que até ao fecho desta edição permanece fechado. Foi também por intermédio de Domingos Cabeças que AM chega aos jantares do Grupo Amigos de Peixe que mensalmente reúne vários empresários portugueses.
As histórias de fraude e engano chegam a seguir.
O português Mário Comendas, entregou a AM mais do que um processo. A compra de uma casa, um processo no âmbito do Direito do Trabalho e outro no Direito de Família. No total, revela Mário Comendas, pagou duas mil e quinhentas libras. Até hoje, não tem nenhuma factura, nenhum recibo e nenhum resultado. “Encontrei-o e perguntei como estavam os meus casos e AM pediu-me mais £950.00 para o Tribunal” – disse.
O caso mais gritante, vai aparecer mais à frente nesta investigação do Palop News. Antes, temos outras entrevistas e outras vítimas da voracidade de AM.
Um empresário português da indústria da panificação que prefere ficar no anonimato, revelou ao Palop News outras performances deste «não» advogado.
“Ele disse que é advogado – revelou – se não fosse a experiência da minha mulher nas questões jurídicas não sei como teria sido. Disse-me que é advogado e foi-me apresentado no Restaurante Portugal. Eu tinha um problema com o transporte de mercadorias e ele disse-me que tratava do assunto. A verdade é que depois de lhe pagar, o problema voltou a mim” diz o empresário que adianta: “Comparado com as multas a pagar era preferível pagar a um advogado. Acabei a responder em Tribunal” – afirma para acrescentar: “Em Tribunal as coisas correram muito mal”.
Entretanto, João Luís afirmou ao Palop News que os processos entregues a AM correram bem. A história, envolve a empresa Atlantico que apesar do prejuízo entendeu não responder aos apelos do nosso jornal. A João Luis, fizemos uma única pergunta:
- Não lhe faz confusão que tenha contratado um advogado e que o serviço tenha sido pago numa conta de um supermercado?
- Ele disse que é uma empresa – foi a resposta.
- Mesmo sendo uma empresa, acha normal?
Ficamos sem resposta. É estranho que haja pessoas que contratem um advogado cujo pagamento possa ser feito numa conta bancária que figura em nome de um supermercado. O caso, não é único e há mesmo quem tenha pago o advogado na conta de supermercado…, depois deste estar encerrado. No site da Company Check, aparece ainda outra curiosidade digna de nota. AM, com o nome de de Dr. Alex Maxwell, o nosso visado aparece como Secretário de uma empresa que se chama…, precisamente; Restaurant Portugal Ltd com sede no escritório de AM e entretanto dissolvida.
Confirmamos ainda que existem contas onde o imposto VAT está incluído depois da empresa ter sido encerrada, ou alterada. De resto, a malha de empresas parece ser uma especialidade a que mesmo AM dificilmente saberá responder, tal a dimensão da rede.
Também João Ferreira, empresário português afirmou ter trabalhado com AM com resultados satisfatórios.
Já Ivanir Dornelles confessa: “Falamos um pouco e trocamos cartões-de-visita. Disse-me ser advogado e tratar de todo o tipo de documentação empresarial. Quando pensei em criar a minha empresa recorri a AM” – disse ao Palop News. Tinha começado um calvário.
“Para ter os recibos referentes aos pagamentos, tinha que pedir várias vezes e nunca consegui que me desse os recibos de todo o dinheiro que lhe paguei, apesar de lhe pagar uma mensalidade. Sempre vinha receber em dinheiro com a promessa de entregar os documentos posteriormente, o que nunca aconteceu” – afirma e acrescenta: “Também o meu processo de documentação foi uma aventura. Tive dificuldades em recuperar o meu passaporte que estava na posse de AM e a minha nacionalidade foi recusada por falta de evidências. AM dizia que as evidências só eram necessárias quando o processo não era tratado por advogados legítimos. Logo ele que não é advogado e me dava todas as garantias”. Nesta altura, mais de mil e quinhentas libras já estavam pagas, apenas para tratar da documentação pessoal. A isto, devemos acrescentar as avenças e a carga fiscal indevidamente pagas.
As contas da luz, água, telefone (utility bills em inglês), foram outro maná de AM. “Não era necessário chegar a Tribunal mas AM insistiu comigo” revela Ivanir Dornelles. “No dia do julgamento disse que teria que estar ausente e eu tive que me defender sozinha. Fiz um acordo de uma conta de um inquilino anterior a mim, que nada tinha a ver comigo. Perdi a causa em Tribunal e acabei por a resolver sozinha por acordo com o fornecedor, pagando apenas os meus consumos. AM cobrou-me taxas fiscais que o Council (Município) tem como grátis. Paguei em dinheiro e fui enganada” – afirma para adiantar: “Paguei o que era grátis e nunca tive um recibo. Além disso, recusou-se a devolver o meu passaporte e só depois descobri que AM tinha usado uma identidade que não era a sua para tratar do meu processo de legalização” - afirma.
Ivanir Dornelles, teve ainda a sua empresa registada no endereço do escritório de AM. Situação que se repeteria no Restaurant Portugal. AM, era assim um sócio das empresas dos outros sem que os verdadeiros donos tivessem disso conhecimento.
Karina Laidens foi a vítima. AM utilizou uma identificação profissional que não lhe pertencia para tratar um processo que foi chumbado pelo Home Office (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). “AM enviou a minha documentação com as insígnias de Karina Laidens que não lhe pertenciam” – revelou Ivanir Dornelles. “Fiquei furiosa quando descobri” – disse Karina Laidens ao Palop News. Quanto a Ivanir Dornelles, afirma ter um contrato com direito a devolução das verbas pagas em caso de insucesso; verba que nunca chegou a receber.
Ivanir Dornelles, afirma ainda ter pago 500 libras só para ser apresentada ao funcionário do HSBC para a abertura de conta. “Até o seguro do meu estabelecimento que paguei e nunca tive” – revela Ivanir Dornelles.
O novelo porém, nem sequer começou. AM continua a frequentar os restaurantes portugueses e os seus eventos, tentando convencer os portugueses ao investimento. Um edifício em Vitoria, um lar de 3ª idade no Algarve ou um hotel na Madeira, fazem parte de um portfólio de projectos que não conseguimos confirmar. Confirmamos apenas que depois de receber o dinheiro se torna agressivo com os clientes que reclamam resultados ou devolução.
Num processo em Tribunal, Bruna Diniz afirma mesmo que AM terá falsificado a sua assinatura. “Desconheço como a minha assinatura aparece no documento” – escreveu Bruna Diniz ao Tribunal de Lambeth. Quando a propriedade foi perdida e voltada a ser colocada no mercado pela agência imobiliária, AM tentou convencer Manoel Diniz a outro negócio no valor de 175 mil libras. “Quando lhe disse que desistia do negócio AM ficou furioso e tornou-se agressivo” – diz.
“Quando percebi o golpe, fingi continuar como cliente dele para tentar recuperar o meu dinheiro. Tive que entrar em Tribunal” – revela.
A este cliente, AM disse ter o dinheiro depositado numa conta do Bank of Ireland, o banco por seu lado, afirma desconhecer AM ou qualquer das empresas mencionadas a Diniz. Quanto às audiências em Tribunal, AM prefere faltar. Já em Dezembro, pouco antes do fecho desta edição, o Tribunal sentenciou e AM terá perdido a causa. Também Manoel Diniz afirma ter feito o depósito numa conta titulada por Saint Georges Supermarket. “A conta que ele mais utilizava é de uma empresa que está dissolvida desde 2008 mas que continuava a movimentar em 2013” – revela Diniz que começou a investigar AM, depois de ter percebido o logro que lhe levou milhares de libras. “A empresa foi reaberta com outra designação” diz o empresário.
AM afirma na sua correspondência que Manoel Diniz não é seu cliente. AM estará esquecido de toda a correspondência que trocou com Manoel Clayton Diniz, do dinheiro (cerca de £15 mil) que recebeu deste nosso entrevistado, do processo que existe em Tribunal, da fatura Nº ICI-03/Diniz/209 de 3 de Maio de 2013 ou do e-mail que o próprio AM escreve a este seu cliente em 25 de Fevereiro a solicitar o pagamento de £900.00 a depositar na conta St Georges com o sort code 40-06-21 e nº de conta 82018764.
AM teve ainda uma sala alugada no Centro Comunitário Português em Lambeth para «apoiar» pró-bono a comunidade portuguesa e ironia das ironias, as nossas suspeitas levam também ao Dia de Portugal 2015, que terá tratado com AM o caso que opôs o evento à empresa Atlantico, devido às 5 mil libras que a empresa se recusou a pagar.
No lote das empresas registadas a que o Palop News teve acesso, AM revela-se um profissional multifacetado. Na empresa Brazilian Point, chama-se Alex-Mass Maxwell, tem nacionalidade francesa, é Consultant Lawyer e nasceu em 1960. Já na empresa ICI Legal Ltd, muda de nome, profissão e data de nascimento passando a chamar-se Adolphe Massamba, International Lawyer com data de nascimento 10 anos antes. Por outro lado, na empresa ICIUK Legal Ltd, assume o nome Alex Maxwell, diz ser Internacional Lawyer nascido em 1960 e assume a nacionalidade britânica.
Quanto à sua definição profissional, AM faz depender isso da empresa que regista e as suas ocupações passam por o dar como Businessman, Consultant Lawyer, Lawyer, International Lawyer, Legal Assistant, ou simplesmente como Secretário. Já as empresas têm actividades tão diversas como vinhos e tabacos, solicitors, metais, serviços educacionais, energia, propriedades, contabilidade e mesmo uma empresa de aviação.
A maioria das empresas, partilha os endereços da sede e também através deste detalhe é possível encontrar a malha de empresas em que AM participa.
Curiosamente, a empresa Saint Georges (Eng) Ltd, AM apresenta como directores dois nomes que se suspeitam serem utilizados por AM. Adolphe Massamba e Alex Massaba. Ambas as personalidades nascidas no mesmo mês e com a mesma nacionalidade mas com diferentes ocupações sendo um Advogado (Lawyer), e outro Comerciante (Businessman). Uma coisa foi confirmada por mais do que um entrevistado. A Bíblia e a religião são um prato forte deste personagem. Outro dos pratos fortes, é a ameaça com Tribunal que algumas vezes é concretizada. AM serve-se de uma imagem sem conteúdo que ameaça as pessoas mas que no resultado final, acaba por ser um vazio.
Quando soube que o Palop News estava a compilar informação sobre as empresas, AM decidiu escrever-nos. As nossas suspeitas foram mais longe e investigamos outros nomes incluídos nas empresas.
Na sua correspondência, AM afirma que o português Cristiano Saraiva é seu colaborador como freelancer, contudo, o Palop News tem provas de que o português Cristiano Saraiva consta como director de pelo menos duas empresas. A ICI Properties Ltd e na Alpha House Accountants Ltd sendo que nesta ultima AM não participa mas cuja sede é partilhada com outras empresas deste grupo que se diz internacional. O endereço porém, é comum a outras empresas do universo AM. No registo que encontramos, a profissão de Cristiano Saraiva aparece como advogado e em haverá mesmo situações em que já resignou.
Confrontamos a Ordem dos Advogados em Portugal que nos confirmou que Saraiva não é advogado. Também a advogada Ana Paula Serralha que esteve a dar consultas no Centro Comunitário Português, está impedida de exercer a sua profissão. Contactamos a Ordem dos Advogados em Portugal que nos confirmou que apesar de Ana Paula estar inscrita para estágio, não pode exercer.
Outro português que AM refere como sendo seu parceiro de negócios, é o arquitecto Paulo Afonso. Com a ajuda da Ordem dos Arquitetos em Portugal, conseguimos detetar Paulo Afonso em Londres. Afirmou conhecer AM mas não ter qualquer tipo de parceria estabelecida com nenhuma das empresas.
Vanessa Silva Nunes, é outro nome português que aparece nos registos das empresas de AM. Apuramos que nasceu no Reino Unido e é familiar de um ex-conselheiro da Comunidade Portuguesa. Terá concluído o curso de Direito e pela recomendação de Domingos Cabeças, fez um estágio na empresa de AM, ICIUK Legal Limited. É mencionada como Directora da empresa e a profissão é dada como Legal Executive. O seu nome não consta da Law Society e não tendo AM licença para o exercício, isto invalida o estágio. Trabalho a troco de frustração é o que pode esperar qualquer estagiário que passa por um escritório que não está habilitado ao exercício.
Apesar de na correspondência, AM falar em investimentos no valor de milhões de euros, a The London Gazete de 24 de Julho de 2009, revela que” Alex Maxwell, também conhecido como Adolphe Massamba”, é dado como falido por ordem do Tribunal.
No percurso do nosso trabalho, acabamos por nos cruzar com três personalidades da comunidade portuguesa que acabaram por revelar terem conhecimento de uma ameaça. Segundo estas testemunhas, AM estaria a ponderar processar o editor do Palop News para posteriormente encomendar um correctivo que poderia levar à eliminação física. Até ao fecho desta edição, recebemos de AM seis diferentes cartas a que respondemos nesta edição. Impotente para travar o nosso trabalho, AM recorre a uma nova estratégia e regista uma empresa (mais uma), desta vez chamada Palop News. Informa que não poderemos continuar a utilizar o nome Palop News que agora pertence (segundo diz na carta), a um Comerciante (Businessman), de nacionalidade francesa, chamado Alex Mass Maxwell e com sede no mesmo endereço da ICI e de outras empresas registadas por AM.
Como Media Adviser do novo Palop News, AM aponta Carlos Dias Monteiro, cabo-verdiano e antigo membro do Centro Comunitário Português e da extinta Abraço imiGrande, além de editor de uma revista que teve apenas uma edição ao longo dos últimos anos, desde que foi anunciada a sua criação.
Na generalidade das cartas, identifica-se como Dr. e termina com a ameaça velada “you may seek Legal Advice”. A todas essas cartas, respondemos nesta edição de forma pública, assumindo uma responsabilidade que temos para com todas as pessoas que entrevistamos e os nossos leitores.
Depois que as ameaças foram publicadas no portal web do Palop News, AM despertou a atenção da RDP (Rádio Difusão Portuguesa) do Grupo RTP em Portugal e que entrevistou AM, num trabalho de Samuel Ornelas.
Nesta entrevista, AM afirma trabalhar gratuitamente mas Mário Comendas e Manoel Clayton Diniz, na mesma entrevista, acusam-no de ter cobrado milhares de libras sem qualquer resultado.
Entrevistamos uma empresária cuja empresa tem acompanhado diferentes endereços do escritório de AM e que conheceu várias vítimas. Esta empresária que prefere manter o anonimato refere que AM tem conhecimentos jurídicos selectivos. “Alex Maxwell mostrou ser conhecedor profundo de algumas matérias mas um perfeito ignorante em relação a muitas outras. Penso mesmo que ele tenha estudado Direito em Holborn ou que possa ter terminado o curso e perdido a licença. Descobri provas de matérias em que AM passava com nota muito alta e outras em que não passava simplesmente.” – Refere ao nosso jornal.
Foi esta a “vizinha de escritório” a quem AM usurpou o número de licença profissional. “Reparei que chegou uma carta dos Serviços de Imigração de uma cliente que eu não conhecia mas que tinha o meu número de licença. Cheguei a chorar com os nervos da situação” confessa a nossa entrevistada para adiantar que chegou a apresentar queixa na polícia. Também esta entrevistada confirma a versão de Luiz Souza, integrado na empresa Brazilian Point cujas instalações foram encerradas pouco depois de inauguradas.
A mesma entrevistada, conta ter suspeitas de que a empresa One Energy Solutions tenha servido mais uma vez, para a capacidade que AM tem em registar empresas ao serviço de pessoas pouco atentas. “Suspeito que essa empresa tenha servido apenas para desviar correspondência de pessoas com dívidas nas empresas de serviços domésticos como água, luz ou gás”. Quando a cobrança chegava ao novo endereço, a pessoa simplesmente não existia e AM limitava-se a alterar o endereço de cobrança a troco de dinheiro, foi a explicação obtida.
A sua principal referência é a sigla ICI que é utilizada de diversas formas. Tentamos confirmar qualquer registo que permita o exercício da advocacia nas várias combinações possíveis mas não obtivemos qualquer resposta positiva. Visitamos o site da ICI Properties e descobrimos apenas duas propriedades para vender. Uma delas é um restaurante onde Domingos Cabeças é parte interessada. No mais do resto, multiplicam-se as empresas registadas num dos nomes que AM utiliza em endereços comuns.
O Palop News suspeita ainda que tenha já havido investigações policiais mas que não deram em nada. A permeabilidade do sistema britânico permite andamentos que custam a entender, para a cultura ocidental europeia.
“É possível alguém dizer que é advogado num Tribunal, sem que isso seja confirmado” diz Vitória Nabas do escritório Nabas International Lawyers. “Se a pessoa for apanhada sofre as consequências mas para isso é preciso uma queixa que geralmente as pessoas, muitas vezes por medo, tendem a não querer fazer” – disse.
Se até aqui, AM era um fantasma na internet, o Palop News inverteu essa situação. AM tornou-se uma figura pública. Pelas piores razões.
Quanto a nós, vamos continuar a trabalhar para impedir que mais portugueses sejam enganados por pessoas espertas que tiram partido da ignorância popular, que podem enganar alguém algum tempo, muita gente durante muito tempo mas nunca poderão enganar toda a gente por todo o tempo.
Convidamos AM para nos conceder uma entrevista no sentido de se pronunciar sobre este trabalho mas até ao fecho desta edição não obtivemos qualquer resposta.
Este trabalho pode ser visto com imagens ilustrativas e tabelas a partir da página 13 aqui.
Exclusivo Palop News.
Nota: Este trabalho é sustentado pela análise de mais de 500 documentos e por mais de uma dezena de entrevistas.


 

João Noronha é Noticia(s)

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São inúmeros os projectos do português JN (João de Noronha). No Reino Unido, cursou Business Management mas a sua vocação para a actividade comercial vem de mais longe.
Assumidamente monárquico nas redes sociais, JN tem uma história de imigração vasta. Ao fundar um jornal no Reino Unido, "As Notícias", repete uma experiência anterior a que somou a sua capacidade de fazer negócios. Dirige o jornal mais antigo na Comunidade de Língua Portuguesa no Reino Unido e mesmo nos períodos mais férteis em que há mais circulação de meios na comunidade lusófona, "As Notícias", sempre foi o jornal mais regular. A sua tiragem, ultrapassa já as 170 edições, um verdadeiro
 

Foi mãe sem saber

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Soraia Pereira, é brasileira, vive em Londres e tem o seu casamento com um português assente em Alter-do-Chão, em Santarém. Licenciada em Direito, é conhecida da Comunidade Portuguesa por integrar o voluntariado no Portuguese Community Centre em Kennington, no Litle Portugal, onde presta apoio jurídico gratuito por referência do próprio Centro Comunitário.
Ao abrigo da sua ligação à Comunidade em Londres e do seu casamento com um português, requereu o estatuto de Nacionalidade Portuguesa.
"A resposta, revela-se um numero de circo" - revela Soraia Pereira ao nosso jornal, motrando a decisão assinada pela Procuradora Gabriela Gonçalves Coelho.
A redação do documento, logo no seu Artigo 1º, revela erros de simpatia que sugerem um trabalho de repetição sem leitura atenta.
 

Londres. Nolan para ti também.

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Em Londres, é fácil encontrar um típico pub inglês mas encontrar um recinto à altura dos pergaminhos do "tasco" português ou do "boteco" brasileiro, são outros quinhentos.
Partimos à procura de um espaço que além de ser um pub típico em Londres, tivesse também uma carga de história e simbolismos.
Fomos encontrá-lo bem no coração do "Little Portugal" na esquina da Wilcox Road, uma das mais portuguesas artérias de Londres.
Entramos, assentamos arraias ao balcão e optamos por uma pint. No entretanto, fomos passando os olhos pelo mobiliário, pela decoração e pelas paredes
 

Fomos ao engate na internet

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Tentaram engan(t)ar o Palop
Não resistindo mais à saudade de um “noivo” que “ama” mas nem sequer conhece, sonha com os dias em que vai estar em casa à espera de um “marido” que vai ser o seu eterno “Romeu”. O repórter, por sua vez, envia-lhe fotografias em trabalho, de gravador em punho a entrevistar personalidades diversas sem nunca identificar os nomes dos entrevistados. A “noiva” vibra com as fotos que recebe e promete guarda-las num album que será mais tarde o album de família.
Impotente para viver com tanta saudade, a “noiva” sugere fazer uma visita a Londres. O reporter PaLOP intriga-se com a ideia e pensamos abortar o trabalho abrindo o jogo. Tarde demais.
Um segundo “peixe” vindo da Ucrânia morde o mesmo anzol e o reporter PaLOP News assume uma “bigamía electrónica” mantendo uma sem que esta saiba
 


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