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Não há outro nome - É Tortura

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Nos Estados Unidos e no Brasil, a novilíngua em favor dos maus-tratos
Nesses últimos meses de prévias eleitorais nos Estados Unidos, vários candidatos à presidência se pronunciaram com tom de aprovação a respeito das chamadas “técnicas avançadas de interrogatório.” Eles se referem ao programa conduzido pela Agência Central de Inteligência (CIA) que submeteu indivíduos detidos pelos Estados Unidos, após os ataques de 11 de setembro, a tratamentos que podem constituir tortura.

Entre outras práticas, agentes públicos obrigaram indivíduos a permanecerem em dolorosas posições por dias, sem dormir, derramaram água em seus narizes e bocas até quase asfixiá-los e os acorrentaram ao teto de suas celas.

O Brasil tem também seus próprios problemas com a tortura. Apesar dos muitos avanços legais e institucionais dos últimos anos, a homenagem prestada pelo deputado Jair Bolsonaro na votação do impeachment a notório torturador da ditadura não deixa dúvidas que a sociedade deve estar alerta às tentativas de justificar o injustificável.

Atualmente, os abusos cometidos contra indivíduos sob custódia do Estado continuam a ser um dos problemas mais preocupantes de direitos humanos no país. Em 2014, a Human Rights Watch documentou 64 casos de tortura e tratamento cruel, desumano ou degradante cometidos pelas forças de segurança ou agentes penitenciários. No ano passado, 2.700 presos disseram em audiências terem sofrido maus-tratos ou tortura por parte da polícia, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Além disso, uma pesquisa de 2014 mostrou que cerca de um quinto dos brasileiros ainda apoia o uso da tortura se esta for a única forma de obter provas ou punir criminosos.

À parte da execrável manifestação de Bolsonaro, os políticos no Brasil não endossam o uso da tortura abertamente. O que é particularmente preocupante nos Estados Unidos é que, lá, alguns políticos o fazem. Os fortes aplausos recebidos por candidatos quando expressam seu apoio à tortura são vergonhosos.
Donald Trump chegou a publicar nota na qual não apenas endossa as “técnicas avançadas de interrogatório”, mas acrescenta que “nenhuma prática deve ser descartada quando vidas americanas estão em jogo.” Em seguida, ele reconheceu que a utilização de pelos menos algumas dessas técnicas seria ilegal, mas disse que trabalharia para mudar a lei.

A CIA tem parte da culpa pela retórica utilizada por esses candidatos. Um contundente relatório do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA concluiu, mais de um ano atrás, que o uso das “técnicas avançadas de interrogatório” não foi eficaz na obtenção de informações úteis de inteligência. Em resposta, a CIA admitiu que erros foram cometidos. No entanto, a Agência refutou com veemência a conclusão do relatório e continua a insistir que as técnicas, tendo sido autorizadas de maneira apropriada ou não, foram úteis.

O presidente Barack Obama também merece parcela da culpa. Apesar de ter encerrado o programa de “técnicas avançadas de interrogatório”, sua administração se recusou a processar criminalmente quaisquer responsáveis por autorizá-lo ou executá-lo, ou mesmo agir contra aqueles cuja conduta ultrapassou os limites do que havia sido autorizado. Os dois pré-candidatos que ainda disputam as primárias do partido Democrata, Hillary Clinton and Bernie Sanders, condenaram a tortura em termos gerais, mas nenhum deles declarou que promoveria a responsabilização dos envolvidos no programa.

Em sua maioria esmagadora, especialistas concordam que a tortura produz informações pouco confiáveis e compromete tentativas deobter a cooperação de detidos. Essa não é e não deve ser, porém, a única razão pela qual governos devem rejeitar a tortura. É absolutamente cruel e desumano cometer abusos contra alguém que esteja sob custódia do Estado. Esse é o motivo pelo qual as convenções internacionais a proíbem, assim como o fazem as leis domésticas de muitos países, incluindo dos Estados Unidos e do Brasil.

A tortura tem destruído as vidas de presos submetidos a ela, e causado enormes danos à reputação de países. Nos EUA, o uso das “técnicas avançadas de interrogatório” e o fracasso do governo em rejeitá-las totalmente até agora tornaram muito mais difícil ao país se posicionar contra práticas abusivas de detenção e outras violações de direitos em todo o mundo.

A administração Obama ainda pode demonstrar de forma clara a posição dos EUA sobre a ilegalidade das “técnicas avançadas de interrogatório”. A maneira mais eficaz de fazê-lo é promovendo a responsabilização criminal dos envolvidos na tortura.

O mesmo é válido para o Brasil. Enquanto reinar a impunidade, a tortura persistirá.
 
Uma versão impressa deste artigo foi publicada na revista semanal Carta Capital.
Artigo e Foto: HRW
 

Joana Ly Martin André

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A menos de meio gás a igreja olhava para um piano vazio ante o altar e o piano vazio olhava um set de microfones que havia de captar o concerto. Este olhar é meramente figurativo, visto que nem a igreja nem o piano têm olhos e a plateia é que
 

Yuri da Cunha de volta a Londres

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Yuri da Cunha, um pilar da música Angolana, está de volta ao 02 Arena em Londres, onde vai realizar um grande Show no dia 29 de Maio de 2016. 

YURI DA CUNHA com o lançamento do seu novo álbum de originais composto por 15 temas. O Intérprete, título do álbum que dá nome a este espectáculo, foi gravado entre Paris, Lisboa e Los Angeles e conta com participações muito especiais como Alexandre Pires, Ary, C4 Pedro, Nelson Freitas e Suzanna Lubrano.

Yuri Da Cunha iniciou a sua carreira há 21 anos ao vencer um concurso de rua na sua cidade natal do Sumbe, no Kwanza Sul. O estilo de música individual de Yuri da Cunha está enraizado nos ritmos de Angola, como o Semba, Kazukuta e Kizomba, incluindo também ritmos e instrumentos internacionais.

Em 2011, e 2016 Yuri da Cunha representou Angola no Rio de Janeiro e na Baía no Carnaval. Alexandre Pires, uma das maiores lendas do Brasil convidou Yuri da Cunha para uma tournée pela Europa.

O mais recente sucesso de Yuri da Cunha foi lançado em 2014. A música "Atchu tchu tcha", uma canção estilo kuduro com mais de 17 milhões de visualizações no YouTube, tornou-se a canção do ano na África do Sul e Angola. Este single foi o único que o colocou no mapa internacional e houve pessoas de todo o mundo a falar sobre Yuri Da Cunha de Angola.

Em Junho 2014 Yuri da Cunha tornou-se o primeiro cantor angolano a ganhar o melhor dueto africano nos prémios da MTV com o seu single "ATchu Tchu tcha." 
Para o concerto de Londres, Yuri da Cunha tem ainda como convidados Paulo Flores (Angola), Manecas Costa (Guiné) e Nandinho Semedo (Angola.
Ingressos no Cantinho de Portugal Restaurant (Stockwell), Oceano Restaurante (Leyton) ou no News Point do Westfield (Strafford).

Ingressos à venda online aqui
O Palop News tem ingressos para sortear na su página do facebook. Esteja atento.
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Situação de bebé retirado aos pais - Adiada

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A 20 de Maio de 2016, o casal luso-britânico viu a decisão sobre o o futuro do seu filho Santiago de 3 meses ser adiada, até que a situação seja avaliada pelos Serviços Sociais Portugueses, a pedido do Consulado Geral de Londres. A audiência decorreu à porta fechada do tribunal de Portsmouth, zona onde residem os pais do bebé.

Os pais de Santiago encontram-se neste momento, em Portugal, onde abordaram na rua, o Presidente da República Portuguesa Marcelo 
Rebelo de Sousa, o Primeiro Ministro António Costa e Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios estrangeiros.
Foram recebidos em audiência pelos deputados eleitos pela emigração Carlos Gonçaves do PSD e Paulo Pisco do PS bem como a deputada Domicíla Costa do BE.

O menor nasceu em casa a 01 de Fevereiro de 2016 e ao fim de 9 dias foi retirado aos pais. Conforme noticiado em diversos canais de televisão Portugueses e segundo afirmações dos
 

Comunidade Portuguesa no Reino Unido, preocupada

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O Consulado Geral de Portugal em Londres em conjunto com a Embaixada de Portugal, convocaram uma sessão de esclarecimento sobre problemas sociais que a comunidade Portuguesa enfrenta no Reino Unido. O evento, que se realizou ao final da tarde do dia 19 de Maio de 2016 na embaixada de Portugal, contou com a presença do Adido Social José Galaz, a advogada Vitória Nabas e vários dirigentes associativos, entre outros líderes comunitários.

Apesar da importância do evento, este foi fechado à comunicação social Portuguesa no Reino Unido.
Os assuntos abordados
 

Se voltarem, vamos matar-vos

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Desde 2003, as autoridades angolanas têm vindo a envidar esforços constantes para expulsarem os imigrantes, a maioria dos quais é oriunda da República Democrática do Congo (RDC), sob o pretexto de protegerem a segurança nacional de uma “invasão silenciosa”. 

O âmbito das expulsões anuais de dezenas de milhares de migrantes foi gradualmente alargado, das áreas ricas em diamantes do leste de Angola às áreas fronteiriças no norte, tais como a província do
 

Nuvem Negra Paira sobre Ativistas e Prisões de Angola

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Já decorreu um mês desde que um tribunal angolano declarou 17 ativistas culpados de preparar uma rebelião contra o governo, condenando-os a penas de entre dois a oito anos de prisão. Os ativistas nunca deveriam ter sido detidos e o seu julgamento serviu apenas para relembrar que os direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica em Angola ainda são uma miragem.

Em abril, um grupo de membros de partido da oposição visitou os ativistas na prisão de Viana, na capital do país, Luanda. Graças às fotos tiradas durante este raríssimo momento, que foram partilhadas nas redes sociais, os amigos e simpatizantes destes tiveram a oportunidade de
 

King's College Miúda Children's Books

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Dias 5 e 6 de Maio a Miúda Children’s Books expôs trabalhos de ilustradores infantis portugueses premiados na King’s College em Londres. A exposição contou com livros das editoras portuguesas Orpheu, Pato Lógico, Caminho, Tcharan e Planeta Tangerina, sendo o resultado final de uma variedade exemplar quanto à diversidade de autores e ilustradores. De Fernando Pessoa a Alice Vieira, foi representada literatura infantil contemporânea e clássica. 

No campo da ilustração, artistas como João Fazenda, Madalena Matoso ou Marta Madureira apresentavam-se em
 

As economias Africanas enfrentam uma dupla ameaça

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Porque é que as economias Africanas enfrentam actualmente uma dupla ameaça?
As duas principais causas são os preços das mercadorias que se encontram nos valores mais baixos de sempre como há décadas não se via, provocando uma queda de 16 por cento nas trocas comerciais, no que diz respeito às exportações e importações. A China, que também vê a sua economia decrescer, reduziu substancialmente o seu investimento neste Continente.

Um dos países particularmente afectados com esta desaceleração económica é a Nigéria, por ser um país muito dependente das importações. Importam absolutamente tudo, tal como afirma o presidente Muhammadu Buhari: " tudo, incluindo palitos". O fundo Monetário
 

A culpa é do guarda-chuva

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O guarda-chuva de plástico da raínha foi responsabilizado pelos comentários considerados "muito rudes", que Sua Majestade fez sobre as autoridades chinesas, o que levou já a uma disputa diplomátca com Pequim.

Pensando estar fora do alcance dos microfones, a Raínha conversa abertamente com uma mulher polícia, sobre o comportamento dos chineses aquando de uma visita de Estado no passado
 


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