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Distribuição do Palop News cresce

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Devido à geografia da Comunidade de Língua Portuguesa no Reino Unido, o PaLOP News repensou a sua distribuição e divulga as ferramentas com que cada vez mais, chegamos a mais leitores, razão pela qual tivemos que aumentar a tiragem.

Hoje, imprimimos mais cópias e chegamos a mais destinos.
São cinco as empresas com que temos o protocolo de distribuição.
Num primeiro plano, as empresas de importação e distribuição de produtos alimentares portugueses de venda a
 

Petição iniciada em Londres sobe a discussão na AR

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A petição “Também somos portugueses” foi entregue na Assembleia da República a 23 de Janeiro de 2017, revela um comunicado da Organização.
A petição “Também somos portugueses” foi entregue na Presidência da Assembleia da República no dia 23 de Janeiro, pelas 15:30. Estiveram presentes Jorge Lacão, Vice-Presidente da Assembleia da República, António Cunha, Conselheiro das Comunidades Portuguesas e primeiro signatário da petição, Flávio Martins, Presidente do
 

Depois de Bruxelas, Londres foi a escolhida pelos Diálogos com a Comunidade

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A Comunidade no Reino Unido tem reclamado ao longo dos anos falta de atenção política e da falta de sensibilidade dos governos portugueses lhe reconhecer a importância que anuncia. Destino preferido da nova vaga migratória, o Reino Unido afirma-se cada vez mais como coroa europeia eleitoral dum futuro próximo, posição ocupada pela Comunidade Portuguesa em França para as eleições em Portugal. Neste capítulo, tudo se mede pela
 

PaLOP Shop torna-se realidade e investe na área da saúde

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O jornal Palop News tem, ao longo dos anos, vindo a ganhar a confiança de um vasto mercado correspondente aos falantes de português no Mundo estimado em centenas de milhar de pessoas.

Leitores e anunciantes, têm vindo a perceber ao longo dos anos, que a etiqueta PaLOP, é uma referência de confiança, de verdade e rigor na informação. É no mesmo contexto que
 

Dia de Portugal. Vivo, morto ou moribundo?

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No ano de 2016, as comemorações do Dia de Portugal em Londres iriam completar 40 anos de existência anual, salvo raríssimas excepções de anos em que o evento não aconteceu, como foi o caso de 2014.

Devido a questões que nunca foram publicamente esclarecidas, o Dia de Portugal em Londres não aconteceu em 2016. A página do Facebook da Organização refere as condições climatéricas como a razão para o cancelamento do evento de nada tendo valido os episódios do dia anterior ao evento, em que as condições do terreno já não ofereciam um bom andamento às viaturas que se deslocaram ao local para a montagem dos equipamentos.

Através de várias entrevistas que fizemos a pessoas conhecedoras da realidade, apuramos que o terreno em causa, na parte inferior do recinto, precisamente onde foi instalado o evento, houve em tempos (cerca de 50/70 anos atrás) um lamaçal. Segundo apuramos, há cerca de 40 anos atrás,
 

Consulado de Londres aguarda reforços

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José Luís Carneiro (Secretário de Estado das Comunidades) anunciou na sua visita a Londres que os meios do Consulado de Portugal na capital Britânica vão ser reforçados. O Governante, admitiu que os “meios do Consulado não aumentaram na mesma proporção” que a demanda provocada pelo aumento da Comunidade residente nesta área de Jurisdição.

Mais de uma centena de pessoas assistiram à mensagem que o Governante deixou na segunda edição da iniciativa Diálogos com a Comunidade que decorreu a meio de Janeiro, três dias antes do discurso de Theresa May sobre a dinâmica a assumir pelo Brexit.

Em 2016, foram praticados mais de 70 mil actos consulares, o que significa um aumento de 75% em relação ao ano anterior segundo informação prestada por José Luís Carneiro que anunciou o reforço do quadro de pessoal não referindo detalhes sobre o número de pessoas a envolver, nem as datas em que esta realidade se possa verificar. O Governante deixou no entanto, a informação de que as pessoas a destacar para o Consulado de Londres fazem parte do Quadro do Ministério.

O Secretário de Estado, referiu ainda que o Consulado de Londres passa a ter uma linha dedicada para o atendimento referente às questões do Brexit sendo que o website tem já muita informação disponível aqui.

Artigo e fotografia:PN

 

Angola - Nova Lei da Comunicação Social Ameaça Liberdade de Expressão

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Presidente Deve Devolver Medida ao Parlamento para Revisão
(Joanesburgo) - O presidente angolano José Eduardo dos Santos deveria recusar-se a assinar uma nova lei sobre a comunicação social até que o parlamento reveja as disposições que restringem o direito à liberdade de expressão, defendeu a Human Rights Watch. A lei concede poderes expansivos ao governo e ao partido no poder para interferir no trabalho dos jornalistas, bem como para potencialmente impedir a cobertura noticiosa de casos de corrupção ou de abusos de direitos humanos.

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, dá uma entrevista à comunicação social, que
 

A volta da volta

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As redes sociais permitem com algum tempo saber o que se passa, não passa ou deixa passar nos ambientes em que cada um de nós está, mais ou menos inserido.

Quando se trata de ser português a residir no Reino Unido, é natural que o que se passa nessa mesma comunidade, chame a atenção de qualquer português aqui a residir. Eu "pecador" deste "pecado" da bisbilhotice sobre o que se passa com a Comunidade Portuguesa no Reino Unido, lá vou desfiando algum tempo a perceber pelas redes sociais,
 

Igualdade para minorias em Lambeth

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O Lambeth Council, Município a Sul de Londres onde os portugueses representam cerca de 20% da população local, criou no final de 2016 um grupo de trabalho que se irá dedicar ás questões da igualdade. Para integrar este grupo de trabalho, foi escolhido o empresário português Pedro Xavier que deu ao Palop News a visão desta iniciativa.

“Trata-se de uma comissão para a igualdade das minorias étnicas encabeçada por Lieb Peck, Presidente do Lambeth Council  e desta comissão fazem parte cerca de 10 pessoas de diferentes comunidades residentes em Lambeth que representam diversas minorias étnicas. Esta comissão foi seleccionada pelo próprio Lambeth Council por sugestão dos seus membros” – revela Pedro Xavier
Esta comissão, tem por missão fazer um levantamento sobre assuntos relativos a desigualdades, seja na empregabilidade, na educação ou na justiça entre outros temas. “Dessa discussão e dos seus resultados, damos conhecimento ao Município que depois trata o assunto em sede própria e que ao mesmo tempo transporta a experiência para a Câmara de Londres que trata de fazer chegar a outros municípios” -refere.

Nos eventos desta comissão, debatem-se assuntos referentes às empresas portuguesas aqui situadas mas também a questão do “rendimento escolar das nossas crianças, não tanto ao nível primário mas sobretudo ao nível secundário. Esta comissão foi criada para potenciar mudanças e temos uma agenda de eventos públicos onde estas questões são debatidas” – afirma.

O Palop News sabe que no primeiro evento que contou com a presença de perto de 70 pessoas, cerca de 20 eram portuguesas e que estiveram presentes também Regina Duarte, Coordenadora do Ensino do Português do Instituto Camões, bem como Joana Gaspar, Cônsul de Portugal em Londres além de vários professores portugueses. Marcaram ainda presença, moradores e trabalhadores em Lambeth naquela que foi uma presença entusiástica da Comunidade Portuguesa em Lambeth.

Pedro Xavier, faz ainda referência ao facto de não haver nenhum funcionário português no Lambeth Council, assunto que tem também sido falado pelo vereador português Guilherme Rosa. “Como é que temos tantos portugueses e com craveira profissional elevada e não temos nenhum a trabalhar no Lambeth?” – pergunta Pedro Xavier que levou o assunto a esta comissão. “O que é que pode ser feito em termos de recrutamento para mudar isso? Para vermos em que aspectos pode haver descriminação e se o Lambeth tiver disso conhecimento pode actuar” – disse para continuar – “O Lambeth achou por bem criar uma comissão de igualdade para que se possam fazer recomendações ao próprio recrutamento do Lambeth no sentido de corrigir situações de desigualdade caso elas sejam encontradas. Teremos que saber se há ou não candidaturas de portugueses. Só através do Departamento de Recrutamento poderemos saber quantas candidaturas de portugueses foram recebidas. Isto é válido também para as outras nacionalidades” – informa.

Se esta questão está ou não em contradição com o Brexit, Xavier defende a opinião que o que importa é fazer avançar a Comunidade Portuguesa no sentido de perceber que quem trabalha e vive legalmente no Reino Unido, quem paga os seus impostos, não deve ter nada a temer. Sobre as soluções, Pedro Xavier é taxativo. “As soluções passam por nós portugueses. O Centro Comunitário é uma referência que pode criar uma plataforma de trabalho com o Lambeth. 

O PCC (Portuguese Community Centre) é o único espaço português que tem a competência e a estrutura para o fazer e é o mais indicado para estar ali como uma pedra assente para o desenvolvimento da Comunidade Portuguesa em Lambeth. Trata-se de uma «Charity» que tem acesso a fundos. Deveria ser criado um grupo de trabalho com voluntários de várias áreas e sem conflitos de interesses para ajudar este grupo de trabalho para que possamos apresentar os projecto e faze-los ser aprovados. Isto é uma das coisas que podemos fazer. Se já temos a casa montada, porque não aproveitar isso para a comunidade. O PCC pode ser a pedra no sapato do Lambeth defendendo os interesses dos nossos” – disse.

Xavier, entende ainda que a Comunidade Portuguesa deve ser mais activa e mais reivindicativa e tentar usufruir aquilo que é uma oportunidade para qualquer comunidade e que os portugueses não têm aproveitado nomeadamente na apresentação de projectos junto do Lambeth Council e do Capital Community Foundation que tem por vocação financiar projectos comunitários.

Para Xavier, as dificuldades da Comunidade Portuguesa assentam fundamentalmente na falta de “união” dos portugueses. “A questão dos conflitos de interesse têm que acabar e se não acabar, terá que ser feito por escrito. A partir do momento em que não haja impedimentos legais temos que fazer seguir as ideias e as pessoas certas” – afirma para continuar – “Numa palavra, precisamos de mais união que não temos. As pessoas não se unem e eu não entendo porque não o fazem. Não compreendo. Olho para a comunidade portuguesa no Luxemburgo e noutros países e vejo uma união que não vejo no Reino Unido. 

Quando alguém tenta fazer alguma coisa torna-se um alvo a abater e inventam-se histórias onde não existem. A culpa pode ser das lideranças mas também estas somos nós que as fazemos” – continua antes de finalizer – “O Centro Comunitário é um exemplo do que foi criado por um grupo de portugueses. Mal ou bem, temos que aplaudir quem fez esse trabalho. As coisas podem não ter corrido sempre bem mas é um projecto conseguido. Essas pessoas têm o mérito de terem conseguido fazer obra. Quem está agora ou não, não é relevante. Fosse quem fosse que criou aquela obra, tem mérito pela sua criação como têm mérito todos aqueles que lutam pela sua manutenção e existência. Vejamos a comunidade polaca que é mais recente que a nossa. Em Hammersmith, veja-se o centro Comunitário que tem maior dimensão física que a nossa Embaixada.” – compara a finalizar. 
Artigo: Palop News
 

Iémen: Munições cluster fabricadas no Brasil ferem civis

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Foguetes das forças da colizão saudita quase atingiram escolas em Saada

(São Paulo, 23 de dezembro de 2016) – As forças da colizão lideradas pela Arábia Saudita dispararam foguetes fabricados no Brasil contendo munições cluster – também conhecidas como armas de fragmentação, que atingiram as proximidades de duas escolas na cidade de Saada, no norte do país, em 6 de dezembro de 2016, afirmou a Human Rights Watch. As munições cluster são banidas internacionalmente. O ataque ao bairro de al-Dhubat, na Cidade Velha de Saada, às 20:00 horas, matou dois civis e feriu pelo menos seis, incluindo uma criança.

O ataque ocorreu um dia depois que o Iêmen, Arábia Saudita, Brasil e os Estados Unidos se abstiveram de votar na Assembleia Geral das Nações Unidas uma medida reafirmando uma proibição internacional já amplamente aceita e difundida de utilização de munições cluster. A medida foi aprovada de forma esmagadora. O Brasil deveria aderir à Convenção sobre Munições Cluster e cessar a sua produção e exportação. A Arábia Saudita e outros membros da coalizão devem cessar todo e qualquer uso das munições cluster, disse a Human Rights Watch.

“Os brasileiros precisam saber que foguetes produzidos no país estão sendo usados em ataques ilegais na guerra do Iêmen”, disse Steve Goose, diretor da divisão de armas da Human Rights Watch e presidente da Coalizão Contra Munições Cluster (CMC), coalizão internacional de entidades que trabalham para erradicar as munições cluster. “As munições cluster são armas banidas internacionalmente que nunca deveríam ser usadas, em quaisquer que sejam as circunstâncias, devido ao dano infligido aos civis. O Brasil deveria se comprometer imediatamente a não mais produzir ou exportar essas munições”.

Desde 26 de março de 2015, uma coalizão formada por forças de nove Estados árabes, liderada pela Arábia Saudita, vem conduzindo operações militares no Iêmen contra a etnia Houthi, grupo também conhecido como “Ansar Allah”, e contra forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh. A Human Rights Watch e a Anistia Internacional já documentaram a utilização de pelo menos sete tipos de munições cluster lançadas no ar e por terra, fabricadas nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Brasil. A coalizão admitiu usar munições cluster fabricadas no Reino Unido e nos Estados Unidos em ataques no Iêmen.

Em 19 de dezembro, a coalizão saudita anunciou que pararia de usar um tipo de munição cluster, a de produção britânica “BL-755”, mas deixou em aberto a possibilidade de continuar usando outros tipos de munições cluster no Iêmen.

A Human Rights Watch entrevistou por telefone quatro testemunhas do ataque de 6 de dezembro e várias outras pessoas do local. Uma testemunha visitou o local do ataque pouco após ele ter acontecido e fotografou os danos causados, enquanto outra fotografou uma submunição não detonada no chão.

Testemunhas descreveram terem ouvido uma explosão estrondosa seguida por várias explosões menores, características de um ataque com munições cluster. Ayman Lutf, um estudante universitário de 20 anos, disse à Human Rights Watch que cinco submunições caíram em sua rua, danificando um carro estacionado e um reservatório de água.

Bassam Ali, jovem de 20 anos que mora naquela área, disse: “Achamos que era como os mísseis que sempre atingem Saada ... que só explodem uma vez. Esse era diferente, foi uma série de explosões juntas. Todas as bombas caíram sobre nosso bairro, nossas casas e ruas.”

Khaled Rashed, um membro do conselho local, de 38 anos, disse: “Ouvimos ... dois barulhos de explosão ... um mais alto do que o outro, e ... depois disso, ouvimos mais explosões, menores, caindo do céu como brasas ... Caíram por toda parte, sobre reservatórios de água, sobre casas, um ... explodiu e destruiu um táxi”.

Khaled disse que o ataque ocorreu perto de uma escola para meninas e uma escola para meninos, ambas perto de Bab Najran, reduto dos Houthi em al-Dhubat. As pessoas feridas no ataque foram levadas para um hospital próximo. Um diretor da escola para meninos disse que os alunos foram instruídos a não retornarem à escola no dia seguinte, uma vez que as escolas tinham de ser vasculhadas para detectar restos explosivos, incluindo submunições não detonadas.

Dr. Mohammed Hajjar, diretor-geral do maior hospital de Saada, disse que o hospital tratou de sete pessoas feridas pelo ataque, tendo um falecido mais tarde, e outro mesmo antes de chegar. Fatihy Al-Batl, uma ativista local, disse que entre os feridos estavam um professor, um estudante de 20 anos e um menino de 14 anos.

A Human Rights Watch identificou resquícios de foguetes superfície-superfície, da família ASTROS II, cada um contendo até 65 submunições, disparados por um caminhão lançador de foguetes com vários cilindros. O Bahreim e a Arábia Saudita têm comprado foguetes tipo cluster “ASTROS”, fabricados pela Avibrás Indústria Aeroespacial S/A no Brasil.Pesquisadores da Anistia International jáhaviam identificado resquícios de foguetes tipo cluster “ASTROS”, após um ataque à Ahma em Saada, em 27 de outubro de 2015, que feriu pelo menos quatro pessoas.

O uso de foguetes tipo cluster “ASTROS” em Khafji, na Arábia Saudita em 1991, durante a Primeira Guerra do Golfo, foi documentado pela Human Rights Watch. Essas munições deixaram “um número significativo de submunições não detonadas”.

O uso de munições cluster em territórios controlados pelos Houthi que foram atacados pelas aeronaves das forças da coalizão liderada pela Arábia Saudita e por foguetes lançados desde a Arábia Saudita em ocasiões anteriores sugere que as forças sauditas foram as responsáveis pelo ataque com munições cluster em 6 de dezembro. De acordo com a Human Rights Watch, entretanto, é preciso avançar na investigação para determinar de forma conclusiva a responsabilidade pelo uso das munições cluster neste episódio.

O reduto Houthi na cidade de Saada tem sido alvo frequente de ataques da coalizão desde o início da guerra. O campo militar Houthi-Saleh fica a menos de 50 metros de al-Dhubat, um bairro da cidade. A Human Rights Watch documentou o uso de munições cluster por parte das forças de coalizão em pelo menos 17 ataques ilegais no Iêmen, tendo resultado em pelo menos 21 civis mortos, outros 72 feridos e, em alguns casos, atingindo áreas civis.

O uso de munições cluster no Iêmen desde abril de 2015 tem recebido cobertura da mídia internacional, provocado clamor público, além de ter sido condenado por dezenas de países, bem como por meio de umaresolução do Parlamento Europeu. Em setembro de 2015, durante a Primeira Conferência de Revisão da Convenção sobre Munições Cluster, mais de 60 países expressaram profunda preocupação com o uso dessas munições no Iêmen e emitiram uma declaração conjunta condenando "qualquer uso de munições cluster, por qualquer parte".

A coalizão reconheceu o uso, no Iêmen, de munições cluster fabricadas nos EUA e no Reino Unido, mas alega as ter utilizado de acordo com as leis da guerra. Em 11 de janeiro de 2016, em umaentrevista para a CNN, o porta-voz militar da coalizão disse que a coalizão usou o armamento CBU-105 Sensor Fuzed Weapons em Hajjah, em abril de 2015, “contra uma concentração de um acampamento nesta área, mas indiscriminadamente”. Ele disse que aCBU -105 foi usada "contra veículos."

Em maio, os EUA suspenderam transferências de munições cluster para a Arábia Saudita. Antes de deixar o cargo, Barack Obama deveria cessar todas as transferências de armas para a Arábia Saudita e tornar permanente a proibição dessas munições, estendendo-a a todos os outros países, disse a Human Rights Watch.

As munições cluster são lançadas a partir do solo por artilharia e foguetes, ou lançadas de aviões, e contêm múltiplas submunições explosivas menores que se espalham por uma vasta área. Muitas não são detonadas imediatamente e deixam submunições carregadas, tornando-as verdadeiras minas terrestres que continuam a representar uma ameaça por muito tempo depois que um conflito acaba.

As munições cluster são proibidas por um tratado de 2008 assinado por 119 países- exceto por Brasil, EUA, Iêmen nem Arábia Saudita, e seus parceiros de coalizão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Catar e Sudão. De acordo com a Human Rights Watch esses países deveríam prontamente aderir à Convenção sobre Munições Cluster e cumprir suas obrigações.

A Human Rights Watch é co-fundadora da Coalizão Contra Munição Cluster (CMC). O embaixador da Alemanha, Michael Biontino, presidirá a próxima reunião anual da Convenção sobre Munições Cluster em Genebra, de 4 a 6 de setembro de 2017.

O ataque de 6 de dezembro com as munições cluster em Saada ocorreu um dia depois da Assembléia Geral da ONU aprovar umaresolução sobre essas munições. Enquanto um total de 141 países votaram a favor da resolução, que não é vinculativa, sobre a convenção, a Rússia e o Zimbábue votaram contra, e 39 estados se abstiveram, dentre eles, o Iêmen, Arábia Saudita, EUA, e Brasil.

Em 19 de dezembro, a Saudi Press Agency, uma agência de notícias estatal da Arábia Saudita, informou que o governo da Arábia Saudita havia “decidido cessar o uso das munições cluster do tipo BL-755 fabricadas no Reino Unido”, tendo informado o Reino Unido desta decisão. O comunicado reconheceu a Convenção sobre Munições Cluster, argumentou que “o direito internacional não proíbe o uso das munições cluster” e alegou que a Arábia Saudita usou tais munições de origem britânica no Iêmen "contra alvos militares legítimos para defender as cidades e aldeias sauditas contra ataques contínuos da milícia Houthi, que resultou em baixas civis sauditas. Ao usar essas munições, a Coalizão observou plenamente os princípios de distinção e proporcionalidade do direito internacional humanitário. Além disso, as bombas não foram utilizadas em centros populacionais civis”.

No mesmo dia, o governo do Reino Unido admitiu ter evidências de que a coalizão havia usado munições cluster britânicas em ataques no Iêmen.

“Finalmente a Arábia Saudita está começando a se sentir pressionada pela comunidade internacional por usar continuamente munições cluster, disse Steve Goose, "tanto a Arábia Saudita como o Brasil devem imediatamente aderir à proibição internacional dessas munições”.
Artigo e foto: HRW
 


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