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Ilegais sem acesso a conta bancária e serviços de Saúde no Reino Unido

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Os bancos britânicos receberam ordens da Secretária de Estado da Imigração Caroline Nokes para encerrarem as contas bancárias que sejam tituladas por residentes sem autorização.

Nokes afirma que os imigrantes ilegais fazem descer o preço do trabalho por estes aceitarem o desempenho profissional por salários inferiores ao que os trabalhadores britânicos aceitam para o mesmo desempenho ao mesmo tempo que aumentam a pressão sobre os serviços públicos pagos pelos cidadãos a viver legalmente.

A Governante, acredita que sem conta bancária os imigrantes ilegais serão obrigados a abandonar o Reino Unido de forma voluntária e os bancos já começaram a conferir milhões de contas.

Uma semana depois de aceitar o cargo, Caroline Nokes explicou que a medida pretende “dificultar a permanência de pessoas cujo estatuto não lhes permite viver ou trabalhar no Reino Unido.

Os bancos, são assim obrigados a conferir trimestralmente o “estatuto dos seus clientes e informar o Home Officce quando detectem casos de imigração ilegal. A medida, poderá também servir para identificar cidadãos europeus caso as negociações do Brexit venham a ditar a impossibilidade da livre circulação de pessoas.

Por seu turno, o Home Officce garante que os bancos apenas vão transmitir ás autoridades dados de pessoas que possam ser deportadas. Outros imigrantes que estejam a tratar do seu pedido de residência, que tenham recursos pendentes ou que tenham pedido asilo, não serão afectadas.

Para a Joint Council for the Welfare of Immigrants, Organização de defesa dos imigrantes, teme-se que haja erros processuais e que possam vir a ser encerradas centenas de contas por deficiente interpretação da medida. Segundo o jornal Independent, serão analisadas 70 milhões de contas bancárias que deverão identificar só no primeiro ano mais de cinco mil casos de imigrantes com o visto vencido, criminosos estrangeiros ou titulares de pedidos de asilo recusados. Esta medida, visa pressionar as pessoas envolvidas a abandonar o país com o dinheiro que possam recolher depositado nos bancos já que as contas correm o risco de serem congeladas já que só depois de abandonarem o Reino Unido estas pessoas terão acesso ao dinheiro. “A intenção é criar um clima hostil aos imigrantes ilegais para que abandonem o país” – revela fonte do Governo de Theresa May.

Satbir Singh da Joint Council for the Welfare of Immigrants, teme que se repitam os erros anteriores em que o Home Office foi levado a ter que pedir desculpas por decisões mal tomadas em relação a cidadãos que têm o pleno direito de residir no Reino Unido.

O serviço dos bancos envolvidos na medida, é acompanhado pela proibição de acesso aos serviços de saúde (NHS). Os médicos estão agora obrigados a conferir o estatuto migratório do paciente antes de lhe serem prestados serviços de saúde gratuitos. “Estes terão que ser pagos antecipadamente”.

Esta medida referente ao NHS, é defendido pela necessidade de reduzir os custos depois de os defensores do Brexit terem prometido que o investimento na União Europeia seria canalizado para o National Health Service. Para os cidadãos europeus que não tenham um seguro de saúde, pode acontecer que também tenham os serviços negados após Março de 2019 com a saída do Reino Unido da União Europeia.

“Hoje sabemos que isso não é bem assim e já se começa a verificar uma situação de caos em alguns serviços na saúde fomentado pela escassez de mão-de-obra, nomeadamente médicos e enfermeiros que têm migrado do NHS para outras soluções profissionais e por outros países que começam a oferecer melhores condições” – afirma.

Para quem circula por Londres, começa já a sentir-se algum défice na procura de trabalhadores, sejam técnicos ou indiferenciados. “Nas torres de Vauxhall existe a necessidade de pessoal para manutenção e não existe oferta no mercado para a massa salarial oferecida” – sustenta um trabalhador em situação ilegal a viver em Londres.

Devido á pressão que tem vindo a ser exercida, encerrou em East Anglia (a Norte de Londres) que se dedicava ao plantio de alfaces e outros produtos agrícolas. Com a retirada dos imigrantes ilegais, espera-se que o défice de mão-de-obra indiferenciada possa subir e com isto aumentar a oferta da massa salarial para os residentes. “Não acredito que sejam as inglesas a fazer serviços de limpeza com a marcação do ponto ás cinco da manhã” – diz Ana Santana, portuguesa, funcionária de limpeza numa Organização do Estado.

A acrescentar a estas medidas, também os senhorios estarão obrigados a conferir o estatuto migratório antes de alugar casa, enquanto que, para as empresas que ofereçam trabalho a imigrantes ilegais, estão previstas pesadas penas de multa.

 “O mais chocante deste sistema é que as contas, que são necessárias para todos os aspectos da vida, podem ser encerradas sem haver processos claros de rectificação da medida ou de compensações”, disse um porta-voz do JCWI para acrescentar que em relação às decisões na saúde, podemos estar a assistir a uma pressão sobre pessoas já em situação vulnerável.

Se no NHS a situação pode ser pacífica porque os funcionários são dependentes do Estado, na banca fica a possibilidade de os filtros utilizados poderem ser manuseados já que a banca não tem a mesma responsabilidade e ao actuar desta forma elimina da sua carteira de clientes pessoas com sentido de poupança.

PN

Data: 21 janeiro 2018

Apoio: MA Autos Repairs

 

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