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A dança do Brexit

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Desde que o referendo no Reino Unido ditou a saída da União Europeia, muito se tem escrito, discutido, noticiado e o seu contrário.
Inicialmente, foram milhares os emigrantes que correram os seus processos no Home Officce para conseguir o tão desejado cartão que daria acesso a permanecer no território. Milhares de libras foram dispendidas por muitas pessoas que temeram pela sua continuidade no Reino Unido com especial destque para Inglaterra.
Volvidos mais de 12 meses sobre a data do referendo, o Reino Unido ainda não encontrou a sua posição no que toca a descartar a sua presença na União Europeia.
Em consequência do Brexit, a Europa temia que pudesse haver um efeito contágio a outros países da União. Além deste efeito contágio não se ter verificado, deu-se precisamente o inverso e a União tornou-se ainda mais unida mesmo apesar das tentativas de destabilização da Adminsitração de Donald Trump. Além de uma maior união entre as nações que permanecem no bloco, verificou-se ainda uma estratégia comum nas relações com o Reino Unido.
Vários especialistas têm vindo a afirmar na imprensa britânica que a possibilidade de o Brexit nunca se concretizar é uma realidade, enquanto alguns destacados políticos como Tony Blair e Gordon Brown, ambos ex primeiros-ministros do Reino Unido, têm vindo a defender uma marcha-atrás no resultado do referendo.
A libra, perdeu a sua estabilidade e entre avanços e recuos tem também ela sentido os efeitos do referendo atingindo valores impensáveis antes de Junho de 2016.
Os emigrantes a residir no Reino Unido, perante a desvalorização da moeda e as incertezas quanto ao resultado das negociações entre Bruxelas e Londres, têm vindo a optar por um regresso em alguns casos ou a mudança de país noutros. A vinda de novos emigrantes para o Reino Unido desceu e são muito menos aqueles que procuram o seu refúgio no país que "vende" a ideia de querer sair da União Europeia.
Do documento que muitos emigrantes pediram e para o qual dispenderam avultadas somas, sabe-se agora que poderá perder a sua utilidade e a imprensa dá conta da possibilidade de repetição de todo o processo, desta vez simplificado.
A Escócia, mantém a sua determinação em realizar um referendo (mais um) sobre a sua independência em relação ao Reino e ao mesmo tempo pela permanência no espaço da União Europeia.
As empresas sediadas em Inglaterra, começam já a demonstrar as dificuldades em recrutar pessoal e o mercado de arrendamento tem agora prazos que não se verificam em toda a última década.
Theresa May vê a sua posição como líder do Governo ameaçada dentro do seu próprio partido, enquanto que o líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbin tem vindo a reforçar a sua liderança dentro do partido ao mesmo tempo que este mesmo sobre nas sondagens.
As eleições convocadas por May numa estratégia de consolidar a sua posição no Governo e a posição do Partido dentro de Westminster, resultaram num fracasso de que a própria May saiu fragilizada.
13 meses depois do referendo e após várias reuniões entre os negociadores e olhando a tudo o que a imprensa britânica tem vindo a publicar, podemos apenas dizer num claro português: "Tudo na mesma, como a lesma".
AGF/PN
Este artigo foi escrito com o apoio de Palop Shop.
Saiba mais aqui.
18/8/2017
 

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