Palop News, Noticias em Portugues no Reino Unido

  • Aumentar fonte
  • Tamanho normal
  • Diminuir fonte
Home Notícias gerais Notícias gerais Hó malhão alegre malhão

Hó malhão alegre malhão

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
A língua continua encostada no céu da boca, como se a boca tivesse céu e desse para qualquer tamanho de língua. Na míngua de melhoras, cá nos vamos retorcendo, ora com Portugal, ora com portugueses que estejam estes fora ou dentro de Portugal como se fosse possível a um português estar fora de Portugal estando longe. Não acredito até porque Longe, é um lugar que não existe.
Não existe o Longe mas existe o nós. O nós por cá, o nós por lá e quando olhamos para nós, descobrimo-nos envoltos em nós que não são de comer mas são de emaranhar. Desfazemos nós, atamos nós e nós continuamos no triste caminho de cruzamentos de nogueiras em nozes que de nós pouco dizem. Perdoem-me o atrevimento mas dito à moda do Norte, lá andamos nós no trocadalho atados em nós à procura..., de nós.
É assim em Portugal, é assim em Londres onde a dança não passa do Malhão Triste Malhão que não se cansa de malhar no malho que somos nós. Cheios de nós que não de nós, andamos nós à procura de malhar num ferro quente que não o malhar brasileiro que malha no ginásio embora este malhanço seja a malha que nos escapa de bater com a malha no meco. Grandes mecos me vão saindo estes malhões que nos comandam, seja em Lisboa, seja no quintal da Rainha de Inglaterra.
Confusos? Também eu e de tal forma confuso que não sei como esclarecer.
Em Lisboa, a Face Oculta teima em nos ocultar a verdade e enquanto não me puserem nos ouvidos o que consta nas gravações continuo fã do oculto mesmo que para isso tenha que por polvo no prato. A Assembleia da República está prenhe do “diz que disse” e as conversas nascem na imprensa a ferros de fogo como quem marca gado de crias que nascem na força dos ferros de maternidade. Para mim, na verdade, andam a confundir pessoas com gado e eu pessoa fico ofendido por sentir a vergonha que o gado tem ao ser confundido com as pessoas.
Libertino, solto a alma ao desejo e prevejo o beijo que estupidamente abraça o povo. De novo. Poeta errante, sinto o ultraje de uma classe política que me ignora como quem se enamora de uma sombra que à noite não tenho. Destapo o pensamento na busca de uma razão e só me sobra o Malhão. Em Lisboa ou em Londres, os meus líderes insultam a forma como penso e pior, chegam mesmo a pensar que não penso porque para eles..., penso é coisa que se põe nas feridas. Continuam a ferir-me a pensar que o que penso é o penso que ponho nas feridas que penso. E eu penso.
Shakspeare pensou um dia que “Penso, logo existo” Para quem tem a vaidade de ter nascido português, resta-me a la “palisse do “Penso logo exausto” e por isso deixo de pensar. Longe da exaustão, ponho o meu penso na ferida do que penso e desato a pensar que os nossos políticos não pensam porque nós povo estamos cansados de pensar nos políticos que pensam que nós não pensamos. É como se fosse uma sopa em que todos entrassemos na água fervente e a ferver nos estupidificassem e nós..., estupidificados déssemos à estampa a dor de não pensar porque estamos exaustos de pensar que os políticos pensam que nós não pensamos. Voltamos à pescadinha de rabo na boca mesmo que a depenada pescadinha tenha sido pescada sem boca e sem rabo.
Confusos? Bem vindos ao clube. Também eu.
Em Lisboa, o administrador da PT demite-se porque alguém pagou à volta de 70 mil contos para Luis Figo tomar um pequeno almoço com um candidato a primeiro ministro Façamos contas.
Segundo o salário mínimo nacional, o pequeno almoço de Figo custou aos cofres dos nossos impostos 11 anos de trabalho de um trabalhador. Para lá de ser verdade ou mentira, a verdade é que para um pequeno almoço este numero é um susto. Figo, cobra para papar um pequeno almoço o equivalente a 11 anos de trabalho de um trabalhador. 11 anos que são quase 3000 dias de trabalho de salário mínimo nacional. Grande pequeno almoço. Gande Sócrates. Grande PT já que aqui é tudo em grande.
Mário Crespo? Manuela Moura Guedes? Público? Amizades com o presidente da Sonae? Tudo trocos comparados com o salário de quem sua e transpira na esperança de poder imigrar e partir para longas paragens onde o Malhão não seja triste.
Foi o que fizemos. Viemos para Inglaterra onde o 10 de Junho ameaça ter duas festas. Hó Malhão Triste Malhão, que vida é a tua, Ó trimm tim tim, comer e beber, passear na rua.
Protesto. Protesto e invento um novo Malhão. Hó Malhão ALEGRE Malhão, é a primeira mudança. Quanto ao resto, deixo tudo na mesma. “Comer e beber, passear na rua”.
Manuel Gomes
 

Comentar


Código de segurança
Actualizar


Page Peel Banner

Tradutor

Portuguese English French German Italian Spanish
Faixa publicitária

JoomCategories for JoomGallery