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A caldeira do Diabo

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O livro escrito por Angelo de Carvalho, revela antes de mais, uma enorme capacidade de trabalho para trazer ao público um conjunto de circunstâncias atuais que proliferam em todo o Mundo.
Com o recurso a uma imaginação descomunal, o autor faz o seu trabalho atravessar continentes num vasculhar de culturas em que o herói, é português.
Da Europa ao Oriente e daqui à América, Angelo de Carvalho transporta o leitor num emaranhado de espionagem e romance em torno de uma ficção que é sobretudo uma realidade atual.
Da máfia italiana ao negócio dos lixos tóxicos, do crime organizado ao crime protegido, sucedem-se os ataques, a tortura desenfreada e as mortes quase nunca anunciadas que surpreendem o leitor num espectro de teias e tramas a ansiar a página seguinte.
Ao mesmo tempo que se vagueia pelo xadrez internacional da política, descobre-se a "costura" com que o armamento se "cose" num regime de cumplicidades a envolver os diversos serviços secretos mencionados.
De Israel ao Irão ou à Casa Branca, da morte de Bin Laden ao trabalho da polícia em Portugal, Angelo de Carvalho crava na mente do leitor um detalhe linguistíco que exerce um vocabulário de uma rara riqueza.
Nas suas quase 300 páginas, «A caldeira do Diabo» leva-nos a um período que vem desde as personagens bíblicas do Velho Testamento até ao Séc XXl, como quem aparentemente, enche a caldeira.
Alexandre, o português a viver em Itália, vê-se envolvido num recambolesca história de espionagem como voluntário à força, por força dos seus conhecimentos académicos e da sua família, refém de uma rede de crime que mata sem piedade e com requintes de desumanidade invulgares.
Angelo de Carvalho acerta em pleno na mistura de culturas diversas, seja pela arquitetura, pela gastronomia ou por envolver judeus e muçulmanos num enredo em que um português é a vedeta.
Alheio a impossíveis, leva o leitor a cenas de sexo que acabam diluidas num autêntico jogo de poder e traição onde a rainha da festa é a violência que a raça humana já foi capaz de demonstrar ao longo da sua história.
O autor, mostra ainda a capacidade de acelerar o empolgamento do leitor para depois o resfriar criando um ambiente de tensão para quem vai descobrindo as personagens.
O livro, demonstra ainda uma invulgar capacidade de montagem, digna das grandes obras do suspense em que o leitor é permanentemente surpreendido. Da sua descrição, ressalta a sua capacidade de envolver o leitor em cada pedaço local de onde se desenrola a história, seja pelos detalhes da decoração, seja pela exaustão pormenorizada com que brinda a leitura através da descrição dos personagens, do cenário ou ainda da gastronomia. Não seria de estranhar uma adaptação deste género de literatura a outras formas de arte.
Ao longo do livro, Angelo de Carvalho transporta o leitor a partir de um único símbolo para um código de barras que esconde a terrível verdade que o Mundo teme. O arsenal nuclear do Irão.
Editado pela Esfera do Caos, o livro tem uma excelente revisão e o seu recurso à imagem ao longo de diversas páginas revela-se perfeitamente enquadrado.
Se há livros em que é preciso vencer as primeiras páginas para se encontrar o entusiasmo, este não será o caso já que é aqui nestas primeiras páginas que o autor revela o ambiente de muitas das páginas seguintes onde a violência impera.
Depois de explorar a industria farmacêutica e a energia nuclear, resta agora esperar que Angelo de Carvalho se supere no seu próximo trabalho.
Uma nota de rodapé, para o registo da notável evolução do autor considerando o seu anterior livro «Uma viagem para lado nenhum».
PN
 

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