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Home Cultura Livros Biografia de Agostinho Neto traduzida para inglês

Biografia de Agostinho Neto traduzida para inglês

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A tradução de uma biografia do antigo presidente angolano Agostinho Neto (1922-1979) foi lançada em Londres para assinalar o 35º aniversário da morte do dirigente independentista e divulgar a sua obra junto dos anglófonos.  
Intitulado "An Unremitting Life", o livro é uma tradução da obra "Uma Vida Sem Tréguas" editada pela primeira vez em Portugal em 2005 e organizada pelo jornalista Acácio Barradas em parceria com os jornalistas Moutinho Pereira e Artur Queiroz, que exerceram atividade em Angola. 
"Com esta tradução quisemos chegar ao mundo Anglo-saxónico", justificou a viúva, Maria Eugénia Neto, atual presidente da Fundação Agostinho Neto, durante uma apresentação na universidade School of Oriental and African Studies. 
"Uma Vida Sem Tréguas" descreve os tempos de Agostino Neto enquanto estudante em Angola e em Portugal, os períodos de detenção, o julgamento no Tribunal Plenário do Porto, o desterro em Cabo Verde, a fuga de Lisboa para Tânger e o papel como presidente do MPLA e chefe de Estado da República Popular de Angola.
O livro inclui uma entrevista com a viúva, Maria Eugénia Neto, e um ensaio da filha Irene Alexandra Neto, antiga vice-ministra das Relações Exteriores para a Cooperação, ambas presentes na cerimónia em Londres, e testemunhos de diferentes personalidades sobre o percurso de líder da luta pela independência de Angola e a sua faceta de poeta.  
O volume tem também um depoimento do jornalista britânico Basil Davidson, que, juntamente com intelectuais como C. Day Lewis, Doris Lessing, Iris Murdoch, John Osborne e Angus Wilson, assinaram uma carta aberta ao diário The Times em 1961 a denunciar a situação de Agostinho Neto, então encarcerado. 
O caso do opositor ao regime colonialista português ficou conhecido no Reino Unido quando Agostinho Neto foi nomeado "Prisioneiro de Consciência" pelo advogado britânico Peter Benenson ao fundar a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional no mesmo ano. 
Irene Neto afirmou que esta tradução, completada pelo jornalista Michael Wolfers antes de morrer no mês passado, faz parte de um trabalho da Fundação Agostinho Neto para preservar não só o legado do primeiro presidente da República de Angola, mas também da história do país. 
"Estamos a recolher documentos e a falar com pessoas porque havia um vazio. Precisamos de preservar a memória para a juventude angolana não crescer alheada das suas raízes", vincou. 
PN/Lusa
 

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