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Solidão

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Como aprender a lidar com a solidão de uma forma positiva? 
Vivemos numa sociedade e numa cidade em que cada vez mais há pessoas a viver sozinhas. Sentimentos de solidão estão na origem de muitas depressões. Como podemos aprender a lidar com a solidão de uma forma positiva e quais são possíveis barreiras que nos podem limitar? 
Listo de seguida 5 Formas de lidar com a solidão que podem bloquear a sua vida:
1. Quando alguém se sente só normalmente tem tendência a isolar-se cada vez mais, promovendo ainda mais solidão. Aprenda a encontrar um equilíbrio entre gostar de estar consigo e fazer algo que o faça sentir bem. Promova actividades que goste e que possa fazer sozinho: seja yoga, ginásio, passeio (que até podem ter alguma interacção social) ou encontrar um amigo e partilhar os seus sentimentos.
2. Quando vive com medo da solidão, sem explorar que medo é este, qual é a sua origem e a que está associado, o medo tem tendência a crescer a transformar-se num monstro que o paralisa e assusta. Explore e enfrente os seus medos, aprenda a lidar com eles. Desta forma monstros transformam-se em gatinhos. Reconhecer as suas vulnerabilidades e necessidades, é uma grande mais valia pois permite-lhe cuidar melhor de si.
3. Muitas vezes o medo da solidão pode levá-lo a uma busca incessante de encontrar num companheiro(a) a solução para os seus sentimentos. Isso pode reflectir-se em manter-se numa relação na qual não esta feliz mas que não termina porque tem medo do desconhecido e de ficar só.  
4. Quando uma pessoa esta sozinha e vive numa permanente busca, do outro, de um relacionamento para se realizar. Esta busca por vezes resulta em que continue a sentir-se sozinho em cada um desses relacionamentos uma vez passada a fase de êxtase inicial. Esta sensação persiste porque internamente nada mudou, e é impossível que um companheiro(a) seja a solução do seu problema, vivendo assim uma grande instabilidade emocional
5. Viver dependente do outro implica entregar o seu poder a outra pessoa. Desta forma o outro tem o poder de controlar os seus sentimentos através das suas acções. Assim o outro tem que ser ou se comportar da forma desejada ou idealizada para se sentir bem, mas quando tal não acontece sente-se mal. Assim surge uma dinâmica de controlo: tentar controlar o comportamento do outro para me sentir feliz. Normalmente estes relacionamentos têm uma grande tensão e nenhuma das partes está felizes. Ou seja em vez de ter poder e estar em controlo dos seus sentimentos, dá ao outro esse poder.
Formas em que estar sozinho pode ser terapêutico e positivo:
O processo de respirar tem quatro partes: 1. inspira-se oxigénio; 2. os pulmões ficam cheios; 3. expira-se o oxigénio e 4. os pulmões estão completamente vazios.
Neste processo, há uma sequência, e há algo muito bonito associado à fase em que os pulmões estão vazios. Estarmos vazios de tudo é equivalente a estarmos sozinhos, vazios de expectativas e pressões. Esta e a oportunidade perfeita de sermos autênticos, sermos nós próprios. 
Estar sozinho pode dar-lhe a oportunidade de redefinir quem é, e o que verdadeiramente quer na sua vida.
Respire fundo e tome o controlo dos seus sentimentos, não dê este poder a outros nem tenha expectativas de que isso vai resolver os seus problemas. Relacione-se com pessoas com quem pode ser autêntico e não dependa delas para se sentir bem consigo mesmo.
Assim aprenda a cuidar de si, a lidar com todos os seus sentimentos e medos, mesmos os de solidão. Aprenda a ser vulnerável, descubra do que gosta e o que realmente o faz feliz e fundamentalmente invista em si! Encontre paixões na sua vida (seja uma carreira ou seja um hobby), encontre algo de que goste e que lhe traga alegria e prossiga sem medos.
Lembre-se que estar só não implica sentir-se sozinho. E que estar num relacionamento nem sempre é sinónimo de não se sentir sozinho. Muitos aprenderam a arte de lidar com a solidão, de gostar da sua própria companhia e a cuidar das suas necessidades emocionais. Seja feliz! 
Se tem algum assunto que pretende ver abordado nas minhas crónicas, ou se tem alguma questão que gostaria de me colocar, entre em contacto comigo através do email:
Marta M. Pires
Psicóloga clínica
 

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