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Somos ou nao somos?

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Tudo começou há cinco anos atrás, quando milhares de falantes de português e espanhol desfilaram em Londres pelo reconhecimento de uma minoria étnica ainda não reconhecida. Em causa, estavam os falantes de Português e Espanhol a viver na capital Britânica. Boris Johnson Mayor de Londres, haveria mesmo de ceder a sua presença em Elephant and Castle na companhia de diversos líderes comunitários. O Conselheiro da Comunidadce Portuguesa António Cunha, haveria mesmo de oferecer ao Mayor de Londres um cachecol português como "recuerdo" do evento.
Na cabeça do movimento, vários líderes religiosos que cruzaram a marcha em diversos pontos e um peruano que teima em mostrar números comunitários que nem sempre correspondem às realidades.
Na cruzada que mantém, Isaac Bigio permanece cinco anos depois a perseguir o mesmo objetivo. O reconhecimento da maior minoria étnica "no Commonwealth" em Londres e a defesa de que os salários de quem vive em Londres deve considerar o custo de viver na Capital Britânica.
Associada ao movimento sindical e a uma tendência de esquerda política, o movimento que se confunde com os profetas da Fé, insistem em negociar junto das autoridades de Londres um estatuto que o Reino Unido ainda não aprendeu a medir.
Para a legislação inglesa, as comunidades medem-se através de conceitos geográficos e não linguísticos pelo que a tarefa passa, não apenas pela demonstração dos números mas também pela alteração geo-política versus linguística.
No confronto, a legislação inglesa colide com os acordos europeus e a matriz dos interesses britânicos, num momento em que a tendência anti-migratória ganha terreno eleitoral. Para a classe política da primeira água, a gestão de equilíbrios torna-se uma manobra apertada.
Cinco anos depois da marcha que invadiu Londres, o homem que dirigiu o movimento é Presidente da Assembleia Metropolitana de Londres pelo partido Os Verdes, terceira força mais votada nas eleições de 2012, dá de novo a cara pelas mesmas razões.
Darren Johnson, continua a sua cruzada para a legalização dos imigrantes ilegais da América do Sul defendendo um resultado fiscal de 3 mil milhões de libras de carga fiscal a favor dos cofres britânicos. Darren, defende uma amnistia a todos os imigrantes ilegais em Londres em contraponto com a capacidade que o Reino Unido tem sobre legislar nesta questão em favor da União Europeia. Em todo o caso, um político de influência em Londres, mete o dedo na ferida e faz a notícia de que, quem fala Português ou Espanhol no Reino Unido, merece a atenção eleitoral que pode mudar o panorama político de Londres.
Com 3% da população londrina, esta comunidade representa uma fatia eleitoral que se pretende mais ativa e os partidos políticos tornam-se sensíveis a esta realidade na medida em que aproximam as eleições.
Numa data muito sensível para os luso-falantes, Darren apostou nas comemorações do 25 de Abril, a revolução portuguesa dos cravos que alterou até hoje o mapa mundial das nações e que aconteceu na mesma data em Norwood, no Sul de Londres.
Manuel Gomes

 

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