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Uma sardinha para quatro

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Há Ilhéus. E também há continentais. Ás vezes parece mentira mas cabem todos debaixo de uma bandeira, mesmo que a bandeira tenha apenas duas cores. Cores comuns. Azul e amarelo.
Todos falamos de quando e quanto pagamos para acudir a nação em caso de desgraça. Tremores de terra mais apertados, umas cheias mais cheias que o costume, a invasão da natureza nos nossos bens. Afinal, é na desgraça que ficamos unidos.
Em 20 de Fevereiro de 2010, aconteceu o aluvião da Madeira. Portugal inteiro, uniu-se em torno de um credo que é ajudar toda a gente naquele local preciso. É a nossa consciência social a falar mais alto. Contudo, o Portugal que se uniu, dessa vez foi maior porque a natureza da "desgraça" assim o exigia. Foi um Portugal da Madeira a todos os países onde existem portugueses a recordar o que todos fizemos juntos quando foi o massacre de Santa Cruz em Timor Leste.
Na década de 50, os comboios saíam das estações do Continente português com enormes letreiros que diziam "Sobras de Portugal" com destino a todas as colónias lusofonas. Enquanto isso, o agora impensável dava uma sardinha para quatro pessoas e estes factos são indesmentíveis.
O que o Continente português não sabe, é que quando as "desgraças" acontecem no Continente, também são objecto de solidariedade.
São diversos os episódios em que acontecem catástrofes no Continente e nessas alturas, são também as ilhas que organizam o seu movimento civil de onde recolhem apoios entre si com a intenção de enviar para o local afectado. Mesmo que esse local seja o outro arquipélago de Portugal.
Isto nunca chega ao Continente. É como se de repente em Timor houvesse agora uma coragem para ajudar Portugal a sair da crise e Portugal não soubesse. É um vazio na imprensa que os ilhéus não merecem. É um abraço demasiado forte para ser desprezado.
Onde estiverem as Forças Armadas do país, aí estará a nação porque as companhias militares não distinguem ilhéus e continentais. A única coisa que sabem, é que em caso de guerra a vida de um depende do outro. É também assim que a solidariedade acontece. Pena que o Continente saiba muito pouco sobre campanhas "1€".
 

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