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Cabo Verde: O país da morabeza em Londres

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Povo alegre, acolhedor, que valoriza a cultura que o identifica, povo que semeia a sua tradição para colher o fruto da expansão, povo que ama o seu país… trata-se do povo de Cabo Verde!
Cabo Verde é um país constituído por dez ilhas, descobertas em 1460 por Diogo Gomes, ao serviço da coroa portuguesa. Tem uma população de 500 mil habitantes, a maioria, jovem. 
O clima muito seco e a falta de emprego fizeram com que muitos cabo-verdianos vissem a emigração como a porta de saída para novos horizontes. Por isso, desde os tempos remotos, o povo Cabo-verdiano tem emigrado para a Europa e outros continentes à procura de melhores condições de vida para as suas famílias mas levando sempre na bagagem a cultura, a tradição e especialmente a língua e a morabeza. O país da europa mais procurado é Portugal devido ao facto de este ter colonizado Cabo Verde e devido ao facto dos dois países terem a língua como um elo de ligação muito forte. Mas, de há uns anos para cá a economia europeia entrou em decadência afetando alguns países,como é o caso de Portugal, fazendo com que grande parte da diáspora emigrasse para outros países à procura de melhores oportunidades de trabalho. Foi então aí que a maior parte de emigrantes cabo-verdianos escolheu o Reino Unido como a sua nova morada. Segundo o sítio da embaixada de Cabo Verde em Bruxelas publicou, ‘’a comunidade cabo-verdiana no Reino Unido cresceu muito nos últimos anos mas não existe um número certo acerca disso. A grande maioria é da classe trabalhadora e reside nas zonas da grande Londres (Hackney, Haringey, Enfield, Barking and Dagenham, Islington). A maior parte deles possui a nacionalidade portuguesa mas muitos conservam a dupla nacionalidade (portuguesa e cabo-verdiana) ”.
Como falantes do crioulo e do português, muitos têm dificuldade em falar a língua inglesa mas, são muito independentes e têm vindo a criar projetos ou associações com vista a promover a cultura cabo-verdiana. Uma dessas associações tem o nome de Cultura Cabo Verde/Reino Unido. Este projeto foi fundado em Junho de 2012, conta com 39 membros, 19 dos quais crianças e tem como presidente Alda Lopes que explicou que “a ideia de criar esta associação surgiu a partir de um convite que recebi da antiga primeira-dama de Cabo Verde Adelcia Pires, para a Inglaterra participar num concurso que se chama Voz da Diáspora. Aceitei o convite e juntei alguns membros conhecidos da comunidade cabo-verdiana em Londres e participamos no dito concurso. A partir daí houve assim um bichinho de continuar.”Nesta ordem de ideias tiveram o primeiro encontro para discutir pontos relativos ao projeto e em Dezembro de 2012 realizaram o primeiro de muitos workshops onde nunca faltam a dança, a música, os pratos tradicionais, e muita alegria.  Sobre os objetivos da associação, Alda Lopes destacou alguns deles como por exemplo “promover a nossa herança cultural e diversidade não só entre os nossos, cabo-verdianos, mas também fora da nossa comunidade; temos o papel de familia extensiva e isso quer dizer que estamos aqui para combater o isolamento das pessoas e fazer com que se sintam integrados na comunidade”. Manter uma relação muito próxima com Cabo Verde com outras organizações para que juntos possam encontrar medidas para ajudar os dois lados, tanto a diáspora como Cabo Verde, também é um outro objetivo que Alda Lopes apontou. Quando questionada se acha que o grupo Cultura Cabo Verde/Reino Unido “tem pernas para andar”, a presidente respondeu, com um grande brilho no olhar e toda a convicção que acredita piamente no projeto e continuou dizendo que “tem pernas para andar, sim, mas se tivéssemos um espaço nosso para realizarmos as atividades tudo seria ainda mais facil”.
Sem o apoio do governo, a associação só tem a contar com o “fund raiser” realizado no dia dos workshops, e isso só tem sido possível porque “a comunidade tem vindo a participar nas atividades assiduamente ”. Questionado sobre o que o leva a participar nas festas que o grupo Cultura Cabo Verde/Reino Unido oferece, Ivan Garcia, cabo-verdiano residente em Londres, respondeu que“a necessidade de nos sentirmos integrados e também ligados a Cabo verde fala mais alto e penso que é esta a razão que faz com que todos participem de boa vontade e com um grande sorriso no rosto”. O certo é que mesmo longe “de casa” o povo cabo-verdiano não esquece as suas raízes, pelo contrário, vive intensamente a sua tradição promovendo-a e difundindo-a sempre da melhor forma que podem.
No âmbito das suas atividades a Cultura Cabo Verde/Reino Unido vai celebrar o carnaval de Cabo Verde no dia sete de Fevereiro em Girldleston Centre, o dia internacional da criança no dia 23 de Maio em Milton Garden Community Hall e o dia da independência de Cabo Verde no dia quatro de Julho também em Milton Garden Community Hall. “As portas da associação estão abertas para todos que queiram de alguma forma estar em contato com Cabo Verde e a sua cultura”.
Silvina Goncalves
 

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